Desculpem estar "bombardeando" o blog... mas o momento é oportuno!
Só trago aqui texto do Tostão, muito interessante! Pra mim, me lembrou a prova para entrada no Grupo PET-EF/UFSC, que acabou fazendo toda diferença na minha formação, que, curiosamente, era um texto do Tostão para ser comentado. E era sobre o esporte na televisão...
Confiram...
TORCER E ENTENDER - Tostão
Na Olimpíada, tento entender todos os esportes, até badminton, mas não
consigo. Compreendo apenas futebol, ou melhor, penso que compreendo.
Quando tenho certeza, uma bola entra por acaso e acaba com minha
pretensa sabedoria.
Não é o que pensa o espanhol Ferran Soriano, gestor empresarial e
vice-presidente do Barcelona, entre 2003 e 2008. Ele é autor do ótimo
livro "A Bola Não Entra Por Acaso".
Os narradores e comentaristas de televisão deveriam ser mais didáticos
durante e nos intervalos das competições olímpicas. Em uma Copa do
Mundo, ocorre o mesmo. Um número muito maior de pessoas que não entendem
de futebol assiste aos jogos. Elas querem compreender, e não apenas
torcer.
Nesta Olimpíada, há uma tentativa das televisões de discutir mais os
detalhes técnicos do esporte. Mas é pouco. Não existe esse hábito na
imprensa esportiva brasileira, especialmente no futebol.
Fora da Olimpíada, esses debates deveriam ser mais frequentes e
aprofundados. É o que faz a Globo News, sobre economia, política e
outras áreas, com a presença de ótimos profissionais. Os apresentadores
são também muito bem preparados. Perguntam e debatem.
Há gente demais falando de futebol na televisão e gente de menos que entende do assunto.
Tempos atrás, havia um comentarista que tinha uma belíssima voz, que
falava um ótimo português e que tinha uma grande audiência. Apenas não
entendia de futebol. Para ele, independentemente dos detalhes de um
jogo, as análises eram sempre as mesmas. Os times deveriam atacar mais
pelos lados, avançar com mais velocidade, ser mais compactos, trocar
mais passes e outras generalidades e lugares-comuns. Ele tem hoje vários
seguidores na imprensa.
Trabalhei na televisão e sei como é difícil comentar uma partida ao
vivo. Quando tudo parece definido, as análises já estão prontas, surge
um lance inesperado, que muda a história do jogo. O comentarista,
rapidamente, precisa dizer algo interessante, novo, objetivo e curto,
que não atrapalhe o pouquíssimo tempo da TV. Daí, a preocupação dos
analistas em não definir nada. É mais fácil e seguro.
Duro é, em uma Copa do Mundo, com a obrigação de escrever rapidamente a
coluna para o jornal, com ela já elaborada durante o jogo, ter de mudar
tudo porque sai um gol decisivo, na prorrogação. Ainda mais para quem
escreve à mão, como eu. Um ótimo comentarista, de televisão e de jogos
ao vivo, deveria ter as milhares de informações precisas do Paulo
Vinícius Coelho, o olhar tático e acadêmico do Paulo Calçade, a visão
crítica e incisiva do Mauro César e a capacidade de analisar todos os
detalhes de um lance do Júnior.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/1132063-torcer-e-entender.shtml
LaboMidia
Blog do Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva (UFSC/UFS/UFSJ)
domingo, 5 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
Duas notas olímpicas - extraídas do Zero Hora do dia 03 de agosto
Aproveitando o momento, transcrevo aqui duas pequenas notas publicadas no jornal Zero Hora, da última sexta-feira, dia 03 de agosto.
Uma, a primeira, faz parte da coluna de Wianey Carlet, intitulado "Não chorem mais". Acho que vem na esteira do que já foi publicado aqui, e para ajudar a pensar nos insucessos brazucas pelas Olimpíadas.
A outra, do Tulio Milman, enviado da RBS para Londres, num comentário muito interessante sobre a relação (tensa) entre esporte e saúde. Bom ver isso publicado num jornal!
