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domingo, 15 de dezembro de 2013

Doutor Dorenski, patrimônio do LaboMidia!

Muitos acompanharam a apresentação pela internet, mas ainda assim gostaria de registrar com muita alegria a concessão do título de Doutor em Educação ao nosso parceiro de todas as horas, um dos fundadores do LaboMidia, o Camarada Sérgio Dorenski Ribeiro.
A defesa foi no Programa de Pós-Graduação em Educação da FACED/UFBA, na última sexta (13!), sob a orientação do colega professor Augusto Cesar Leiro.
Tive o privilégio de participar da banca, junto com os professores Fábio Zoboli, Romilson Augusto dos Santos, João Danilo B. de Oliveira e Hamilcar Dantas Junior (por parecer). A tese tem por título "Educação e Mídia:  formação do sujeito no espaço-tempo da Educação Física escolar" e relata/reflete sobre uma experiência de mídia-educação realizada com uma turma do ensino fundamental de uma escola pública de Itabaiana/SE. Em breve estará disponível nos canais competentes e, claro, na pagina do LaboMidia.

Ao Camarada Dorenski, os cumprimentos e o abraço de todos os seus parceiros, de toda a familia labomidiana, espalhada pelo mundo. Teremos oportunidades para celebrarmos juntos mais essa conquista do grupo, talvez no ENOME/2014 [mas eu e alguns colegas presentes, já celebramos lá em Salvador mesmo, vegetarianamente, com suco de brócolis em barril!]

sábado, 11 de maio de 2013

Sobre o tempo (Memórias de uma mesa redonda)


Quando recebi o e-mail convite para participar da mesa redonda sobre Mídia-educação no I Lincom[1], não hesitei um segundo em aceitar a tarefa e nem cinco minutos, em meio ao (dito) instantâneo retorno da correspondência digital (um pequeno ritual que envolve abrir a caixa para a resposta, escrever a mensagem, ler, reler, conferir com a ferramenta de correção, confirmar o destinatário e, ufa!, enviar a mensagem) para replicar a solicitação. Mas demorei alguns dias para entender o porquê desta rapidez. E após longas e perniciosas indagações, algumas noites de insônia e uma coleta intensa de opiniões sobre “como participar de uma mesa redonda”, a resposta que tanto procurava apareceu em um instante.

O caminho para Caiobá e Matinhos de balsa
Alcançar os detalhes em meio a correria diária e encontrar o Eldorado perdido são, hoje, tarefas análogas. E no ambiente acadêmico (ok, não só nele), falar do tempo virou um “mantra”. Convenhamos, nada mais esquizoide do que um tema ascético para sacralizar um momento de inconformidade coletiva relacionada ao tempo, ou a falta dele. Mas ao (re)converter o sentido, eis que o significado cintila como o sol espelhado no balanço marítimo do canal. Dias de dúvidas e questionamentos resolvidos em um suspiro (o primeiro de muitos). Era o anúncio de que aquele momento prometia agradáveis reflexões.

Logo imagino ter conseguido localizar algumas razões para desconfiar das lamúrias sobre a falta de tempo. Em apenas um dia vivi as descobertas e desalentos de um curioso menino que me convidou a assistir, nas tardes de sua infância, aos seus filmes trash favoritos; dancei, cantei e me entreguei às batidas adornadas pelas imagens dos videoclipes preferidos de um jovem inquieto e festivo, que me escancarou as portas de sua casa, já assoberbada de convidados ilustres (livros, filmes, discos, brinquedos, lembranças, paisagens); e viajei das gélidas sensações de uma madrugada desértica ao topo de cordilheiras nevadas, sensações retratadas e recontadas a cada acesso. Pouca coisa?

Entrada da UFPR Litoral
Também entendi que a acolhida intervém positivamente nos processos (nesses tempos em que executar é mais do que de experienciar, a necessidade de afirmação desfaz a redundância), e retoma seu sentido de arte e arrebatamento. Na tenda, que traz dentro de si o mar que nos envolve, vejo o amparo da plateia contemplativa e por isso mesmo admirada. E o tempo mais uma vez se dilata, tal o vislumbrar do horizonte emoldurado. É o olhar que em um só movimento percebe o andar ladino de um cachorro ambientado, varre expressões e enxerga nelas um agrado, no momento exato que se vê em certa delícia. Naquelas céleres duas horas e meia, a percepção de estar diante do que o sábio professor apontou como o que de melhor existe na academia, que em meio à aceleração do tempo, por vezes esquecemos: o prazer da "gratuidade" do debate[2].

