LaboMidia
Blog do Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva (UFSC/UFS/UFSJ)
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Informações sobre a Motrivivência - II
Informações sobre a Motrivivência - I
segunda-feira, 9 de abril de 2012
JACA-LIBERTÁRIO
BULIMIA DISCURSIVA
FÁBIO MESSA
Manobras verbais são ardilosas
Fincam-se alusões, menções e presságios...
Tesões ingênuos materializam enunciados
Palavra-doce se transforma em palavra-projétil
Geram reverberações oportunistas helicoidais
Avalanches comunicativas desagregam
Inferências convenientemente realizadas
Movimentos auto sugestivos
Decisões arbitrárias...
Assompram-se diversos intertextos
Interditos frequentemente despejados
Exaustivas referências e notas de rodapé
Subestimam capacidades
Mascaram erudições
Tudo faz volume no lixo fractal das redes sociais
Há de se ter tempo pra isso...
E no limbo do não dito
Prolifera o mais do mesmo...
Aponta-se o inimigo
Ausentando-se do duelo
Remota técnica de persuasão
Ruminam-se os discursos uns dos outros
Fagocitam autopastos
Emplastos, embustes...
Melindram-se em nomear termos exatos
Poupando temores recolhidos
Restam ranços passionais, personalizados...
Dispersa-se, portanto, a massa amorfa
Anônima e homogênea
Numa quase psicologia nazi-fascista
Teme-se a ignorância coletiva
Que jaz lavada cerebralmente
Uma ameaça de execução sumária!
terça-feira, 3 de abril de 2012
Resistência Urbana
Confiram dez pontos para refletir sobre a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016:
1. Despejos – As obras dos megaeventos levam a grande número de despejos violentos sem compensação às famílias removidas.
2. Obras: dinheiro público, lucros privados – Apesar de atenderem a interesses privados, as obras feitas para os megaeventos recebem enormes quantias de dinheiro público.
3. O exemplo do Pan 2007 – No Pan de 2007, no RJ, as obras custaram 10 vezes mais que o planejado e aumentaram a repressão, como as dezenas de mortes no Complexo do Alemão.
4. No resto do mundo também não deu certo - Os megaeventos sempre causaram prejuízos. Em Montreal, 1976, produziram dívidas que duram até hoje. As Olimpíadas de 2004 estão entre as causas da crise na Grécia. A África do Sul passa, hoje, por crise advinda da Copa de 2010.
5. Quem manda no Brasil é a FIFA? – Para sediar uma Copa do Mundo, o país deve abrir mão de sua soberania, permitindo que a FIFA influa nos impostos, nas licitações e até nas leis do país.
6. Futebol agora é coisa da elite? – Os ingressos para a Copa de 2014 serão caríssimos, proibitivos para quase todo do povo. É mais um passo no caminho da elitização do futebol brasileiro.
7. Quem são as marcas que mandam na Fifa – As marcas que dominam os megaeventos são constantemente envolvidas em escândalos financeiros e denúncias de superexploração no Terceiro Mundo.
8. Cidades não são marcas de negócio – Os megaeventos esportivos induzem as cidades a se agirem como um produto do mercado mundial, geridas pelos negócios e não pelo interesse da população.
9. A quem serve a cidade? – O planejamento da cidade fica submetido, à lógica da competição esportiva, que dura semanas, mas determina como a cidade será por várias décadas.
10. Como se deve gastar o dinheiro do povo? – Dinheiro para a Saúde, a Educação, a Moradia… dizem sempre que não tem. É justo, então, gastar com eventos que beneficiam tão poucas pessoas?
Vejam manifesto do movimento Resistência Urbana contra os Meageventos Esportivos no blog do Juca: http://blogdojuca.uol.com.br/2012/04/resistencia-urbana/
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Só na Educação Física da Hungria?
Em 29 de março, a Universidade Semmelweiss de Budapeste retirou o doutorado de Schmitt, por considerar plágio sua tese sobre a história dos Jogos Olímpicos, defendida há 20 anos na Faculdade de Educação Física. A Universidade justificou a decisão afirmando que a tese de doutorado não respondia "aos métodos científicos, nem éticos".
Meio demorado, mas enfim... Agora, tinha que ser na Educação Física, né?
Educação Física na Escola - pesquisa IBOPE
Na semana que passou, o IBOPE divulgou pesquisa sobre a realidade (?) da Educação Física nas escolas públicas brasileiras, por encomenda de algumas ONGs (Atletas pela Cidadania, Inst. Airton Senna e Inst. Votorantim). Segundo as entidades, "um dos principais objetivos do estudo é oferecer subsídios para a iniciativa privada, ONGs e poder público desenvolverem políticas para melhoria da qualidade da Educação Física".
Em que pese os limites do estudo e os possíveis "vícios de origem", são dados oficiais, que valem a pena ser lidos e repercutidos.
No link abaixo é possível chegar a um conjunto de dados (quem conseguir tudo, por favor informe aqui) e à apresentação da pequisa (ppt).
http://webmail.educacaofisica.com.br/index.php/escola/canais-escola/educacao-fisica-escolar/21546-educacao-fisica-escolar-nao-tem-espaco-em-30-das-escolas-publicas
Vamos comentar?
A proposito, a Motrivivência pautou para a sua seção temática do n. 39 a questão dos espaços e equipamentos para a Educação Fìsica. Quem sabe não se faz uma análise desses dados e se encaminha para a revista? Ver em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/index