NÃO CHOREM MAIS - Wianey Carlet (Zero Hora, sexta-feira, 03 de agosto de 2012, pag.48)
Confesso que parei de assistir a disputas decisivas de esportes individuais em que estejam envolvidos brasileiros. Nâo quero mais testemunhar lágrimas de atletas vestindo culupas que não têm pela frustração de não consseguirem oferecer medalhas ao Brasil. Salvo minguadas exceções, são desportistas que comeram, alguns ainda comem, o pão que o diabo amassou até chegar a uma Olimpíada. Desembarcam nos jogos quase como anônimos, preparados como foi possível e sonhando com o pódio, o Hino Nacional e a alegria dos brasileiros que, dentro de um mês, terão esquecido aqueles heróis passageiros. Não quero mais testemunhas suas lágrimas, não por razões nacionalistas, quase sempre o motivo do desespero. São todos frutos de um país que não merece o choro dos seus atletas. Alguma autoridade brasileira deve abraçá-los e dizer que o país agradece pelo esforço de cada um. Medalhas são apenas bônus que premiam a dedicação de cada um. Nâo chorem mais, atletas brasileiros.
A RUPTURA - Tulio Milman (Zero Hora, sexta-feira, 03 de agosto de 2012, pag.53)
Começo a duvidar de uma verdade absoluta: o esporte faz bem à saúde.
Crises nervosas, vidas cheias de privação, lesões. Muitas lesões. Essa é a Olimpíadas que a gente não vê. Me recuso a aceitar que isso é normal. Normal é praticar atividades físicas como parte de uma vida equilibrada. Ter família, amigos, dias de preguiça, exagerar no churrasco de vez em quando. Isso é o normal.
Uma fratura exposta para milhões de pessoas, ao vivo. O sul-coreano Jaehyouk Sa, de 27 anos, não suportou a carga de 158kg no levantamento de peso. Diante das câmeras, o osso do braço fez "cléc" e se espatifou. Normal? De jeito nenhum. Normal é o osso, diante de um esforço compatível, ficar no lugar. Em nome do espetáculo, inventaram que superar os limites é bonito. Bonito é respeitar os limites que precisam ser respeitados, especialmente os do corpo.
No plano das ideias, fratura exposta pode até render Prêmio Nobel. No braço, não.
Continuemos... ainda temos mais uma semana, e os próximos 4 anos do ciclo olímpico para os Jogos no Rio de Janeiro, em 2016! que prato cheio, não?!
Uma, a primeira, faz parte da coluna de Wianey Carlet, intitulado "Não chorem mais". Acho que vem na esteira do que já foi publicado aqui, e para ajudar a pensar nos insucessos brazucas pelas Olimpíadas.
A outra, do Tulio Milman, enviado da RBS para Londres, num comentário muito interessante sobre a relação (tensa) entre esporte e saúde. Bom ver isso publicado num jornal!
NÃO CHOREM MAIS - Wianey Carlet (Zero Hora, sexta-feira, 03 de agosto de 2012, pag.48)
Confesso que parei de assistir a disputas decisivas de esportes individuais em que estejam envolvidos brasileiros. Nâo quero mais testemunhar lágrimas de atletas vestindo culupas que não têm pela frustração de não consseguirem oferecer medalhas ao Brasil. Salvo minguadas exceções, são desportistas que comeram, alguns ainda comem, o pão que o diabo amassou até chegar a uma Olimpíada. Desembarcam nos jogos quase como anônimos, preparados como foi possível e sonhando com o pódio, o Hino Nacional e a alegria dos brasileiros que, dentro de um mês, terão esquecido aqueles heróis passageiros. Não quero mais testemunhas suas lágrimas, não por razões nacionalistas, quase sempre o motivo do desespero. São todos frutos de um país que não merece o choro dos seus atletas. Alguma autoridade brasileira deve abraçá-los e dizer que o país agradece pelo esforço de cada um. Medalhas são apenas bônus que premiam a dedicação de cada um. Nâo chorem mais, atletas brasileiros.
A RUPTURA - Tulio Milman (Zero Hora, sexta-feira, 03 de agosto de 2012, pag.53)
Começo a duvidar de uma verdade absoluta: o esporte faz bem à saúde.
Crises nervosas, vidas cheias de privação, lesões. Muitas lesões. Essa é a Olimpíadas que a gente não vê. Me recuso a aceitar que isso é normal. Normal é praticar atividades físicas como parte de uma vida equilibrada. Ter família, amigos, dias de preguiça, exagerar no churrasco de vez em quando. Isso é o normal.
