O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA ) e o Vitral Latino-Americano de Educação Física, Esporte e Saúde da UFSC vão lançar, em breve, duas excelentes contribuições para os estudos dos megaeventos esportivos no Brasil.
São dois livros que saem pela editora Insular e IELA, com apoio da FAPESC. Um deles traz as palestras da Jornada Bolivariana de 2013, cujo tema dá nome ao livro: "Megaeventos Esportivos: consequencias, impactos e legados para a América Latina" (org. por Paulo Capela e Elaine Tavares).
O outro livro é a esperada tradução para o português da obra organizada por Eddie Cottle: "A Copa do Mundo na África do Sul - um legado para quem?" Uma coletânea excepcional que desmonta completamente o discurso oficial da FIFA e dos governos dos países que recebem edições da Copa do Mundo.
Duas leituras obrigatórias para quem está interessado em compreender como se constrói um (falso) consenso sobre os megaeventos e os prometidos legados.
Esperamos que o lançamento das duas obras aconteçam logo! Acompanhem pelo site do IELA: http://www.iela.ufsc.br
LaboMidia
Blog do Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva (UFSC/UFS/UFSJ)
Mostrando postagens com marcador Copa do mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa do mundo. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 15 de abril de 2014
sexta-feira, 22 de março de 2013
Em nome do esporte?
A desocupação do antigo Museu do Índio, junto ao Maracanã, gerou hoje cenas de guerra como a que vai abaixo. Tudo isso em nome da modernização do estádio (?) e construção de estacionamento (agora estão falando em Museu Olímpico...), exigencia da FIFA para a Copa. Em nome do esporte...
Marcadores:
Copa do mundo,
desocupação,
Maracanã,
Rio de Janeiro
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
A Copa no Alegrete!
Notícia quente!
Preocupada com a possibilidade de não haver estádio disponível para a Copa de 2014 no Rio Grande do Sul - reforma do Beira-Rio atrasada e com os trabalhadores em greve; arena do co-irmão sem grama e sem goleiras - a FIFA formulou convite oficial para que o Alegrete seja a cidade-sede, pela nossa experiência em eventos internacionais de futebol: está em realização no momento a 33a. edição do EFIPAN (http://radioefipan.blogspot.com.br/).
Pedido feito e já aceito, afinal, nossa sina é mesmo essa, desde os tempos históricos só temos feito é ajudar o estado e o país a serem melhores (o campeonato mundial do Corinthians, por exemplo, só aconteceu por causa do alegretense Clebinho, assessor do Tite!).
Como sabemos que a propaganda é alma do negócio, a primeira coisa feita foi a tal de logomarca, que divido com os amigos.
A Copa no Alegrete vai bombar! Tchê!
Preocupada com a possibilidade de não haver estádio disponível para a Copa de 2014 no Rio Grande do Sul - reforma do Beira-Rio atrasada e com os trabalhadores em greve; arena do co-irmão sem grama e sem goleiras - a FIFA formulou convite oficial para que o Alegrete seja a cidade-sede, pela nossa experiência em eventos internacionais de futebol: está em realização no momento a 33a. edição do EFIPAN (http://radioefipan.blogspot.com.br/).
Pedido feito e já aceito, afinal, nossa sina é mesmo essa, desde os tempos históricos só temos feito é ajudar o estado e o país a serem melhores (o campeonato mundial do Corinthians, por exemplo, só aconteceu por causa do alegretense Clebinho, assessor do Tite!).
Como sabemos que a propaganda é alma do negócio, a primeira coisa feita foi a tal de logomarca, que divido com os amigos.
A Copa no Alegrete vai bombar! Tchê!
domingo, 5 de agosto de 2012
Desculpem estar "bombardeando" o blog... mas o momento é oportuno!
Só trago aqui texto do Tostão, muito interessante! Pra mim, me lembrou a prova para entrada no Grupo PET-EF/UFSC, que acabou fazendo toda diferença na minha formação, que, curiosamente, era um texto do Tostão para ser comentado. E era sobre o esporte na televisão...
Confiram...
TORCER E ENTENDER - Tostão
Na Olimpíada, tento entender todos os esportes, até badminton, mas não consigo. Compreendo apenas futebol, ou melhor, penso que compreendo. Quando tenho certeza, uma bola entra por acaso e acaba com minha pretensa sabedoria.
Não é o que pensa o espanhol Ferran Soriano, gestor empresarial e vice-presidente do Barcelona, entre 2003 e 2008. Ele é autor do ótimo livro "A Bola Não Entra Por Acaso".
Os narradores e comentaristas de televisão deveriam ser mais didáticos durante e nos intervalos das competições olímpicas. Em uma Copa do Mundo, ocorre o mesmo. Um número muito maior de pessoas que não entendem de futebol assiste aos jogos. Elas querem compreender, e não apenas torcer.
Nesta Olimpíada, há uma tentativa das televisões de discutir mais os detalhes técnicos do esporte. Mas é pouco. Não existe esse hábito na imprensa esportiva brasileira, especialmente no futebol.
