sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Parcialidade da imprensa

Pessoal olhem só o que aconteceu na Espanha, mais um capítulo da briga entre a Capital e a Catalunha, que nos últimos anos vem se acirrando novamente, porém no plano simbólico dentro das 4 linhas.
O que aconteceu foi edição de um vídeo de um gol marcado pelo Barcelona em suposto impedimento. No vídeo a impressa madrilhenha retirou um jogador da cena para mostrar que Messi teria recebido a bola em impedimento.
Que conseqüências isso pode gerar aos milhares de torcedores do barça que se sentiram ofendidos, e pior somasse a isso a ira dos torcedores merengues que foi aflorada com a divulgação do vídeo. Na espanha há algumas especulações de que o Barça estaria recebendo uma "mãozinha" da arbitragem.
E aí como será o jogo do returno do campeonato, o primeiro deu Barcelona 5 X 0, a violência via sair do plano simbólico e vai para as ruas/campo? vamos aguardar.
segue o link de uma das matérias.

Abraço
Daniel

"Isso é coisa da CBF e da Globo"

Depoimento prestado pelo Presidente do Clube dos 13 ao jornalista Juca Kfouri, publicado na Folha de São Paulo de hoje, sexta, 25/02/2011:

FSP – 25/02/2011 - DEPOIMENTO FÁBIO KOFF

A RUPTURA DO CLUBE DOS 13 É COISA DA CBF E DA GLOBO

Dirigente acusa Ricardo Teixeira e Marcelo Campos Pinto por racha


Só me resta lutar até o fim. se cair, cair de pé. Quem sabe se não lanço agora a Liga?



JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

Na tarde da última quarta- -feira, recebi em meu escritório, no andar de cima de minha casa, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff. Havia alguns anos que não nos falávamos, fruto de divergências sobre os rumos da entidade que ele dirige. E de críticas ácidas, respondidas por ele no mesmo tom.
Considero que o reencontro de anteontem foi fruto da autocrítica de quem quer retomar um caminho, mesmo que pareça tarde demais.
Na despedida, e fiz questão de ir com ele até o carro, ouvi: "Estou velho para poder ter tempo de fazer novas reconciliações. Tenho certeza de que, com você, não será preciso mais nenhuma".
Abaixo, seu depoimento, o mais fiel possível porque não foi gravado, mas submetido a ele antes da publicação.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif
"Não vim para me justificar. Até porque as coisas que não fiz não as fiz ou porque não soube, não tive competência ou força para fazer. E algumas vezes fraquejei.
Errei ao aceitar ser chefe da delegação da seleção brasileira na Copa da França. E fui muito criticado por isso, com razão de quem criticou.
Não queria ir, pensei em dizer não ao convite, mas até minha mulher argumentou que eu vivia criticando e que não poderia recusar ao receber aquela responsabilidade.
Fui, convivi pouco com o Ricardo [Teixeira, presidente da CBF], ele lá, eu cá, mas não posso negar que ele é tão poderoso como abjeto.
Fui traído muitas vezes ao longo desses anos, embaixo do pano, na calada da noite.
O Marcelo [Campos Pinto, principal executivo da Globo Esportes] e a CBF implodiram a FBA [empresa que geria a Série B] e fizeram um contrato de adesão da Série B.
Os clubes fecharam por R$ 30 milhões até 2016, quando poderemos chegar a R$ 1 bilhão por ano. Isso é inaceitável, os clubes menores vão morrer. Vão matar o futebol.
Fraquejei ao não fazer a Liga dos Clubes, como era nosso projeto de vida. Não me senti forte, respaldado o suficiente. O temor em relação a retaliações da CBF é grande, a ponto de ela ter extinguido o conselho técnico dos clubes e ninguém reclamar.
Esta ruptura do Clube dos 13 é coisa do Ricardo e do Marcelo. Eles são vizinhos de sítio e tramam tudo nos churrascos que fazem.

O Andres Sanchez veio até minha sala, encheu-me de elogios e avisou que o Corinthians ia sair. Eu até disse que entendia, que admitia que quem entra pode sair, mas que queria saber o motivo. Ele disse que, quando alguém pega um rumo, tem de ir até o fim. "Mas que rumo?", perguntei. "O rumo, o rumo", respondeu.
Convidei-o para a reunião. Ele disse que não, que era assunto para o Rosenberg [Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians].
Ele foi embora, mas tem dívida lá para pagar. Se pagar, ficará claro, para o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], inclusive, quem pagou.

