domingo, 1 de maio de 2016

OLIMPÍADAS E EDUCAÇÃO FÍSICA: Reflexões para além das telas

Ola Pessoas, trago aqui um texto de Sara - aluna do curso de Educação Física /DEF/UFS - que faz a Disciplina Educação Física, Esporte e Mídia. Fiquem a vontade para os pitacos, críticas, troca de ideias entre outros...
boa leitura,
Sérgio Dorenski



OLIMPÍADAS E EDUCAÇÃO FÍSICA: Reflexões para além das telas
Sara Bomfim Felisberto

            É perceptível nos últimos dias o aumento das propagandas midiáticas sobre Os Jogos Olímpicos 2016. Este fato nos convida a pensar sobre a gama de conteúdos curriculares, os quais são abertos a partir desse evento mundial, para tematização de aulas na Educação Física (EF). Este acontecimento oportuniza ao professor dessa disciplina trazer discussões sobre as repercussões do esporte de alto rendimento e a indústria midiática.
            Nas instituições escolares, principalmente na EF é comum neste ano a presença de projetos sobre os jogos olímpicos, os quais tratam sobre os aspectos históricos, a união dos povos e raças, as modalidades esportivas. Porém na maioria das vezes são negadas discussões sobre a relação midiática e o esporte de alto rendimento. Sobre o modo como a mídia oculta para o público algumas informações como: os interesses políticos dos megaeventos, o uso do esporte como mercadoria, o rompimento com os princípios morais e éticos, como exemplo, o uso do doping, os riscos de saúde os quais os jogadores são submetidos devido aos treinamentos pesados, o marketing utilizado pelas grandes empresas para venda de produtos e entre outros.
            Enxergarmos no âmbito escolar um espaço poderoso para despertar nos alunos uma educação para a mídia. Belloni (2005, p.6) atenta que é competência da educação formar cidadãos com “apropriação crítica e criativa de todos os recursos técnicos à disposição desta sociedade”. Sabemos que a cultura midiática apresenta benefícios significativos, fazendo interligações entre fronteiras e levando informações a todo o mundo, mas é preciso um cuidado maior sobre o poder que ela pode exercer sobre nossas vidas, especialmente na influência das ações dos indivíduos. Thompson (1998, p.24) nomeia isto, como “poder simbólico” que é a “capacidade de intervir no curso dos acontecimentos, de influenciar as ações dos outros e produzir eventos por meio da produção e da transmissão de formas simbólicas”.
            Entretanto, acreditamos que a disciplina de EF que possui um caráter formador na educação básica, deve abrir espaços em suas aulas para o conteúdo educação para a mídia, particularmente no que tange ao esporte de alto rendimento e os megaeventos, assim como as olimpíadas. O professor de Educação Física deve ampliar os olhares dos educandos para além das telas, mostrando as facetas utilizadas pela mídia que torna o esporte em espetacularização e mercadoria.

quarta-feira, 30 de março de 2016

UM DOMINGO QUALQUER E UMA INSTITUIÇÃO CHAMADA ESPORTE

Olá Pessoas, segue um texto de um aluno que está cursando a Disciplina Educação Física, Esporte e Mídia do DEF/UFS. Ele é do curso de Cinema e trouxe uma reflexão acerca da relação esporte (espetáculo) e Mídia. Fiquem a vontade para os Pitacos, sugestões, críticas...




"UM DOMINGO QUALQUER E UMA INSTITUIÇÃO CHAMADA ESPORTE"
Caio dos Santos e Ribeiro