Uma fratura exposta para milhões de pessoas, ao vivo. O sul-coreano Jaehyouk Sa, de 27 anos, não suportou a carga de 158kg no levantamento de peso. Diante das câmeras, o osso do braço fez "cléc" e se espatifou. Normal? De jeito nenhum. Normal é o osso, diante de um esforço compatível, ficar no lugar. Em nome do espetáculo, inventaram que superar os limites é bonito. Bonito é respeitar os limites que precisam ser respeitados, especialmente os do corpo.
No plano das ideias, fratura exposta pode até render Prêmio Nobel. No braço, não.
Continuemos... ainda temos mais uma semana, e os próximos 4 anos do ciclo olímpico para os Jogos no Rio de Janeiro, em 2016! que prato cheio, não?!
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Zero Hora
Vale a pena? - Notas de Antonio Prata sobre nossos atletas olímpicos
Repercutindo aqui no blog uma breve crônica de Antonio Prata, publicada na Folha no dia 03/08.
Vale a leitura, valem as reflexões!
Agradeço à amiga e colega Prof. Priscilla Figueiredo por compartilhar conosco!
Vale a leitura, valem as reflexões!
Agradeço à amiga e colega Prof. Priscilla Figueiredo por compartilhar conosco!
Vale a pena?
Vendo
esses atletas ganharem medalhas, quebrarem recordes, suarem a camisa e
botarem os bofes pra fora na terra, na água e no ar, oscilo entre a
admiração e a pena.
Admiração
pelo talento, e, principalmente, pela força de vontade. Ó o Phelps: o
cara tá nadando desde os sete anos de idade, tá há 12 competindo em
Olimpíadas, querendo se tornar o maior medalhista de todos os tempos e
então, pronto, tornou-se. Bonito. Mas essa mesma força de vontade, tão
desproporcional quanto as coxas do Robert Förstemann --aquele ciclista
alemão que parece primo do He-Man-- me dá certa pena.
Coitados
desses caras! O Thiago Pereira disse que chega a vomitar após alguns
treinos. Cesar Cielo falou que sai das provas quase desmaiando. Esse
pessoal tá se preparando desde criancinha, atravessou a adolescência
focado, deixou de namorar, de viajar com os amigos, de passar mal depois
de beber Campari com Fanta Uva, enfim, deixou de fazer todas as
besteiras fundamentais da juventude para conseguir encostar numa parede
0,2 s antes, pular 1 cm mais alto, levantar 1 kg a mais. Valerá a pena
tanta dedicação?
Veja,
não é a inutilidade dos feitos que me incomoda. Pelo contrário. Acho
que, num mundo sem Deus e sem sentido, é uma postura nobilíssima dedicar
a vida a um jogo. Que bela vingança contra a morte, que elegante desdém
diante do vazio é especializar-se em meter uma bola entre três traves,
em rebater uma peteca por cima da rede, em dar piruetas e depois cair
numa piscina. Mas só vale se for possível extrair dessas atividades
algum prazer --e, com o nível de exigência que o esporte alcançou, acho
difícil que os atletas estejam se divertindo.
Quando
Phelps chegou em quarto, na sexta-feira passada, muitos se perguntaram
se ele teria realmente treinado menos do que o necessário e se, depois
de duas Olimpíadas de glória, Londres seria um fiasco. Secretamente,
torci por isso. Não porque queira mal ao nadador, mas porque achei que
veríamos então, finalmente, no meio de tantos super-heróis, um
espetáculo humano, demasiado humano: um homem que tinha tudo para ser o
maior de todos os tempos e deixou a chance escapar --por preguiça, por
tédio, por irresponsabilidade ou qualquer outra fraqueza comum a todos
nós. Esse fracasso seria uma lição bonita, mais bonita que suas
vitórias.
O
slogan de Londres 2012 é "Inspire a generation": Inspirar uma geração.
Inspirar para quê? Para que essa geração aprenda a abrir mão de tudo e
aguente toda a dor necessária em nome de um objetivo? É uma postura boa
para construir campeões e malucos. Daí saem medalhistas, soldados e
fiéis. É pra isso que serve o esporte? É isso o que queremos da vida?
Marcadores:
Antonio Prata; Folha; Olimpíadas/2012; crônica
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
DESCULPAS AO ESPORTE E AOS ATLETAS BRASILEIROS
Olá companheiros.