Não falou nada em lisura e está cansado de saber que ganho, líquido, coisa de R$ 52 mil, mais dinheiro do que vi em toda minha vida de juiz, é verdade, mas salário a que faço jus e que, por iniciativa minha, é menor do que deveria ser pelo que fora decidido em Assembleia Geral.
Se prevalecesse a porcentagem sobre o contrato com a TV, seria muitíssimo maior, poderia chegar a R$ 5 milhões por ano, o que evidentemente seria um exagero.
Quanto a termos avisado os concorrentes sobre o ágio concedido à Globo, qual é o problema? Falamos com todos mesmo, com a Globo inclusive, que reagiu muito bem, em ligação que fiz à Márcia Cintra [braço direito de Marcelo Campos Pinto].
Juro que não queria mais uma reeleição. Mas, quando vi a armação para eleger o Kléber Leite, sem nenhuma conversa comigo, até meus filhos e minha mulher, que não queriam mais que eu ficasse, acharam que não, que eu tinha de ir para a luta.
E eu disse com todas as letras para o Marcelo que aquilo era coisa dele e do Ricardo. Ele desconversou, perguntou como estava a saúde de minha mulher, aquela coisa melíflua que ele faz sempre que é pego em flagrante.
E eles compraram votos, empréstimo para um, adiantamento para outro, mas não passaram de oito votos porque nós também trabalhamos sem descanso.
Antes, tinham nos oferecido pegar a segunda divisão para administrar, mas a proposta era tão iníqua que eu me revoltei e denunciei, o que deixou o Marcelo muito irritado. Ele não está acostumado a ser contrariado.
A gota d'água definitiva foi o contrato que o Palmeiras quis fazer no uniforme do Felipão, e a CBF disse que não podia porque era direito de comercialização dela, por causa de um artigo no regulamento das competições que, evidentemente, foi escrito pelo Marcelo, como eu disse para ele, por conhecer o estilo de escrita dele. E ele, constrangido, negou.

Notifiquei judicialmente a CBF. O Ricardo ficou uma fera. Soube que falou palavrão, perguntou quem tinha feito a "cagada", ao mesmo tempo em que não se conformava porque, em vez de falar com ele, eu o havia notificado.
Ele resolveu que não falaria mais com o Clube dos 13, que só receberia clubes por intermédio das federações estaduais e que o Clube dos 13 não tinha existência legal porque não está no sistema esportivo nacional.
Na hora de pensar no contrato dos direitos do Brasileiro, fui ao Cade tratar do direito de preferência da Globo, que inviabilizava qualquer concorrência. Foi a vez de o Marcelo não me perdoar.
Azar dele. Montamos uma comissão de negociação em que fiz questão de dividir com dois eleitores que votaram em mim e dois que não votaram. Dei carta branca ao Ataíde Gil Guerreiro [diretor-executivo do C13], empresário vitorioso, competente e independente. O resultado do trabalho é precioso.
Só me resta lutar até o fim. Se cair, cair de pé. Quem sabe se não lanço agora a Liga?
Saio de sua casa honrado por nosso reencontro, disposto a ouvir as críticas que merecer e a lutar para, quem sabe, ajudar a evitar também a roubalheira que querem fazer em torno da Copa. Aliás, e o Orlando Silva Jr.? Que decepção! Mas confio na Dilma. Ela não permitirá a farra que querem fazer.
Enfim, lamento ter perdido um companheiro como o Belluzzo [Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do Palmeiras], um homem de bem, bem preparado, que fez um trabalho para refinanciar as dívidas dos clubes exemplar, estabelecendo teto para se gastar com futebol e escalonando o pagamento da dívida de maneira transparente, muito melhor que essa Timemania, que é uma bobagem.
E lamento que o Juvenal [Juvêncio, presidente do São Paulo] tenha se desgastado com os demais dirigentes do Clube dos 13, porque ele era o meu sucessor natural.
Minha vida foi toda muito boa, não posso me queixar e não me arrependo de nada, a não ser de poucas coisas no futebol que faria diferente. Cheguei ao C13 com um contrato de R$ 10,6 milhões, feito pela CBF. Nada no mundo se valorizou tanto como nossos direitos de transmissão.
Não sou homem de desistir e, com 80 anos, dou-me o direito de estar meio rabugento. Vamos ver como vou fazê-los engolir a rabugice."

CBF e Globo querem implodir Clube dos 13

Como mais um round da disputa milionária sobre quem manda nos direito$ televisivo$ do Campeonato Brasileiro, CBF e Globo estão tentando implodir o Clube do 13, através de alguns clubes como o Corinthians e os cariocas, que estão se licenciando para "discutir" os valores por fora da entidade.
CBF e Globo não perdoam terem sido humilhadas no ano passado pela atual gestão do Clube dos 13, que se reelegeu contra o candidato ungido por Ricardo Teixeira, o flamenguista (e seu ex-sócio) Kleber Leite.
Triste é ver clubes tradicionais do futebol brasileiro se prestando pra isso, a serviço da Globo e da CBF (ou com medo delas?), depois de terem seus orçamentos inflados graças aos contratos que o Clube dos 13 vem fazendo em seu nome.
O presidente Fabio Koff deu declarações fortes ao jornalista Juca Kfouri na Folha de São Paulo. A noticia está em http://www1.folha.uol.com.br/esporte/880875-a-ruptura-do-clube-dos-13-e-coisa-da-cbf-e-da-globo-diz-koff.shtml.
O texto completo, longo, vou colocar numa proxima postagem.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

UMA TECNOLOGIA REVOLUCIONÁRIA

Segue Galerinha...

JaCabraços!!!

A40



domingo, 20 de fevereiro de 2011

Divulgando evento - VIII Semana da Educação Física da Universidade Federal de Sergipe

De 28 a 31 de março de 2011 acontecerá, na Universidade Federal de Sergipe, a VIII Semana da Educação Física da UFS, edição esta que tratará da "Formação profissional na Educação Física: desafios, tensões e perspectivas".