O esporte de alto nível é sempre visto por seus admiradores como entretenimento e saúde. Este entendimento percorreu e percorre o cotidiano nas diversas camadas sociais, visto que na maioria das vezes os atletas aparecem sempre sorrindo e com um físico invejável.
O que nem sempre mostram (ou tentam esconder) são os bastidores dos esportes onde estão presente também as relações política e econômica. Ao repararmos bem, os estádios, ginásios e pistas de atletismos estão recheados de merchandising e as emissoras sempre travam disputas para transmitir certos eventos com exclusividade. É engraçado que estamos tão acostumados a ver propagandas durante transmissões esportivas que não nos damos conta que estão totalmente ligadas ao “espetáculo” a que assistimos.
            No filme “Um Domingo Qualquer”, de Oliver Stone, podemos refletir um pouco sobre a relação Esporte x Saúde e a relação Jogador/Time x Patrocinador. No qual chegamos a ver negligências médicas, tanto por parte dos profissionais de saúde, que escondem a real situação clínica dos atletas, como por parte dos próprios jogadores que priorizam sempre os prêmios e seus contratos. Também fica nítido que os dirigentes tratam o time e os jogadores como números e pouco se importam se o time vence ou não, desde que sempre renda dinheiro a eles. Torna-se claro que os atletas no filme e também na vida real são tratados como mercadorias e como tal têm prazo de validade.
É muito comum ouvir a frase “esporte é saúde”, embora para quem o pratica profissionalmente essa falácia acaba sendo uma inverdade. A maioria dos esportistas são obrigados a mudar radicalmente de hábitos, tanto na alimentação quanto na administração do seu tempo. A maioria deles são expostos a treinamentos desgastantes e até mutiladores. Muitas vezes passam mais tempo treinando do que aproveitando a sua infância (boa parte dos esportes de rendimento exige dedicação integral – trabalho - desde muito cedo). Esses mesmo atletas abrem mão também de um maior tempo de recuperação, nos casos de contusões, para não perderem competições ou para atender exigências de contratos e/ou patrocinadores.
Ao pararmos para refletir sobre o esporte como um todo, e analisarmos fatos que ocorreram e que ocorrem continuamente perceberemos que a instituição “esporte” é muito mais que um jogo, ou uma disputa por um troféu. As relações de times com governos, de patrocinadores com jogadores e empresários são muito mais complexas do que parecem ser. Os incontáveis números de doping, as contusões não tratadas corretamente, as rotinas desumanas, as desigualdades e escândalos. Tudo isso maquiado de espetáculos esportivos, de estádios, ginásios, pistas de atletismos e academias cheias, de hinos cantados com fervor e de torcidas apaixonadas.



sexta-feira, 4 de março de 2016

Utilização de blogs na Educação Física escolar!

Pessoal, bom dia! 
Peço licença para divulgar um trabalho que estou realizando aqui nas Gerais, mais especificamente na Escola Estadual Professor Milton Santos, na cidade de Coronel Pacheco (ao lado de Juiz de Fora).

A proposta consiste na utilização do blog da escola como ferramenta para que as atividades desenvolvidas pelos estudantes nas aulas de Educação Física (resenhas, vivências pedagógicas...) sejam divulgadas e ao mesmo tempo comentadas e, quem sabe, avaliadas (rsrs) por outros professores de Educação Física. Assim, gostaria de pedir a contribuição dos camaradas por meio de comentários no blog sempre que se sentirem a vontade. 

Vejo nessa estratégia uma forma de mostrar aos alunos  a importância e a grandeza da Educação Física Escolar.

Grande abraço, meus amigos.
Segue endereço do blog:






domingo, 28 de fevereiro de 2016

Jornal.32. LaboMídia/UFS

Olá Pessoas, segue mais um jornal da turminha da UFS. Fiquem a vontade para os pitacos, críticas e sugestões...
forte abraço
Sérgio Dorenski

http://www.labomidia.ufsc.br/Jornal/info32.pdf

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Livro - Corpo e Governabilidade

Aos colegas que acompanham o blog, aproveito o espaço para divulgar o livro que será lançado ainda neste ano, mas que já pode ser conferido em seu formato digital.

Meus cumprimentos aos organizadores, colegas professores Fabio Zoboli, Renato Izidoro da Silva e Miguel Angel Garcia Bordas.