Analisando a conduta dos atletas brasileiros em pedirem desculpas após não terém conseguido êxito na obtenção das medalhas esperadas no pan de 2007, o professor Ronaldo Pacheco resolveu escrever um texto dizendo quem deveria realmente pedir desculpas a quem, observemos:
Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;
Desculpem pela falta de incentivo na base;
Desculpem pela falta de praças esportivas;
Desculpem pelo discurso de que o esporte serve para tirar a criança da rua' (é muito pouco se for só isso!);
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o 'esporte-brincadeira' e lhe impuseram o 'esporte-profissão';
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um 'exame de faixa';
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.
Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);
Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a 'Lei do Gérson' (coitado do Gérson);
Desculpem pelos secretários de esporte de 'ocasião', cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);
Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;
Desculpem por pensar em organizar 'Olimpíadas' se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se 'exilarem' no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.
Prof. MSc. Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho
Prof. da Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB)
Prof. da Universidade Católica de Brasília
Brasilllllll...
http://www.youtube.com/watch?v=78UHoEXRlwo&feature=player_embedded#!
Analisando a conduta dos atletas brasileiros em pedirem desculpas após não terém conseguido êxito na obtenção das medalhas esperadas no pan de 2007, o professor Ronaldo Pacheco resolveu escrever um texto dizendo quem deveria realmente pedir desculpas a quem, observemos:
Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;
Desculpem pela falta de incentivo na base;
Desculpem pela falta de praças esportivas;
Desculpem pelo discurso de que o esporte serve para tirar a criança da rua' (é muito pouco se for só isso!);
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o 'esporte-brincadeira' e lhe impuseram o 'esporte-profissão';
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um 'exame de faixa';
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.
Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);
Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a 'Lei do Gérson' (coitado do Gérson);
Desculpem pelos secretários de esporte de 'ocasião', cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);
Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;
Desculpem por pensar em organizar 'Olimpíadas' se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se 'exilarem' no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.
Prof. MSc. Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho
Prof. da Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB)
Prof. da Universidade Católica de Brasília
Brasilllllll...
http://www.youtube.com/watch?v=78UHoEXRlwo&feature=player_embedded#!
Maior Atleta olímpico de todos os tempos, PHELPS????
Pessoal, a mídia tem nos bombardeado com os feitos do nadador Norte-americano Michael Phelps, o que o tornou o maior medalhista olímpico de todos os tempos, muitos veículos também o consideram o maior Atleta olímpico de todos os tempos.
Acredito que em tempos de Espetáculo ele pode ser considerado o mais espetacular, o mais midiático, o que melhor reflete a ideologia dessa sociedade, mas, considero o maior Atleta olímpico de todos os tempos Jesse Owens. O também Norte-americano, que ganhou 4 medalhas de ouro, que valeram muito pois foram conquistadas nas entranhas da bárbarie nazista, em Berlim 1936.
Assim, sem desmerecer as conquistas de Phelps, deixo os meus parabéns a Jesse Owens, o maior atleta olímpico de todos os tempos!
Segue matéria de
Acredito que em tempos de Espetáculo ele pode ser considerado o mais espetacular, o mais midiático, o que melhor reflete a ideologia dessa sociedade, mas, considero o maior Atleta olímpico de todos os tempos Jesse Owens. O também Norte-americano, que ganhou 4 medalhas de ouro, que valeram muito pois foram conquistadas nas entranhas da bárbarie nazista, em Berlim 1936.
Assim, sem desmerecer as conquistas de Phelps, deixo os meus parabéns a Jesse Owens, o maior atleta olímpico de todos os tempos!
Segue matéria de
ROBERTO SHINYASHIKI
http://olimpiadas.uol.com.br/analise/roberto-shinyashiki/2012/08/02/phelps-lidera-em-medalhas-mas-esta-atras-de-owens-como-maior-atleta-olimpico-da-historia.htmquinta-feira, 2 de agosto de 2012
Rapidinhas Olímpicas (GALVÃO X RENATO) e Record em 3º na audiência
Pessoal olhem só.
Duas guerras... uma por suposta piada e outra pela audiência.
1- Galvão e Renato discutem ao vivo... na hora da conciliação Galvão fica no Vácuo.
http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2012/08/01/galvao-bueno-e-comentarista-discutem-ao-vivo-por-conta-de-piada-do-apresentador/
2- Record só consegue atingir a liderança da audiência durante a transmissão do Futebol Masculino. Rede Globo tenta bombar as novelas para superar a olimpíada...
http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/zapping/1130210-mesmo-com-olimpiada-record-fica-em-3-na-media-diaria-do-ibope.shtml
abç
Duas guerras... uma por suposta piada e outra pela audiência.