No endereço http://8semanaedf.blogspot.com/ é possível conferir toda programação, a qual inclui conferência de abertura com o prof. Dr. Tarcísio Mauro Vago (UFMG), 5 mesas redondas (4 com professores do Departamento de EF da própria UFS e uma sobre Corporeidade e Educação, com os professores Terezinha Petrúcia de Nóbrega-UFRN e Iraquitan Caminha-UFPB), 8 mini-cursos (sendo que um deles será ofertado pelo LaboMidia-UFS, sobre Educação Física, Esporte e Mídia: possibilidades de intervenção pedagógica), sessão de comunicação científica, lançamento do livro Educação Física, Esporte e Sociedade: temas emergentes - volume 4, e a conferência de encerramento com o prof. Dr. Pablo Juan Greco (UFMG).

O envio de trabalhos poderá ser feito, impreterivelmente, até o dia 13 de março apenas para o e-mail 8semanaedf@gmail.com.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"Acervo Folha" disponível on-line e gratuito

Pessoal, a Folha de São Paulo passou a disponibilizar o seu acervo, ao menos agora, naquilo que chamam de "período de degustação", para acesso on-line e gratuito. Assim como a Veja fez, temos aí um excelente e imenso material para nossas pesquisas/intervenções.

Basta acessar: http://acervo.folha.com.br.

Conforme informação do site UOL, "Após um período de degustação aberto a todos, o acesso gratuito será mantido só para assinantes do jornal. É uma ferramenta poderosa para pesquisas e uma vantagem a mais para o leitor da Folha de São Paulo", afirma Antonio Manuel Teixeira Mendes, superintendente do jornal.
Fica a dica, vamos aproveitar!

Nova Professora!

Ola,

No dia de ontem, 18/2/2011, a UFSC formou seus graduandos em Educação Física - licenciatura e bacharelado, turma 2010/2.
Dentre eles, a nova professora Fernanda Fauth, integrante do LaboMidia, orientanda de TCC da Mari. Parabéns, Fezinha!
Fiquei muito feliz pela oportunidade de estar presente neste momento que, como tive a oportunidade de dizer, fecha uma etapa de formação mas inaugura um mundo de novos desafios e oportunidades profissionais e acadêmicas(a turma, gentilmente, me escolheu paraninfo).
Destaco também a colação de grau da Dai, que já foi auxiliar de pesquisa do LaboMidia, e das minhas queridas petianas Carol e Simone. Esta é a turma da Bia e do Fi mas os dois gostam tanto da UFSC e da nossa companhia que resolveram ficar um pouco mais...

esporte, midia e saúde - Monografia

Pessoal,

O Lucas Brunelli Xavier é licenciado em Educação Fìsica, com especialização em Educação Física Escolar pela UNESC, de Criciúma/SC, onde tive a oportunidade de conhece-lo.
Ele agora está disponibilizando o link para a sua monografia de especialização, cujo temática (esporte, mídia e saúde) ele afirma ter sido referenciada em trabalhos do LaboMidia, entre outros.
Valeu, Lucas, e parabéns pelo trabalho.
Abraço.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Carta contra CONFEF/CREF

Pessoal,

A Paulinha Bianchi enviou e eu me permito reproduzir aqui carta-denúncia dos professores Vicente Molina Neto e Adroaldo Cesar Gaya, publicada no blog do Juremir Machado da Silva, colunista do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre/RS:

(http://www.correiodopovo.com.br/opiniao/?blog=juremir+machado+da+silva&post=257997)


Carta de professores de Educação Física

Os Conselhos Profissionais e a Universidade

Alguns conselhos profissionais (CPs) extrapolam suas funções e assumem prerrogativas que atingem direitos da cidadania em geral, das próprias classes profissionais e, em especial, da formação universitária. Em defesa de interesses corporativos que não vão além da preocupação com a reserva de mercado, os CPs impõem exigências aos egressos dos cursos superiores entrando em conflito com o papel das Universidades. É o caso da OAB com sua estapafúrdia prova de habilitação para o exercício da advocacia, do CFM impondo obstáculos para a criação de novos cursos de medicina e, do que trata este artigo, do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) impondo dois cursos de formação para professores de educação física. São evidentes as ações dos CPs em pretender tutelar as Universidades em relação aos currículos de formação profissional.
O CONFEF impôs normas absolutamente esquizofrênicas para formação do professor de educação física. A partir da resolução que institui diretrizes curriculares para a formação de professores para a educação básica entendeu submeter aos cursos de graduação dois currículos distintos: a licenciatura e o bacharelado. Inventaram duas categorias profissionais: o professor de EF graduado em cursos de licenciatura que deve atuar exclusivamente na educação básica e o profissional de EF graduado em cursos de bacharelado para todas as demais áreas de atuação. Uma esdrúxula diplopia, pois a base epistemológica do exercício profissional é a mesma. Todavia, tal orientação tem o claro objetivo de legitimar o CONFEF na medida em que é indevida a obrigatoriedade de registro profissional para o exercício do magistério.
Por outro lado, lamenta-se que os conchavos e lobys políticos levem o MEC, a quem cabe garantir a exeqüibilidade das normas oriundas do Conselho Federal de Educação sobre o sistema de educação nacional, render-se a pragmática dos interesses corporativos. Como tal, sem justificativas e argumentos pedagógicos convincentes, o MEC impõe as Universidades esta fórmula míope que implode com a unidade profissional da educação física, desrespeita sua longa e respeitável história, além de desconsiderar o princípio constitucional da autonomia universitária.
Acrescenta-se, no campo a atividade profissional, a arbitrariedade e arrogância dos fiscais do CONFEF/CREF. Agindo como agentes que lembram nossos tempos de ditadura, estimulam a prática da denúncia, da perseguição, da ameaça. Recorre-se a forças policiais para adentrar em academias e impedir a prática profissional daqueles que, mesmo sendo professores de educação física, não tem na carteirinha do Conselho o registro de bacharel em educação física. E, lamentavelmente, tudo isso levado ao cabo pelo CONFEF a quem caberia defender todos os graduados em educação física.
Conclamamos ao bom senso. A educação física tem história e certamente ela não será jogada ao lixo por interesses corporativos de qualquer espécie. A perseguição “policial” aos professores de educação física deve parar de imediato e incondicionalmente Ela fere um dos direitos fundamentais da cidadania, o direito inalienável ao trabalho. Não coloquemos a carroça à frente dois bois. A quem cabe cuidar da formação de professores de educação física (assim como de advogados e médicos) são as instituições de ensino superior, Portanto, a tutela pretendida pelo CONFEF/CREF em relação à graduação em educação física carece de legitimidade.