O exercício de, nessas poucas linhas, apresentar e sintetizar uma obra organizada por colegas tão respeitáveis, pode parecer simples, embora não o seja. O século XXI pode ser caracterizado como um momento histórico em que a tecnologia se coloca como elemento transformador e mediador do ser humano e em que o saber biomédico tem ao seu lado um saber que cada vez mais ganha “corpo” e se aprofunda, advindo das ciências humanas e sociais, para o entendimento deste corpo que somos/temos. Esse contexto traz à tona possibilidades investigativas e reflexivas que configuram nossa contemporaneidade e capturam um “modo de vida” particular em relação a este corpo. Corpo: um substantivo no singular que evidencia compreensões plurais. E a leitura desta obra, fruto de um Grupo de Pesquisas da Universidade Federal de Sergipe – o qual tive a honra de presenciar seu surgimento e seu crescimento, e que hoje, materializada aqui, já evidencia a expansão de suas fronteiras para outras instituições e com outros importantes colegas pesquisadores nacionais e internacionais – apresenta aos seus leitores essa pluralidade: teórico-conceitual, epistemológica, metodológica e reflexiva. O corpo, aqui, é entendido em seus aspectos multifacetados,  mesmo que, por mera organização interna, o livro esteja organizado em três partes (Corpo e subjetividade; Corpo e política; Corpo e metáfora). Há um corpo de temáticas que confirmam a pretensão de seus organizadores, qual seja, a de “sinalizar alguns caminhos no sentido de compreender o corpo como referência material e simbólica necessárias para se compreender processos de subjetivação pautados em mecanismos políticos de governo encenados por jogos de signos que engendram metáforas nas identificações sociais.” Assim, por meio de múltiplos olhares e entendimentos para/sobre o corpo, encontramos nessas páginas toda essa pluralidade: em relação à política, ao governo de si e dos outros, às tecnologias do eu e ascese, ao contexto esportivo, da saúde, das práticas culturais alternativas, da espiritualidade, ao corpo da pedagogia, ao corpo da publicidade e do mercado, ao corpo que se manifesta artisticamente, ao corpo que foge da “norma” em relação ao gênero, ao corpo cinematográfico, ao corpo que se pretende “máquina”. Nessa pluralidade, há a singularidade de um Grupo que inova no Nordeste brasileiro, em Sergipe, que faz da formação inicial um espaço maior para a responsabilidade que é a formação humana que, em primeira instância, procura compreender essa materialidade corpórea, seus simbolismos e suas metáforas, que estão aí, nas nossas práticas, no nosso cotidiano, em tudo! Boa leitura e parabéns aos organizadores e aos autores/as que compõem a obra!

Cristiano Mezzaroba (Prof. DEF/CCBS/UFS)


sábado, 9 de janeiro de 2016

Jornal.31.LaboMídia/UFS

Olá pessoas segue mais um Jornal de nossa turminha...
abração e boa leitura...

http://www.labomidia.ufsc.br/Jornal/info31.pdf

domingo, 6 de dezembro de 2015

Número temático - "Cultura, Formação e Mídia-Educação" na Revista Tempos e Espaços em Educação/UFS

Colegas que acompanham o blog!
É com satisfação que comunico a publicação do Número Temático "Cultura, Formação e Mídia-Educação" pela Revista Tempos e Espaços em Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe/UFS.

O material foi organizado pela Profa. Monica Fantin/UFSC, Prof. Fabio Zoboli/UFS, Prof. Cristiano Mezzaroba/UFS e Prof. Silvan Menezes e conta com textos de autores estrangeiros e nacionais, das mais diversas regiões brasileiras, e certamente traz contribuições importantes à temática da mídia-educação.

Estão convidados/as a conhecer o material pelo link:
http://www.seer.ufs.br/index.php/revtee/issue/current/showToc

Boa leitura!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Defesa de Tese - Rodrigo Ferrari

Dia 11/12/2015, sexta-feira, às 9h, no Auditório do CDS/UFSC  teremos a defesa de tese do nosso colega Rodrigo Ferrari, cujo título é "Ensinar-aprender cinema: através da percepção e cognição incorporadas".

O trabalho foi orientado pela Prof. Monica Fantin/UFSC e a banca será composta pelos professores: Giovani Pires/UFSC; Marília Franco/USP; Pier Cesar Rivoltella/Milão/Itália; Josias/Cinema/UFSC e Maria Célia/UFPR.

Parabéns ao Rodrigo e à Prof. Monica pelo excelente trabalho!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

ESCOLA, PROFESSOR E ALUNO:A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE CRÍTICA ACERCA DA MÍDIA ESPORTIVA

Olá Pessoas, fechando o ciclo desse período 2015.1, segue a última postagem dos alunos da Disciplina Edf., Esporte e Mídia. Fiquem a vontade para os comentários...
Dorenski


ESCOLA, PROFESSOR E ALUNO:A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE CRÍTICA ACERCA DA MÍDIA ESPORTIVA
Luiza Fernanda da Silva
Susany Sacramento Santos