1- Galvão e Renato discutem ao vivo... na hora da conciliação Galvão fica no Vácuo.
http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2012/08/01/galvao-bueno-e-comentarista-discutem-ao-vivo-por-conta-de-piada-do-apresentador/
2- Record só consegue atingir a liderança da audiência durante a transmissão do Futebol Masculino. Rede Globo tenta bombar as novelas para superar a olimpíada...
http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/zapping/1130210-mesmo-com-olimpiada-record-fica-em-3-na-media-diaria-do-ibope.shtml
abç
terça-feira, 31 de julho de 2012
Em época de Jogos Olímpicos na Record... Monografia apresentada na UFS sobre a primeira experiência da emissora nos Jogos Pan Americanos de Guadalajara em 2011.
Boa noite observadores,
É com muita alegria que venho deixar a notícia, para os colegas do LaboMídia e observadores que acompanham o nosso blog, que o amigo Janderson Paixão apresentou hoje a sua monografia para conclusão da graduação do curso de licenciatura em Educação Física no Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe.
O trabalho foi orientado pelo companheiro de grupo e coordenador do LaboMídia/UFS, Cristiano Mezzaroba, e teve como título "ESPORTE E MÍDIA: DISCURSOS E REPRESENTAÇÕES PRESENTES NOS JOGOS PAN-AMERICANOS GUADALAJARA 2011”. A banca foi composta pelos professores Hamilcar Silveira Junior do DEF/UFS e pelo professor André Quaranta da SEED/SE. Em época de acompanhamento da cobertura realizada pela Record dos Jogos Olímpicos nada mais sugestivo do que um trabalho que analisa a primeira experiência da emissora com cobertura de mega eventos, os Jogos de Guadalajara que aconteceram em 2011 no México.
É a colaboração de mais um labomidiano que termina o curso e segue na área, pois o amigo Janderson já está concursado e convocado para ser professor na SEED/SE. PARABÉNS Janderson e ao orientador Cristiano Mezzaroba!!
Vida longa aos companheiros de minha querida terra natal, Aracaju/SE e vida longa também ao LaboMídia/UFS.
Parabéns a todos!
Abraços saudosos e gelados direto da fria Ilha da Magia!
E para não perder o costume... continuemos observando, os Jogos estão apenas no seu 4º dia!
sábado, 28 de julho de 2012
ANA PAULA PADRAO - Paga mico e chama Jornal da Record de Jornal da Globo...
Boa tarde observadores,
Como o camarada Dorenski comentou na última postagem do blog, abro parênteses aqui nas belas postagens do companheiro Rogério, mas não poderíamos deixar passar mais uma gafe em rede nacional da Ana Paula PADRÃO. Ontem, após participar das 3 horas de cobertura da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos (JO) de Londres a editora chefe e âncora do Jornal da Record, Ana Paula PADRÃO parece realmente ainda não ter se acostumado com a atual emissora que trabalha e continua seguindo o PADRÃO de jornalismo que ela fazia parte no seu antigo posto. A apresentadora, ainda claramente entusiasmada e eufórica com a presença no estádio olímpico, passou "batida" no teleprompter e anunciou o jornal que apresentava como "Jornal da Globo", vejam no vídeo.
Vale pensarmos mais uma vez no representativo poder que a Rede Globo tem na mídia nacional. Estaria a apresentadora Ana Paula PADRÃO tão emocionada e envolvida com a beleza da cerimônia de abertura que acabava de acontecer e nem se deu conta do que estava falando a ponto de retomar a memória do papel que ela exercia há tempos atrás? Ou a Rede Globo é tão pautada nos bastidores da Record como meta de superação e sobreposição comercial que a editora chefe acabou ficando com o nome de um dos principais telejornais da emissora concorrente na ponta da língua?
Esses Jogos Olímpicos estão mesmo ficando marcados na história da mídia nacional.
Continuemos atentos e observando!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Notas sobre a transmissão dos Jogos Olímpicos 2 - Para não agendar, Globo cobre apenas resultados
A Rede Globo pareceu
intensificar a posição de não-agendamento dos Jogos Olímpicos de
Londres 2012 (JO 2012), ou seja, ela não quer e não vai promover,
gerar demanda, fazer publicidade, criar audiência para o evento.