Adroaldo Gaya e Vicente Molina Neto
Professores Titulares da ESEF-UFRGS

Postado por Juremir Machado da Silva - 15/02/2011 11:26

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O caso R10 - Observando a falação esportiva sobre um Ídolo Esportivo

Continuando e agora finalizando os trabalhos da disciplina de verão “Esporte e Mídia” ofertada na UFS (Universidade Federal de Sergipe) pelo Prof. Msc. Cristiano Mezzaroba, nós estamos postando o último texto reflexivo acerca dos conteúdos e temáticas abordadas nas aulas com referência a algo que esteja presente nas pautas atuais dos veículos midiáticos. O texto é de autoria de Danielle Wiltshire, Danillo Cruz, Flore Thaise e Silvan Menezes.
Não analisamos nenhum programa em específico, mas paramos um pouco para prestar atenção ao caso, novela, como quiserem chamar, Ronaldinho Gaúcho, ou seria melhor “R10”? Pois é, lembrando do texto de Felipe Canan e Décio Roberto Calegari “Fatores determinantes para a relação oferta/demanda do campo esportivo” publicado na Motrivivência em Dez/2006, a novela “Passione Ronaldinho” é/foi mais uma oportunidade para a mídia nacional se esbaldar em especulações, boatos, “furos” de reportagens, espetacularização de notícias, entre outros. Falamos É, poderíamos falar SERÁ, porque o R10 está apenas começando a jogar os seus ditos 4 anos de contrato com o clube rubro-negro.
Por falar em contrato, uma reportagem do globoesporte.com com o presidente da TRAFFIC, Júlio Mariz, fala sobre como tudo aconteceu na negociação e como funcionam os números e cifras do compromisso entre as três partes: Clube, Traffic e R10. Segundo o presidente, o contrato é de alto risco, pois o investimento foi muito alto e precisa-se de muito trabalho por parte da empresa, no campo do marketing, e por parte do jogador dentro das quatro linhas. Vejam reportagem na íntegra no link que segue.
Voltando a falar da veiculação acerca do jogador, pensamos no sensacionalismo que está em volta de todo o fato em si. “Tirando os confetes” de toda esta festa, o que acontece é apenas a volta de um jogador de “curto” sucesso no futebol internacional para o país de origem. Mas a relação SENSACIONALISTA que segundo John B. Thompson no livro “A mídia e a modernidade:uma teoria social da mídia” de 1998 surgiu no estabelecimento das redes de comunicação nos inícios da era moderna, não poderia ser diferente e está sim inserida na maioria das veiculações da mídia atual.
Portanto fica a pergunta, a provocação e a curiosidade crítica de saber até onde vai essa história do R10 na volta ao país? O clube de maior torcida do país e poderíamos dizer também de maior bagunça administrativa da série A brasileira vai suportar a tensão de conviver com o espetaculoso R10 durante 4 anos? É a visualização crítica acerca do Ídolo Eportivo e de mais um símbolo representativo do campo esportivo. Para os pequenos rubro-negros do país, cito aqui o Professor Doutorando e colega Sérgio Dorenski, como a esperança está no esclarecimento dos sujeitos, podemos até ser torcedores do Flamengo, mas não precisamos ser flamenguistas.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/01/presidente-da-traffic-admite-negocio-de-risco-ao-bancar-ronaldinho-no-fla.html
http://globoesporte.globo.com/futebol/campeonatos-estaduais/campeonato-carioca/noticia/2011/02/depois-do-imperador-fla-abre-portas-de-seu-reino-para-ronaldinho.html?utm_source=globoesporte&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis

Escondendo a seleção Sub-20?