Este texto traz reflexões acerca da importância de se discutir como os meios de comunicação e a mídia vêm influenciar na apropriação de informação, conhecimento e no comportamento do público.
Diariamente adultos, jovens e crianças são expostos a diversos e diferentes gêneros de comerciais publicitários, programas esportivos entre outros. Neste sentido, partindo da divulgação nos veículos de comunicação que achamos pertinentes refletir sobre a percepção dos alunos acerca da mídia esportiva.
Percebe-se que atualmente o esporte e as variadas práticas de educação física tornaram-se produtos de consumo e atribuímos parte desse consumismo ao poder da mídia, seja na televisão, rádio, revista, jornal, internet, vídeo games, dentre outros, todos estes cumprem um papel determinante na divulgação de seus produtos.
Neste contexto de poder soberano e influenciador que a mídia possui para o seu público, nós estudantes de Educação Física e futuro profissionais da área, nos indagamos e, com isso, nos inquietamos de que forma podemos levar a discussão da mídia esportiva para a sala de aula e debater sobre as facetas que mídia possui ao passar a informação que deseja para o seu público. Haja vista que a mídia passa somente o que deseja e que, por vez, acaba camuflando certas informações para o seu público. Este poderia ser um aspecto problematizador, ou seja, tencionar como os alunos avaliam as notícias/informações que passam na mídia, principalmente, a esportiva, que tanto chamam a atenção. Talvez, com isso, poderíamos estar exercitando um dos princípios da mídia-educação que é a análise crítica.

Partindo dessa perspectiva consideramos pertinente que os profissionais de Educação Física, durante suas aulas, possibilitem criar espaços fecundos para debates com o intuito de esclarecer essas facetas que a mídia – esportiva – possui. Entendemos que, através destes debates, os professores consigam instigar seus respectivos alunos a reflexão acerca da influência que a mídia exerce por meio dos seus variados veículos de comunicação. Assim, estaremos contribuindo para que os alunos tenham um olhar mais crítico a exemplo do esporte espetáculo que a mídia transmite e, consequentemente, os Professores de Educação Física estarão formando cidadãos para o futuro, capazes de se posicionar criticamente, principalmente, no tocante aos meios de comunicação e sua influência na vida das pessoas, portanto, esta é a responsabilidade que nós, educadores, devamos assumir.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

“INVISIBILIDADE FEMININA NO CAMPO ESPORTIVO: Reflexões para além do midiático!”

Olá Pessoas, mais um texto dos alunos da Disciplina Ed. Física, Esporte e Mídia...Fiquem a vontade para os pitacos e comentários..
Dorenski




“INVISIBILIDADE FEMININA NO CAMPO ESPORTIVO: Reflexões para além do midiático!”
Kleverton Felix Silva
José Dantas Júnior Farias

O esporte, na atualidade, é considerado um fenômeno social de grande abrangência e visibilidade e faz parte da vida de muitas pessoas (GOLLNER, 2004). No entanto, o pertencimento a determinado gênero (feminino) tem sido um território de demarcações usado para dificultar a participação feminina em diferentes modalidades esportivas. Historicamente, algumas modalidades eram prescritas ao sexo feminino ou ao masculino, as meninas ou aos meninos, as mulheres ou aos homens, generificando os esportes (JAEGER, 2006).
A presença da mulher em modalidades esportivas, como o boxe e o futebol, não feminiza esses espaços, o que parece ocorrer é justamente o contrário, os valores masculinos são absorvidos pelas praticantes, o que acabam por reafirmar a ideia de que as mulheres tendem a se masculinizarem em certos espaços esportivos (RIAL, 2000).
Moreira e Silva (2008) destacam que a suposta masculinização do corpo feminino, através do esporte é ideia incorporada e disseminada, inclusive pela mídia. Isto porque, especialmente em época de grandes eventos esportivos, são expostos ao público, através das coberturas midiáticas, sendo que o esporte é um fenômeno midiático e cria relação entre produção e consumo, consequentemente, pode haver o consumo de padrões, ideais, conceitos, pontos de vista relacionados aos comportamentos esportivos.
As mulheres, mesmo com muitos obstáculos para transpor vêm conquistando seu espaço no campo esportivo. Ainda assim, os atletas masculinos recebem tratamento diferenciado da mídia esportiva. A mídia nos dias de hoje, atua como um elemento determinante para a manutenção da invisibilidade da mulher no campo esportivo. Compreendemos que a busca da mulher por um espaço na sociedade, não só no campo esportivo, foi de certa forma, marcada por discriminações. As diferenças sexuais são pretextos para impor relações de hierarquia que apontam supremacia masculina aliada à subordinação da mulher, pois, os atletas masculinos ocupam mais espaços no mundo do esporte, devido as ações da mídia que exercem influências nas pessoas, fazendo com que sejam atraídas e assim, aumente o consumo dos espectadores. (ROMERO, 2004)