Fora da Olimpíada, esses debates deveriam ser mais frequentes e aprofundados. É o que faz a Globo News, sobre economia, política e outras áreas, com a presença de ótimos profissionais. Os apresentadores são também muito bem preparados. Perguntam e debatem.
Há gente demais falando de futebol na televisão e gente de menos que entende do assunto.
Tempos atrás, havia um comentarista que tinha uma belíssima voz, que falava um ótimo português e que tinha uma grande audiência. Apenas não entendia de futebol. Para ele, independentemente dos detalhes de um jogo, as análises eram sempre as mesmas. Os times deveriam atacar mais pelos lados, avançar com mais velocidade, ser mais compactos, trocar mais passes e outras generalidades e lugares-comuns. Ele tem hoje vários seguidores na imprensa.
Trabalhei na televisão e sei como é difícil comentar uma partida ao vivo. Quando tudo parece definido, as análises já estão prontas, surge um lance inesperado, que muda a história do jogo. O comentarista, rapidamente, precisa dizer algo interessante, novo, objetivo e curto, que não atrapalhe o pouquíssimo tempo da TV. Daí, a preocupação dos analistas em não definir nada. É mais fácil e seguro.
Duro é, em uma Copa do Mundo, com a obrigação de escrever rapidamente a coluna para o jornal, com ela já elaborada durante o jogo, ter de mudar tudo porque sai um gol decisivo, na prorrogação. Ainda mais para quem escreve à mão, como eu. Um ótimo comentarista, de televisão e de jogos ao vivo, deveria ter as milhares de informações precisas do Paulo Vinícius Coelho, o olhar tático e acadêmico do Paulo Calçade, a visão crítica e incisiva do Mauro César e a capacidade de analisar todos os detalhes de um lance do Júnior.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/1132063-torcer-e-entender.shtml
Só trago aqui texto do Tostão, muito interessante! Pra mim, me lembrou a prova para entrada no Grupo PET-EF/UFSC, que acabou fazendo toda diferença na minha formação, que, curiosamente, era um texto do Tostão para ser comentado. E era sobre o esporte na televisão...
Confiram...
TORCER E ENTENDER - Tostão
Na Olimpíada, tento entender todos os esportes, até badminton, mas não consigo. Compreendo apenas futebol, ou melhor, penso que compreendo. Quando tenho certeza, uma bola entra por acaso e acaba com minha pretensa sabedoria.
Não é o que pensa o espanhol Ferran Soriano, gestor empresarial e vice-presidente do Barcelona, entre 2003 e 2008. Ele é autor do ótimo livro "A Bola Não Entra Por Acaso".
Os narradores e comentaristas de televisão deveriam ser mais didáticos durante e nos intervalos das competições olímpicas. Em uma Copa do Mundo, ocorre o mesmo. Um número muito maior de pessoas que não entendem de futebol assiste aos jogos. Elas querem compreender, e não apenas torcer.
Nesta Olimpíada, há uma tentativa das televisões de discutir mais os detalhes técnicos do esporte. Mas é pouco. Não existe esse hábito na imprensa esportiva brasileira, especialmente no futebol.
Fora da Olimpíada, esses debates deveriam ser mais frequentes e aprofundados. É o que faz a Globo News, sobre economia, política e outras áreas, com a presença de ótimos profissionais. Os apresentadores são também muito bem preparados. Perguntam e debatem.
Há gente demais falando de futebol na televisão e gente de menos que entende do assunto.
Tempos atrás, havia um comentarista que tinha uma belíssima voz, que falava um ótimo português e que tinha uma grande audiência. Apenas não entendia de futebol. Para ele, independentemente dos detalhes de um jogo, as análises eram sempre as mesmas. Os times deveriam atacar mais pelos lados, avançar com mais velocidade, ser mais compactos, trocar mais passes e outras generalidades e lugares-comuns. Ele tem hoje vários seguidores na imprensa.
Trabalhei na televisão e sei como é difícil comentar uma partida ao vivo. Quando tudo parece definido, as análises já estão prontas, surge um lance inesperado, que muda a história do jogo. O comentarista, rapidamente, precisa dizer algo interessante, novo, objetivo e curto, que não atrapalhe o pouquíssimo tempo da TV. Daí, a preocupação dos analistas em não definir nada. É mais fácil e seguro.
Duro é, em uma Copa do Mundo, com a obrigação de escrever rapidamente a coluna para o jornal, com ela já elaborada durante o jogo, ter de mudar tudo porque sai um gol decisivo, na prorrogação. Ainda mais para quem escreve à mão, como eu. Um ótimo comentarista, de televisão e de jogos ao vivo, deveria ter as milhares de informações precisas do Paulo Vinícius Coelho, o olhar tático e acadêmico do Paulo Calçade, a visão crítica e incisiva do Mauro César e a capacidade de analisar todos os detalhes de um lance do Júnior.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/1132063-torcer-e-entender.shtml
Assinar:
Postagens (Atom)