Você já  ouviu falar em Agendamento Midiático? Trata-se de um conceito da Comunicação Social que se refere as estratégias desenvolvidas pelos meios de comunicação de massa para "preparar" seu público consumidor/espectador à determinados assuntos que serão transmitidos. O agendamento é a capacidade de agendar determinada programação, assunto ou evento ao público previamente, gerando interesse antecipado e, conseqüentemente, maior garantia de audiência para o foco determinado.  Pois bem, o que tudo isso tem haver com a nossa seleção Sub-20? Recente postagem publicada no blog do Cosme Rímoli argumenta que os recentes jogos da "Seleção de Neymar" foram ao ar as 00:10, não por acaso! (Alías, no campo das Mídias, nada é por acaso!). Segundo a notícia, a Rede Globo impôs o horário das 00h10 durante a semana "por motivo muito simples.Deixar a Seleção Pré-Olímpica a mais desconhecida possível da população em geral". Acontece que a Senhora Rede Globo não é a detentora dos direitos de transmissão das Olimpíadas de Londres 2012, mas sim a Record! Portanto, apresentar o belo futebol da seleção sub-20 antecipadamente, criar em nós expectativas de favoritismo ou apenas de um belo espetáculo é um tiro-no-pé, afinal, alimenta o agendamento para sua concorrente! E nós, espectadores, pagamos o pato, ficamos sem um bom horário para apreciarmos o futebol brasileiro. Precisamos acompanhar melhor esse "Não-agendamento".

Confira a matéria na íntegra: http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/2011/02/12/a-tv-globo-escondeu-a-selecao-de-neymar-na-madrugada-pensando-na-olimpiada-de-londres-que-nao-transmitira/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu conheço esse filme...

Notícia quentinha, recem postada nos blogs do mundo inteiro: ditador do Egito há 30 anos, Mubarak acaba de renunciar, após um mês de manifestações populares. As forças armadas assumem o poder, sem dar um golpe de estado, apenas para garantir a transição pacífica...

Eu conheço esse filme, passou aqui, no Brasil, só que a tal transição durou 25 anos.
E até hoje pagamos o preço disso; veja-se por exemplo o sucateamente das linhas férreas e do transporte ferroviário, forma de garantir o enriquecimento dos empreiteiros de estradas, sanguessugas do poder da ditadura militar tupiniquim!!!
Mubarak já vai muito tarde, só ficou no poder tanto tempo porque teve o apoio irrestrito dos EUA. Nunca se preocupou em trair seus irmãos palestinos em favor de Israel, para receber as bene$$es americanas.

Foi muito legal acompanhar o movimento de massas do povo egípcio, com resistência pacífica, mas insuportável para um poder apodrecido.
Pena que no final, parece que jogaram fora a criança junto com a água da bacia!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Exercitando o "olhar": uma breve análise do programa "Globo Esporte"

Foi proposto pelo Prof. Cristiano Mezzaroba, durante disciplina “Educação e Mídia” - turma 2010.3 – uma reflexão acerca do produto midiático e os conhecimentos obtidos no decorrer da disciplina. Aqui analisaremos o programa Globo Esporte, na edição de 29 de Janeiro de 2011, com a ajuda dos textos então discutidos na disciplina, que foram: Betti (2002), Kellner (2004), Kenski (1995), Pires (2006) e Thompson (1998). O grupo é composto por Carla, Crislany, Larissa e Taciana.

O Show televisivo: o espetáculo na tela da TV

Uma das características da mídia, aqui ressaltando a televisão, é a de transformar notícias simples em algo surpreendente, espetacular, criando situações de expectativa para prender a atenção do espectador em frente à tela. Para Betti (2002) o espetáculo produzido pela mídia tem como propósito atingir a emoção do público e não fazê-los pensar/raciocinar, desta forma enchem nossos olhos de “efeitos especiais” combinando imagem, som e palavra.

Durante a exibição do programa Globo Esporte, no dia 29 de Janeiro do decorrente ano, percebemos que há uma variedade de notícias e reportagens do mundo esportivo, que agradam todos os gostos, destas o futebol é o mais ressaltado. Os resultados dos jogos vêm com um show de imagens, é possível ver com detalhes os melhores lances e jogadas, aquele drible quase que perfeito, aquele frango do goleiro, tudo ocasionado pelos efeitos das câmeras localizadas em pontos estratégicos, a câmera lenta, o close, ou seja, os recursos tecnológicos usados pela mídia possibilitam uma visão de diferentes ângulos e diferentes formas, cujo olho humano não é capaz de captar.

Nesta exibição uma reportagem chamou a nossa atenção, devido uma teledramaturgia feita em cima de um resultado de jogo entre Portuguesa e Ponte Preta, uma vez que, tal jogo normalmente não teria tanta ênfase, entretanto a aparição de dois gatos no campo levou a mídia a transformar aquele jogo em uma cena de filme, um grande espetáculo criando uma expectativa e deixando os telespectadores mais atentos e desta forma poder vender o seu produto, visto que, o movimento da câmera em jogo é realizado de forma a divulgar as marcas dos patrocinadores e anunciantes.