sábado, 31 de outubro de 2015

IMPORTÂNCIA DA MÍDIA-EDUCAÇAO PARA FORMAÇÃO DOS CIDADÃOS

Olá Pessoas,
dando continuidade as atividades da Disciplina Educação Física, Esporte e Mídia..., Um Grupo de alunos escreveu um pequeno texto sobre suas reflexões em Mídia-Educação...
fiquem a vontade para os comentários e pitacos...
abração
Sérgio Dorenski


IMPORTÂNCIA DA MÍDIA-EDUCAÇAO PARA FORMAÇÃO DOS CIDADÃOS

Jefferson de Santana Santos
Jessica Cristina Gonçalves de Carvalho
Jose Rildo Menezes Junior
Junior de Melo


As tecnologias de informação e comunicação (TICs) estão presentes na vida de todos os cidadãos, principalmente nas do jovens que a utilizam para inúmeros fins. Com isso, nota-se a necessidade de uma educação voltada para a mídia para formação cidadã que compreenda esse universo, se aproprie criticamente e possa utilizar esse meio para a compreensão do mundo e participação na produção e transmissão de informações.
Não resta dúvida que para a formação cidadã há a necessidade da inclusão das mídias e das TICs nos processos educacionais que culmine em uma apropriação crítica e criativa. Mas, as dificuldades que possibilitem essa utopia são imensas como por exemplo a falta de políticas públicas e de recursos; a formação de professores para lidar com esses meios técnicos; a implantação de uma política educacional que ponha de vez, no âmbito escolar, através de seus currículos, o uso desses meios de modo crítico e criativo;  a despreocupação com a formação das novas gerações entre outros, o que validam os efeitos negativos mais que os positivos, tendendo bani-las da educação, causando assim, a utilização das TICs apenas como instrumento sem a reflexão de sua importância na formação de uma sociedade participativa e autônoma.
Com isso, observamos certo distanciamento entre um aprendizado para a crítica, a partir da mídia/TICs e sua efetiva permanência no campo educacional e o que vemos nas escolas. Estas, são aparelhadas de equipamentos, mas, não percebemos um engajamento dos profissionais da educação consolidando um projeto para a mídia-educação o que acarreta em pouca importância na formação inicial e continuada dos alunos e profissionais da educação, caracterizando uma das grandes dificuldades em seu desenvolvimento.

Compreendemos que a mídia, em especial a Televisão, concorre diretamente com a escola e a família se tornando uma "escola paralela", como explica a professora Maria Luiza Belloni e que funciona como grande agente de “socialização” de crianças adolescente e adultos. Por isso, é importante a integração das TICs e da mídia-educação na escola como objeto de estudo, ferramenta pedagógica e de apropriação crítica e criativa no intuito de formar cidadãos que sejam capazes de se expressarem com o meio, expondo suas opiniões, conhecimentos e criatividade. A mídia é um fenômeno na cultura dos jovens, constituindo uma grande problemática no campo da educação e, na área da educação física, em especial, devemos instigar os alunos a compreensão a respeito de sua influência na cultura corporal de movimento, principalmente, quando se trata do telespetáculo esportivo e da idolatria do corpo perfeito. Sendo papel do professor de educaçao física levar o aluno a compreender o sentido das mídias e contribuir para formação de cidadão que interprete a realidade das mensagens midiáticas.

domingo, 25 de outubro de 2015

Jornal.30 - LaboMídia/UFS

Pessoas, segue o link se nosso Jornal...já está na página, mas, é sempre bom reforçar no Blog...
boa leitura e uma abração
Sérgio Dorenski

http://www.labomidia.ufsc.br/Jornal/info30.pdf

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

VI Seminário Educação dos Corpos, Culturas, História - Esporte e Sociedade

Aos colegas do blog, aproveito o espaço para divulgação de evento na UFSC início de novembro.

