O “Novo” Ensino Médio: há lugar para a Educação Física? | |
Ementa:
A medida provisória 746/2016, remetida ao Congresso Nacional, impõe uma série de alterações na legislação educacional brasileira, sob a justificativa de criar o “novo” ensino médio ou ensino médio de tempo integral.
A começar pela forma usada, notadamente autoritária, a medida provisória vem causando inúmeras manifestações de repúdio e críticas de educadores, estudantes, pesquisadores, entidades científicas (como a ANPED, a SBPC, o CBCE) e movimentos sociais. São muitos os pontos do documento que, de fato, projetam uma tendência neoliberal para o ensino médio, propondo uma formação cada vez menos humanista (Sociologia, Filosofia e Artes deixariam de ser obrigatórias, por exemplo) e cada vez mais instrumental, com vistas à inserção precária e precarizada (porque terceirizada, já que o projeto de terceirização também avança no congresso nacional) dos jovens no mercado de trabalho.
Também na linha de fogo da medida provisória, a Educação Física igualmente deixaria de ser obrigatória, ao menos em parte do ensino médio, mesmo com a previsão do aumento progressivo da carga horária para atingir as metas de escolas de tempo integral prevista no Plano Nacional de Educação.
Em paralelo a essa discussão político-legal e pedagógica mais geral, que é imprescindível e inadiável, acreditamos que este é um momento oportuno também para que a Educação Física reflita sobre o seu papel no ensino médio: o que vimos fazendo e o que propomos para a formação da juventude no que tange às práticas corporais?
Há algum tempo, Bracht [BRACHT, Valter. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da Educação Física como componente curricular. In: CAPARRÓZ, Francisco (org.). Educação Física escolar: política, investigação e intervenção. Vitória: PROTEORIA, 2001] apontou a “orfandade da Educação Física escolar”, à medida que se esgotou a sua contribuição histórica para a consolidação do projeto liberal-burguês. E faz uma pergunta-chave que cabe agora de maneira especial à nossa presença (ou não) no ensino médio: “como é possível encontrar ou construir fundamentos para justificar a Educação Física no currículo escolar [do ensino médio] hoje?” (p.69).
Essa é a pergunta que fazemos aos pesquisadores da área, como chamamento para seção temática que integrará uma das edições da Motrivivência em 2017.
Recebimento: via plataforma da revista, até 30/abril/2017
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LaboMidia
Blog do Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva (UFSC/UFS/UFSJ)
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Chamada para seção temática/2017 - Motrivivência
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terça-feira, 11 de março de 2014
Motrivivência - chamada para seção temática: 10 anos de diretrizes curriculares...
A revista Motrivivência está divulgando uma chamada de artigos para compor a Seção Temática da edição n. 43, com previsão de publicação em dezembro/2014.
Tema: 10 anos das diretrizes curriculares para os cursos de formação de professores e de bacharéis em Educação Física. O que mudou? No que avançamos? Que limites persistem? É possível ir além? O que ainda é preciso fazer? Que embates permanecem?
Submissão: até 30/julho/2014
Ementa: Nos primeiros anos da década passada, foram editadas as Resoluções do CNE nº 01/2002 e 07/2004, que definem, respectivamente, as diretrizes curriculares para a formação de professores da educação básica (entre esses, os licenciados em Educação Física) e as diretrizes dos cursos de graduação (bacharelado) em Educação Física. Naquele momento, grandes embates envolvendo o CBCE, o MEEF e o CONFEF tiveram lugar sob os auspícios do MEC e CNE. Para alguns, uma reforma conservadora; para outros, o avanço possível; para outros mais, a conquista de espaços... E hoje? Passados os primeiros dez anos da definição dessas diretrizes, como os currículos dos cursos de Educação Física as interpretaram e implementaram em seu cotidiano? Quais são os concretos e possíveis avanços? Quais as repercussões destes no cotidiano da Educação Física escolar no ponto de vista do processo ensino-aprendizagem? O que dizem as pesquisas curriculares sobre as consequências das mudanças realizadas? Como os novos perfis profissionais estão sendo buscados e qual sua absorção pelo campo profissional? O que ainda precisa ser feito para a formação de professores e bacharéis mais competentes e críticos, sobretudo do ponto de vista das relações entre teoria e prática? Revisões das diretrizes curriculares são necessárias? Consideramos relevante pensarmos a formação que vimos promovendo nestes últimos dez anos, sob o impacto das novas diretrizes curriculares. Este é o convite que a editoria da Motrivivência faz aos pesquisadores da área para compor sua próxima seção temática. Aguardamos suas contribuições. São todos muito bem-vindos.
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