A espetacularização do esporte é um recurso utilizado pela televisão como forma de deixá-lo mais atraente, mais emocionante, procurando narrar os acontecimentos de maneira cada vez mais dinâmica e criativa, valorizando assim, a forma em relação ao conteúdo, com o propósito de produzir mais consumidores do espetáculo e dos seus produtos. Fazer com que os alunos entendam o que está por trás do discurso televisivo é uma maneira de torná-los mais críticos em relação a esse discurso e assim poder “interagir” de forma mais autônoma e consciente. Como profissionais de Educação Física devemos efetivar ações, intervenções e práticas pedagógicas que possibilitem a discussão e o entendimento do veículo midiático e seus discursos, visto que, estes perpassam pelo campo de atuação desta disciplina.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Uma reflexão sobre o produto midiático "Esporte Espetacular" exibido pela Rede Globo de Televisão

Mais um desafio proposto pelo prof. Cristiano Mezzaroba durante a disciplina “Esporte e Mídia” – turma 2010.3 – aqui no blog é o de construir uma reflexão a partir da relação de conhecimentos adquiridos através da leitura de textos de Fischer (2003), Kellner (2004), Pires (1998), Thompson (1998) e Zuin (2001) com os objetos de estudo “esporte” e “mídia”. No entanto, nosso grupo, composto por Alan Lagoa, Alan Pedro, Keyte Matos e Renan Ariel, definiu a edição do “Esporte Espetacular” deste domingo, dia 30 de janeiro de 2011, como base para nossa reflexão.

“Olha o ângulo! Um show de imagens para você!”
“Esporte Espetacular” – o próprio título do programa já nos possibilita refletir sobre um do temas abordados no texto de Pires (1998), quando o autor relata que o esporte, já mercadorizado, precisa ainda espetacularizar-se, ou seja, criar uma imagem televisiva atraente aos olhos do público e, ao mesmo tempo, “vender o peixe”.

Durante a exibição do programa, pudemos perceber que a palavra “Espetacular” apareceu repetidas vezes, sempre atrelada aos movimentos de jogadas ousadas dos atletas, cenas reexibidas em ângulos diferentes e em câmera lenta, para que o telespectador não perca nenhum detalhe da esplendorosa jogada. Pensamos que é um conjunto de trocas simultâneas: o esporte promove o show, a TV o espetaculariza, o telespectador oferece audiência (na emissora que produz mais espetáculo) e a TV divulga os patrocinadores do esporte nos intervalos comerciais dos campeonatos e até mesmo durante a sua exibição.

Acreditamos que a mídia utiliza diversos meios de prender a atenção do público na tela da TV. O subsídio utilizado pela Globo, percebemos, foi a exibição da cobertura de um campeonato curioso de origem alemã, logo após o término do programa anterior, o “Auto Esporte”. No entanto, por demonstrar algo diferente e curioso, essa reportagem foi colocada em primeira linha para fisgar o mesmo telespectador do “Auto Esporte”. Só então, as apresentadoras surgem na tela, afirmando que programa proporcionará informação e diversão, e com isso, fica implícito que o “petisco” já demonstrado é a prova concreta dessa promessa.

O programa leva o telespectador a diferentes localidades do mundo durante a reportagem: ao falar do sumô faz-se uma pequena viagem ao Japão; à Nova York, com as “férias” de Fabiana Müller; à Rio Quente, com a transmissão da final da Copa Latina de futebol de areia; à Araçatuba quando se fala das meninas do vôlei brasileiro; e assim por diante, passamos pelo mundo afora, através da telinha a nossa frente. Toda essa cobertura “espetacular” em prol da audiência.
Entretanto, poderíamos ficar discutindo por muito tempo sobre os diferentes modos que a TV encontra para adquirir lucro, mas, há outros temas que podem ser refletidos a partir das reportagens do “Esporte Espetacular”, a saber, questões como a esteriotipação do esporte, o torcedor que é acima de tudo consumidor, jovens que dedicam a sua vida ao sonho de ser um grande atleta na área do futebol, a inclusão de jovens obesos e a competição exacerbada por parte dos atletas de alto rendimento. Deste modo, deixaremos essas e outras questões para que o leitor que acompanha o Blog (e possível telespectador que assiste ao Esporte Espetacular) possa pensar a respeito de tudo aquilo que ele está disposto a assistir.

Contudo, nós, profissionais em EF, devemos nos apropriar de ferramentas pedagógicas para poder usar de forma coerente as mídias e suas problemáticas, e, refletir sobre que é vida real e o que é a vida na TV – como nos aponta Fischer (2003) em seu livro “Televisão e Educação” –visando instigar o senso crítico nos alunos para que eles possam pensar sobre os variados temas apresentados pelos veículos midiáticos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Educação Física, esporte e mídia: aproximando-se do tema para entendê-lo melhor!

Durante o curso de verão, uma das disciplinas oferecidas ao curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de Sergipe chama-se "Esporte e Mídia", oferecida em regime concentrado, com duração de 60hs/aula. Iniciamos dia 18/01 e iremos até o dia 07/02, procurando compreender melhor as relações entre esporte e mídia e as repercussões disso ao campo da Educação Física.
Para isso, numa primeira abordagem, a turma formulou conceitos próprios sobre "esporte", "mídia" e num terceiro bloco, sobre as "relações de esporte-mídia para a Educação Física". No texto que segue, apresentamos, então, esses entendimentos da turma composta por Alan Lagoa, Alan Pedro, Carla, Crislany, Danielle, Danillo, Flore, Keyte, Larissa, Renan, Silvan e Taciana - sob a orientação do Prof. Cristiano.