Afinal, os jogos são transmitidos pela empresas concorrentes. Ao que tudo
indica, a Globo não falará do que está por vir (programação) e
sim do que já aconteceu (resultados) – ainda assim brevemente,
seguindo a política de restrições do uso de imagens anunciada
oficialmente ontem nos seus telejornais e páginas na internet.
Com a nota de esclarecimento sobre a política da emissora durante a cobertura dos JO 2012, a Rede Globo se justifica e tenta manter sua credibilidade afirmando que seguirá os princípios da informação e dos direitos esportivos. Por outro lado, busca abafar a grande repercussão e estranhamento que a ausência das notícias olímpicas estão causando. Tal repercussão está nas redes sociais, como Facebook e Twitter, mas também nas notícias das empresas concorrentes, como a Record e o portal Terra, que possui os direitos de transmissão dos jogos para a internet (a cobertura online será assunto do próximo post). A Record, inclusive, manifestou-se antes e depois da Globo, primeiro explicitando qual seria a sua política de cessão de imagens dos jogos para as demais emissoras e depois se contrapondo a algumas informações da rede carioca.
Tal tendência de silêncio da Rede Globo já
estava explícita e foi anunciada aqui no blog pelo professor Giovani Pires: raras vezes a organização do evento e a
preparação dos atletas para os JO 2012 foram noticiadas na grade da
programação da emissora nos últimos meses. A seleção brasileira
de futebol masculino, repleta de atletas com menos de 23 anos, em
óbvia preparação para os JO 2012 durante os últimos amistosos
transmitidos pela Rede Globo, foi identificada, via de regra, como
time base para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e não como seleção
olímpica.
Mas o que mostrou o
radicalismo do silêncio foi o fato de que a emissora omitiu a
existência das partidas do futebol feminino durante todo o dia de
ontem, dentre as quais havia a presença da seleção brasileira. As
partidas só saíram da escuridão nos telejornais da noite: Jornal
Nacional e Jornal da Globo.
Em tempo: os jogos do
futebol masculino começaram esta manhã com diversas partidas. À
tarde teremos a primeira partida da seleção brasileira do
multimidiático Neymar. A presidente Dilma está em Londres para a abertura dos JO 2012 (e já esteve em reunião com a cúpula da Record, dentre eles Edir Macedo...). Acabo de acompanhar o Globo Esporte de Santa
Catarina. Dentre as chamadas do início do programa e do final de
cada bloco, nenhuma referência ao JO 2012. Durante o programa esportivo, apenas uma
pequena síntese dos acontecidos de ontem (jogo da seleção
brasileira feminina de futebol, rivalidade com as americanas, a
bandeira da Coreia do Sul colocada por engano no telão da partida da
Coreia do Norte). Mas nenhuma referência ao que está acontecendo
hoje. No Jornal Hoje desta quinta-feira, os JO 2012 não foram noticiados.
Vai que o telespectador fica sabendo e sintoniza na Record?...
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Notas sobre a transmissão dos Jogos Olímpicos 1 - O semi silêncio da Rede Globo em tempos de notícia mercadoria
“Se para
bom entendedor, meia palavra basta", é melhor ficar calado.
Na Rede Globo, emissora considerada a segunda maior rede de TV
comercial do mundo, não houve contagem regressiva. A peregrinação
da tocha, grande evento propagandístico a circular pelo mundo, foi
ignorada neste ciclo olímpico (sim, ela rodou novamente o mundo: até
o próximo dia 27 de julho, terá passado pela mão de 8000 pessoas
durante 70 dias de percurso).
A dois dias da sua abertura oficial, os Jogos Olímpicos de Londres
2012 (JO 2012) começam hoje, com o início do torneio de futebol
feminino e o primeiro jogo da seleção brasileira que tem em Marta,
5 vezes eleita a melhor jogadora do mundo na modalidade, seu
principal ícone. Ainda assim, o megaevento esportivo passou
despercebido no primeiro telejornal de cobertura nacional da grade
diária da Rede Globo, o Bom Dia Brasil.
