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sexta-feira, 19 de julho de 2013

“Uma viagem pela política e o esporte” - Laise Matos Lima

Colegas do blog,
Apresentamos o primeiro texto da disciplina de "Educação Física, Esporte e Mídia" (Licenciatura em Educação Física/UFS) deste primeiro semestre de 2013. Quem estreia por aqui é a Laise Matos Lima, com suas reflexões sobre esporte e política.

Boa leitura e que o diálogo se intensifique!

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“Uma viagem pela política e o esporte”
Laise Matos Lima

Uma relação entre a vitória da seleção da brasileira de futebol na Copa das Confederações e as manifestações populares no Brasil no ano de 2013

O futebol é um dos esportes mais praticados e conhecidos no mundo. Este é um esporte de fácil acesso, uma vez que, basta se ter uma bola, equipes para jogar e traves, que em qualquer lugar crianças e adultos podem se divertir com o futebol. O Brasil é conhecido como “o país do futebol” e não é à toa. É o único país que esteve presente em todas as Copas do Mundo, sendo também o recordista em conquistas (cinco); seus jogadores são reconhecidos e admirados mundialmente; e as torcidas fanáticas enchem os estádios com muita festa e música. Assim, o futebol no Brasil passa a se tornar como um elemento de identidade do brasileiro.

No ano de 2013 acontece algo inesperado. Revoltosos com o descaso do serviço público e inconformados com os gastos do dinheiro público para a Copa das Confederações da FIFA, eis que o povo sai às ruas do país para fazer manifestações. Pessoas resolvem fazer manifestações por todo o país reivindicando contra o aumento das passagens de ônibus, contra a PEC 37 que pretende limitar o poder de investigação criminal a policias federais e civis retirando-o do Ministério Público dentre outras organizações, contra o empobrecimento dos serviços públicos (saúde, educação, transporte público), e principalmente contra a corrupção no Brasil.

O que marcou a Copa das Confederações no Brasil foram as manifestações populares que, a cada dia que passava, tomaram mais e mais conta das ruas das cidades brasileiras.
Enquanto há duas semanas antes da Copa das Confederações a seleção brasileira de futebol era completamente desacreditada - com o país totalmente tomado por manifestantes contra a política no Brasil, contra os descasos no país – na final da Copa, no Maracanã, eis que a seleção é campeã. Coincidência ou não? Teria o resultado final do jogo sido manipulado? Como ficaria a situação do governo caso a seleção brasileira de futebol perdesse esse jogo? Já parou para pensar nisso?

É preciso ter uma visão crítica dos acontecimentos para não cair, muitas vezes, nas armadilhas expostas pela mídia, pelo governo. O papel da mídia não é somente levar informação ao povo, mas também levar ao povo aquilo que os poderosos querem que seja levado. A mídia passa pelo processo de manipulação, tanto que, por exemplo, certa emissora de TV só vai transmitir o que eles acham conveniente, o que eles tem permissão do governo para transmitir e não o que acontece de fato por todo país – enquanto eles transmitem as manifestações, percebe-se que o foco da transmissão está nos vandalismos feitos por poucos, e não na manifestação em si. Este é um exemplo muito simples para ver que existe uma manipulação dos conteúdos sim.

E no esporte, seria isso diferente? Tendo o governo direta/indireta influência nos acontecimentos do país como um todo, ele bem que possui poder suficiente para alterar, para manipular o resultado final de jogo, da mesma forma que faz com a mídia.
Pensando na influência que o futebol exerce sobre a população brasileira, fazendo correlação com a influência do governo na mídia, com as manifestações que aconteceram durante toda a Copa das Confederações ocorridas no Brasil, pensando no que teria acontecido entre governo e povo, caso a seleção brasileira de futebol perdesse a final da Copa para a seleção espanhola, eis que fica a questão: O resultado final do jogo teria sido manipulado ou não?

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Futebol para a elite, TV para o povo?

Pessoal,

Olhem que interessante comentário foi postado no endereço abaixo.
Refere-se a episódio ocorrido no ultimo Bem, amigos..., do SporTV.
Alberto Helena, creio que já meio senil mas nem por isso menos reacionário, defendeu que os estádios de futebol devem ser para a elite, que pode pagar ingresso de cem reais.
E que o povão deve mesmo consumir via TV.
Vale a pena ler e quem sabe repercutirmos por aqui.
http://br.esportes.yahoo.com/blogs/tv-esporte/jornalista-defende-elite-no-est%C3%A1dio-e-torcedor-comum-130507444.html

terça-feira, 27 de julho de 2010

Arte e Futebol: cartuns e cartunistas retratam craques e Copas do Mundo

A Copa do Mundo pode ser o momento para lançar apresentadores engraçadinhos, alavancar audiências ou agendar mega-eventos. Mas serve, também, para o resgate de diversos tipos de manifestações artísticas e culturais que usam a competição como mote.

A exposição "Craques do Cartum na Copa", organizada pelo cartunista Jal, é um exemplo da junção arte e futebol. O evento reúne obras dos cartunistas Cárcamo, Chico Caruso, Dalcio Fernandes, Gustavo Duarte, Henfil, Maurício de Souza, Miécio Caffé, Otávio, Paulo Caruso e Ziraldo.

Os cartunistas retrataram, em forma de cartum ou caricaturas, craques e situações que marcaram a participação do Brasil nas diversas Copas do Mundo. Um prato cheio para o Messa!!

As obras foram apresentadas nos diversos Centros Culturais Banco de Brasil (CCBB) do país. Para quem não viu de perto, como eu, pode conferir aqui algumas imagens que fazem parte da exposição.



Identificação das imagens em oredem: Bomba (Ziraldo); Rivaldo (Gustavo Duarte); Nike (Dalcio); Leônidas da Silva (Fernandes); Lúcio (Carcamo); Otávio; Garrincha (Miécio Caffé); Brasil e França (Paulo Caruso); Dieguito (Maurício de Souza); Robinho e Falcão (Gonzalo Cárcamo); Chico Caruso; Bussunda orienta Ronaldo (Jal); Sócrates (Henfil)