ESPORTE
A turma 2010-3 pensa que o esporte é um fenômeno cultural que surgiu a partir das necessidades lúdicas, de lazer e recreação, antes, chamado de jogo.
Os jogos foram, aos poucos, sendo institucionalizados para que pudessem ser utilizados de forma uniformizada e com regras fixas para todos os atletas, tendo em vista a igual oportunidade de competição. Essas regras foram criadas para organizar o jogo e atender aos interesses políticos, sócio-econômicos e de lazer da sociedade.
O espetáculo esportivo, muitas vezes, esconde os desafios físicos enfrentados pelos atletas de alto rendimento, ao proporcionar diversão e entretenimento por parte de quem assiste, principalmente através de meios midiáticos. O esforço físico, movimentos automatizados e a pressão psicológica nem sempre trazem benefícios à saúde dos mesmos, como é veiculado com frequência na mídia.
Outro problema encontrado no esporte é a estereotipação sexual entre os jovens. Uma vez que existe uma padronização de gênero em determinados esportes. O professor de Educação Física poderá contribuir na compreensão e incorporação de conteúdos relacionados com a desmistificação de preconceitos, seja ele de gênero, de raça ou físico.

A MÍDIA
Com o advento da modernidade emerge o processo de globalização que estabeleceu uma relação de proximidade nos planos econômico, social, cultural, político entre os países do mundo. Um dos pontos que contribuiu pra este procedimento foi/é o processo de difusão de informações por alguns meios cada vez mais freqüentes na sociedade, deste modo, as informações, que chegam das diversas e mais variadas formas, tornou-se cada vez mais acessíveis à população, capaz de atingir varias pessoas em diferentes lugares ao mesmo tempo. São vários os instrumentos/meios tem esta funcionalidade como, por exemplo, a TV, rádios, internet, cd, revistas, livros, jornais, e até mesmo o cinema, que nos informa os acontecimentos e fatos do dia-a-dia. Esses instrumento/meios são denominados Mídia. A mídia é todo meio de comunicação no qual se propagam informações, possibilitam conhecimentos, entretenimento e etc. podem influenciar a vida dos indivíduos, visto que, é através dela que a população toma contatos com as novas tendências , questões sobre saúde, alimentação, sobre atividades físicas, novas teorias e conceitos etc. A mídia pode ser influenciadora e sensacionalista, mas ainda é um meio importante para todos aqueles que buscam se atualizar.

RELAÇÃO ESPORTE-MÍDIA-EDUCAÇÃO FÍSICA
O surgimento da EF foi marcado pelo pensamento médico. Logo, se voltarmos ao passado, a ginástica européia foi muito praticada pelos alunos na escola com o intuito da melhoria da condição física e educação do corpo. Hoje, já temos a EF como algo além do corpo, como a cultura corporal de movimento. Já quando nos referimos ao esporte, tradicionalmente, ele é o objeto de estudo e também de trabalho da EF no campo de atuação. Com o desenvolvimento social do esporte e institucionalização do mesmo através da economia, da política e conseqüentemente da mídia, a EF se comporta como área responsável, historicamente, em tratar sobre esporte na escola, e não apenas com a finalidade de formar atletas como é normalmente divulgado. Assim, não pode deixar passar despercebida esta relação moderna e forte da mídia com o fenômeno esportivo.
Ao visualizarmos o esporte atrelado à mídia existem duas possibilidades: uma que seria a divulgação cada vez maior dos esportes e da importância dessas práticas na vida das pessoas além do entendimento das regras que envolve cada tipo de esporte proporcionando uma gama de conhecimentos para aqueles que não os têm no dia-a-dia, além de que, em outras áreas como a biológica, a mídia vem proporcionar um grande auxílio mostrando o real papel deste ramo da ciência dentro da sociedade, ou seja, como e onde ela pode está atuando em prol de todos; segundo, a mídia vincula muito a EF somente ao esporte alienando as pessoas a uma única prática, ela acaba por propagar informações que perpassa pelo campo de atuação da EF de forma muito superficial, simplificando conceitos a serem trabalhados pela área. Visto que o discurso midiático também não tem somente o intuito de divulgar informações, na maioria das vezes, existem interesses secundários nas veiculações midiáticas como a comercialização de alguns produtos relacionados ao esporte.
Pouco se discute o esporte do ponto de vista cultural, e por esse motivo a EF deve estudar o esporte em todos os campos científicos possíveis (biológico, físico, técnico, cultural, lúdico, etc.).Por fim, verificamos que a apropriação desta relação é necessária para levar reflexão e pensamentos críticos aos alunos além de ampliar o conhecimento e proporcionar debates nas aulas de EF, pois a mídia tem um forte poder de influenciar a opinião da sociedade sendo a EF a principal responsável em tratar criticamente esta relação de esporte/mídia/Educação Física na escola, utilizando a mídia também como aliada para divulgar vários esportes auxiliando assim as aulas de EF. Contudo, sabemos que o que está na mídia, está na moda. E, se refletirmos, quem está fora da moda, está fora da pauta de discussão da sociedade

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É a propria mídia quem diz...