Afinal, acabo por perceber que uma possível relatividade temporal pode estar ligada ao afeto, da qual se referiu o aluno ao questionar a possibilidade afetiva na relação com as mídias. E penso que estar ou sentir-se afetado admite também o sentido de ser atingido. Uma relação que faz o corpo mexer, tal a toada repetida ao infinito, a tremura das mãos no momento da exposição, o aperto no estômago nas intermináveis noites de insônia. Afetação que precede a ação. Na relação com as mídias (ou, dizem alguns, por causa delas) o tempo corre. Mas se ali o tempo incide, também com elas o corpo responde, participa. E só pude percebê-lo porque vivi. E vivendo, senti, conheci.

“À medida que ocorrem alterações no seu corpo, você fica sabendo de sua existência e pode acompanhar continuamente sua evolução. Apercebe-se de mudanças no estado corporal e segue seu desenrolar durante segundos ou minutos. Esse processo de acompanhamento contínuo, essa experiência do que o corpo está fazendo enquanto pensamentos sobre conteúdos específicos continuam a desenrolar-se, é a essência daquilo que chamo sentimento.” (DAMÁSIO, 2012, p. 140)


Uma das "salas" do Messa



[1] Seminário de Linguagens, Mídias e Educação, 6 a 10/05, UFPR Litoral. Mesa realizada no dia 09 com a participação de Lyana de Miranda, Rodrigo Ferrari e Gilson Cruz, sob a acolhida e coordenação de Fábio Messa.

[2] Fala de Paulo Fenterseifer, em aula realizada em abril de 2013, na UFSC.

domingo, 26 de agosto de 2012

Amigos, me permito reproduzir aqui mensagem do Ferrari à lista do LaboMidia, dando divulgação ao evento de mídia-educação promovido pelo NICA (Nucleo Infancia, Comunicação e Arte) do CED/UFSC:
Valeu, Digão! 

 
Pessoal, o site novo do NICA está no ar e lá estão as informações sobre o IV Seminário de pesquisa em mídia-educação e primeiro seminário UCA BASC ocorrerão nos dias 04, 10 e 11 de setembro de 2012 no auditório do CED e CCE/UFSC em Florianópolis. 
Para fazer a inscrição para o vento é só clicar aqui.

Abraços, Digão

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Humor e mídia-educação

Pessoal,

Os processos de mídia-educação precisam ser criativos, estimuladores da aprendizagem dos alunos, enfim, podem (talvez devam) se utilizar do humor como gênero.

O nosso camarada de LaboMidia Elinton tem um quadro da TV Record de Itajaí, os daqui todos conhecem, chamado Chutando o Balde, com seu personagem Tainha, ops, Sardinha, lá de Itapema, ish..., quis dizer, Balneário Camburiu...
Através do, literalmente, "chute no balde", tem levado as pessoas a expressarem de forma bem humorada suas insatisfações com coisas do cotidiano das cidades, especialmente os serviços públicos. Claro, há riscos de a forma encobrir o conteúdo da crítica, mas mesmo assim parece ser uma boa alternativa ao falso moralismo da mídia.

Por isso, gosto de acreditar que o quadro se trata de uma estratégia de..., bem..., isto é..., quer dizer,... tá, vai..., mídia-educação!!! Ahahah!

Agora estão todos os programas reunidos em http://www.youtube.com/user/parisottos#p/u

Quer não assistir não perde nada, mas quem assistir corre o risco de ganhar uma passagem de Floripa a Biguaçu, com direito a janela! No pinga-pinga!

Valeu, Sardinha???

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LANÇAMENTO DE LIVRO DA MARIA LUISA BELLONI

Saudações nobres LABOJAQUEANOSMIDIÁTICOLIBERTÁRIOS:

A professora Maria Luisa Belloni está de volta na UFSC e hoje a tarde vai lançar seu mais recente livro "O que é sociologia da infância".

Local: Auditório do CED
Horário: 16:00

Maria Luisa Belloni escreveu "O que é Mídia-Educação", muito utilizado em nossas leituras no grupo.