Trata-se do VI SEMINÁRIO EDUCAÇÃO DOS CORPOS, CULTURAS, HISTÓRIA, com a temática central, nesta edição, "Esporte e sociedade".
O evento acontecerá na UFSC, de 4 a 6 de novembro de 2015.

Maiores informações no Blog do Núcleo:
http://nucleodeestudosepesquisas.blogspot.com.br/2015/10/vi-seminario-educacao-dos-corpos.html

A programação é a seguinte:
04.11.2015 -  Período Noturno
Abertura do evento: Jaison José Basssani (UFSC)

04.11.2015 -  Período Noturno 
Mesa 1: Culturas corporais, abjeção e dissonâncias no sistema esportivo: Jogos Indígenas, Gay Games
Prof. Dr. phil. Michael Staack (Instituto de Ciências Desportivas/Institut für Sportwissenschaften - Goethe Universität/Frankfurt am Mai/Alemanha)
Prof. Dr. Wagner Xavier de Camargo (UFSCar/ Pesquisador Júnior de pós-doutorado da FAPESP)
Coordenação e debate: Danielle Torri (Doutoranda PPGE/UFSC)

05.11.2015 -  Período Vespertino 
Mesa 2: História do Esporte: fontes, métodos, abordagens
Prof. Dr. Ivan Marcelo Gomes (UFES)
Coordenação e debate: Dranda. Nailze Pereira de Azevedo Pazin (Doutoranda PPGH/UFSC)

05.11.2015 -  Período Noturno 
Mesa 3: Estética e Esporte
Prof. Dra. Michelle Carreirão Gonçalves (UFRJ)
Prof. Dr. Eduardo Galak (Universidad Nacional de La Plata/Conicet/Argentina)
Coordenação e debate: Dranda. Patrícia Luiza Bremmer Boaventura (Doutoranda PPGICH/UFSC)

06.11.2015 -  Período Matutino
Mesa 4: Escolarização de atletas
Prof. Dr. Antônio Jorge Gonçalves Soares (UFRJ/Pesquisador CNPq e FAPERJ)
Prof. Dr. Jaison José Bassani (UFSC)
Coordenação e debate: Ms. Daniel Machado da Conceição (Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea/UFSC)

sábado, 19 de setembro de 2015

Do Blog do Juca

Não temos por hábito republicar aqui postagens de outros blogs, mas penso que esse aqui merece... 

Fala, criticamente, do tema do entretenimento no jornalismo (?) esportivo brasileiro. Tratamos disso há pouco também no nosso livro, que já está disponível na pagina do grupo:  http://www.labomidia.ufsc.br/index.php/acesso-aberto/livros-pesquisas-coletivas/quem-sera-mais-brasil. 