Da coluna do jornalista Cacau Menezes, do Diário Catarinense:

"Futebol elitizado

Mesmo sendo disputada no Brasil, o povo brasileiro de menor renda dificilmente conseguirá assistir ao vivo a um jogo da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Isto porque um terço dos ingressos é reservado para os patrocinadores da Fifa e o restante estará nas mãos de turistas e de quem tem dinheiro para pagar R$ 500 aproximadamente por uma entrada.
O povão, mesmo, vai fazer como sempre: assistir pela TV."

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

e-books sobre midia, internet, etc.

Pessoal,

Essa é boa!

Uma dica do compadre Laércio Elias Pereira é o blog Midia8!, do jornalista e blogueiro Cleyton Carlos Torres.
Ele acaba de postar uma mensagem com o link para acesso a 25o e-books (download completo e "digratis") sobre mídia, internet, redes sociais, etc.
Vale a pena uma visita:

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Feliz 2011! Viva 2010!

Amici fraterni,

Curtindo minha primeira manhã de férias, ainda com muitas dívidas a pagar com os amigos (especialmente e-mails que ficaram pra trás nestas duas últimas semanas, muito loucas!), passo aqui para deixar uma saudação de final de ano.
Desejo que nosso 2011 seja muito venturoso, que tenhamos saúde, paz e discernimento para tentarmos fazer sempre o melhor para todos/as. Que a fraternidade e o companheirismo sejam sempre e cada vez mais a marca das nossas ações.
Da mesma forma, penso que é justo fazermos uma homenagem ao ano que se conclui em poucos dias. O 2010 foi muito generoso conosco, trouxe alegrias, realizações e vontade para novos desafios. Por tudo, crescemos como grupo e como pessoas; que tenhamos a sabedoria suficiente para fazer valer esses aprendizados a cada dia do novo ano.
Beijo carinhoso a todos/as.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

REVISTA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E TECNOLOGIA (Vol. 3, nº 2 - 2010)

Pessoal, a partir de uma "retwittada" do professor Nelson Pretto, segue o endereço de uma revista portuguesa chamada "EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E TECNOLOGIA". A revista está on line desde 2008. Espero que nos ajude em nossas "Observações"...
Segue o link:
http://eft.educom.pt/index.php/eft/issue/current

WikiLeaks: o poder tem medo da internet

O episódio WikiLeaks é histórico. Nos evidencia questões que estão para além da polêmica em torno da revelação de documentos confidênciais de governos e "gafes" diplomáticas.

Nos últimos dias, a internet foi colocada na linha de frente da discussão sobre a política mundial, a ponto de Julian Paul Assange, criador do site WikiLeaks, ser considerado o inimigo nº 2 dos EUA, atrás apenas de Osama Bin Laden. Ao misterioso terrorista saudita são atribuídas as ordens de explodir embaixadas americanas e matar cerca de 3000 pessoas nos ataques de 11 de setembro de 2001. Mas as armas do também misterioso Julian Paul Assange, cujos mandatos de prisão foram decretados mundo afora (e que está preso acusado de transar sem preservativo, o que é crime na Suécia), são outras. Sem bombas, o WikiLeaks causou alvoroço explicitando aos governos a força da internet como um "espaço público".

Sob a perspectiva kantiana, que inaugura a noção moderna de "espaço público", este está associado à ideia de usar a razão livre e publicamente, expor as opiniões e submetê-las à apreciação do juízo tanto estético como político (e é óbvio que nenhum governo quer que seus documentos secretos sejam expostos a um juízo no espaço público global).

Mais recentemente, Habermas considera que o espaço público designa o lugar de formação das opiniões e das vontades políticas que garantem a legitimidade do poder. Ora, ao submeter à prova do exame público da razão documentos confidenciais do governo americano, é essa legitimidade do poder que é abalada. Uma legitimidade tão cara à manutenção dos Estados e dos seus aliados, legitimidade indispensável para sustentar os inescrupulosos jogos de interesse cujas cartas não são postas na mesa.

As fronteiras entre o espaço público e o privado foram fragmentadas, tornaram-se permeáveis, diluíram-se (e há quem diga que elas irão desaparecer em breve). O certo é que espaço público e espaço físico não mais coincidem. O primeiro se libertou das amarras do segundo, ganhou as mídias, adentrou a rede digital, penetrou nos celulares, aumentou o número e o volume das vozes que formam opinião e compõem o debate político internacional, nacional, partidário; mas também foi ampliado o debate político do cotidiano, da vida comum, das relações que construímos uns com os outros.

A questão merece uma discussão mais profunda e abrangente, sob diferentes perspectivas. O que podemos aprender com o episódio Wikileaks? As ações do site são criminosas? Qual o impacto da publicação de informações "secretas" em diferentes setores da sociedade? Esse espaço público ampliado pelas tecnologias digitais conseguirá superar as acusações de promover não um engajamento, mas apenas um envolvimento superficial e efêmero das pessoas?

Com o acontecimento ainda em curso, destaco duas questões: 1. O episódio WikiLeaks traz força à afirmação de que a relação entre indivíduo e sociedade, fundante nas Ciências Sociais, está em acelerada reconfiguração impulsionada pelas tecnologias digitais. 2- O sociólogo Manuel Castells, talvez um dos mais lúcidos pensadores dessa nossa atual "sociedade em rede", tem plena razão ao anunciar. já há alguns anos, que "o poder tem medo da internet".