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ÉTICA JORNALÍSTICA > CONFUSÃO ENTRE ENTRETENIMENTO E NOTÍCIA

A promiscuidade com a cartolagem no jornalismo esportivo

Por Juca Kfouri em 18/09/2015 na edição 868
selo_rev_jorn_espmDurante a abertura da transmissão da final da Liga dos Campeões entre Barcelona e Juventus, pela Rede Globo, em junho passado, o narrador Galvão Bueno fez um verdadeiro editorial sobre o escândalo que envolve a cartolagem do futebol no Brasil e no mundo, graças às investigações realizadas pelo FBI:
“Não podemos deixar passar em branco e nos esquecer, neste momento em que a gente vive muitas tristezas no mundo do futebol. Toda investigação é extremamente positiva e os culpados, sejam eles quais forem, têm que ser punidos exemplarmente. Tem que ser, sim, investigado tudo, e os responsáveis, fora e dentro do Brasil, têm que ser punidos”.
E o narrador finalizou: “Temos que ter a certeza de que a justiça será feita, pra você, torcedor, e para nós que transmitimos, para quem vai ao estádio, pra quem curte um espetáculo como esse. Que as investigações sejam sérias, profundas. Quem estiver limpo, fica limpo; quem estiver sujo, que pague pelos erros cometidos”.
Irretocável seria o desabafo não fosse por um detalhe absolutamente essencial: Galvão, apesar de nada ter a ver com a corrupção no futebol, sempre conviveu alegremente com alguns dos principais envolvidos no episódio, como o empresário e réu confesso J. Hawilla, dono da Traffic, a maior empresa de marketing esportivo da América Latina, e a mais corruptora também.
Se não bastasse, Galvão jamais economizou nas homenagens a João Havelange, o capo di tutti capi, e a Ricardo Teixeira. Galvão sempre poderá alegar que não sabia, como fazem os políticos em geral.
Mas jamais poderá negar que viveu promíscuamente com tais personagens, algo que jornalistas não devem se permitir nem com Jesus Cristo e seus 12 apóstolos.
Galvão Bueno não é exceção, ao contrário, e, diga-se, certamente nem percebeu como soou falso o desabafo/editorial para os que sabem como são suas relações com a superestrutura do poder do esporte brasileiro.
Embora soubesse que havia um terceiro tipo, Antônio Carlos Magalhães, o coronel baiano que por décadas infelicitou a cena brasileira, dizia que havia duas espécies de jornalistas: os que se vendem por dinheiro e os que são comprados com informação.
No jornalismo esportivo brasileiro não é diferente, embora, felizmente, seja cada vez maior o número dos que não se vendem nem por uma coisa nem por outra. Mas o que tem de “jornalista” que trabalha como garoto-propaganda é uma grandeza. E pouco importa se, também, de marcas que patrocinam, por exemplo, a CBF.
Perdida a virgindade para a publicidade, vale tudo, e a proximidade com os poderosos passa a ser justificada como busca de notícia – só publicada, porém, se a favor ou, ao menos, se neutra em relação aos poderosos.
Numa área em que a informação e a emoção se confundem, nada parece inaceitável.  Estar bem com o presidente do clube campeão é mais de meio caminho andado para obter privilégios na hora da festa, sempre em nome do telespectador.
Sim, do telespectador!
O uso aqui não é por acaso nem serve como sinônimo de leitor ou internauta, embora possa servir como de ouvinte.
Porque tamanha promiscuidade é marca registrada da TV aberta brasileira e da maioria das emissoras de rádio, enquanto os jornalões e seus portais guardam distância de tais práticas.
É constrangedor ver – como se viu no escândalo que abalou a Fifa, e pôs na cadeia o ex-presidente da CBF José Maria Marin, na TV nacional –, gente que até trabalhou para a Fifa, como membro de seu staff de jornalistas em Copas do Mundo, fazendo cara de paisagem .
Fariam bem nossos jornalistas se aprendessem com a sabedoria mineira e jamais ficassem tão próximos dos poderosos que não pudessem deles se afastar ou tão distantes que não conseguissem se aproximar – mas apenas para se informar.
É de fato um exercício difícil, mais fácil de enunciar do que de praticar, mas que deve ser buscado permanentemente.
Impossível dizer quais serão as consequências finais das investigações do FBI e quantos grupos de mídia serão atropelados por elas.
Sejam eles quais forem, espera-se que tenham aprendido uma lição elementar: atropelar a ética em troca da exclusividade de eventos pode custar caro não apenas ao bolso, mas à credibilidade de quem negocia com mafiosos.
Igualmente, fugir da responsabilidade de informar sobre os bastidores do esporte e inventar uma fórmula em que o entretenimento se sobrepõe à informação tem um preço que, cedo ou tarde, o telespectador cobrará.
A “leifertização” da cobertura esportiva, em que a gracinha ocupa o espaço da notícia, é a maneira mais cômoda de evitar problemas com os sócios no negócio das transmissões, mas a mais rápida para perder a credibilidade perante o telespectador inteligente.
Separar o evento do jornalismo, a transmissão do jogo do noticiário, é o caminho que as redes sérias de TV pelo mundo afora encontraram – e não é de hoje.
A compra de um evento não transforma, ou não deve transformar, o comprador em sócio do vendedor.
Essa foi a confusão que, no Brasil, transformou J. Hawilla no arquivo vivo que hoje assombra, além da cartolagem do futebol, a mídia nacional, e seus ex-sócios nos mais diferentes setores de atividades espúrias.
***
Juca Kfouri é colunista da Folha de S.Paulo e está também na ESPN-Brasil. Foi diretor das revistas Placar e Playboy, comentarista esportivo do SBT e da Rede Globo. Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, e apresentou o Bola na Rede, na Rede TV, e o Juca Kfouri ao Vivo, na Rede CNT.