Um importante foco para análises decorre do fato da Rede Globo ter
perdido a disputa pela aquisição dos direitos dos JO 2012 para a
rival Rede Record, única emissora aberta de televisão que
transmitirá o evento no Brasil. A disputa entre as redes não é
nova e envolve, para além dos altos investimentos concentrados
sobretudo no tripé esportes, jornalismo e telenovelas, sérias
acusações mútuas (1). De um lado, a Record acusa a Globo de práticas
que mantém um oligopólio sobre o setor e de relações ilícitas
com a CBF e dirigentes de clubes de futebol brasileiros. Do outro, a
Globo há tempos denuncia o financiamento da Record via Igreja
Universal do Reino de Deus, ação que teria possibilitado a compra
dos direitos de transmissão dos JO 2012 por cerca de 60 milhões de
reais, dobro do valor de mercado inicialmente previsto para a
negociação.
Teremos nas próximas semanas um privilegiado campo para observar, no
âmbito da mídia esportiva, como se comportam a produção e
veiculação da informação. Diante deste panorama de disputas
comerciais que giram em torno de um dos maiores eventos esportivos e,
consequentemente, econômicos do mundo, está em pauta a discussão
da função pública do jornalismo, sua tão cara – e ao mesmo
tempo frágil – relação com a objetividade, a imparcialidade, a
relevância social (2).
Ao reagir à perda dos direitos de transmissão dos JO 2012 com um
semi silêncio que parece visar diminuir a importância
do megaevento nos seus telejornais, a Rede Globo explicita o que há
muito já se sabe: para as redes privadas de comunicação,
jornalismo não é serviço público, notícia é produto vendível, mercadoria.
É seguindo essa mesma lógica que os noticiários esportivos se
aproximam cada vez mais de uma formatação espetacularizada. No meio
da suposta conexão que deveria existir entre realidade social e
realidade midiática, estão escancarados critérios de
noticiabilidade que envolvem potenciais de vendas e disputas
comerciais. E viva a indústria do entretenimento*.
* No dia em que começam os Jogos Olímpicos de Londres 2012, o destaque esportivo do Bom Dia Brasil foi o Tospericargerja, homem que recebeu o nome exótico em homenagem aos ídolos da Copa do Mundo de Futebol de 1970...
(2) Sobre a função pública do jornalista, ver o artigo "A função pública do jornalista: da imparcialidade à coesão social", de Mariano Ure, publicado na Revista Estudos em Jornalismo e Mídia.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
O ranço do COI e as mídias sociais
Comentário postado no blog do Erich Beting (http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/20/o-coi-e-seu-problema-com-as-midias-sociais/) dá conta da "cruzada" que o COI vem desenvolvendo, assim como alguns comites nacionais, para tentar impedir que os atletas comentem em suas redes sociais questões relacionadas aos jogos.
Em situação privilegiada, por estarem literalmente "dentro"do evento, os atletas comentam coisas do seu cotidiano na vila olímpica, mas também tem utilizado a estratégia para resistirem aos esquemas impostos de marketing (por ex., entrevistas programadas pela mídia e patrocinadores) e fazerem também a divulgação dos seus próprios patrocinadores.
Vale a apena acompanhar/observar essa queda-de-braço.
Em situação privilegiada, por estarem literalmente "dentro"do evento, os atletas comentam coisas do seu cotidiano na vila olímpica, mas também tem utilizado a estratégia para resistirem aos esquemas impostos de marketing (por ex., entrevistas programadas pela mídia e patrocinadores) e fazerem também a divulgação dos seus próprios patrocinadores.
Vale a apena acompanhar/observar essa queda-de-braço.
domingo, 15 de julho de 2012
Olimpíadas: o importante é faturar (Laurindo Lalo Leal Filho)
Olá amigos, como estamos as vésperas do início das Olimpíadas de Londres repasso um belo texto de Lalo Leal Filho, com ótima síntese do que há muito o Observatório da Mídia Esportiva vem constatando em diversas pesquisas....boa leitura!
Olimpíadas: o importante é faturar
Os Jogos Olímpicos de Londres terão cobertura exclusiva
da Record na TV aberta. Neste ano a euforia com que a Globo cerca
eventos desse tipo desapareceu. Em cada Olimpíada (ou Copa do Mundo)
éramos bombardeados por informações quase sempre sem nenhuma importância
transmitidas em qualquer programa da emissora.
Laurindo Lalo Leal Filho
(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de julho de 2012.
Será a primeira vez na história recente da televisão brasileira em que conquistas esportivas internacionais não serão transmitidas pela Globo. Os Jogos Olímpicos de Londres terão cobertura exclusiva da Record na TV aberta, a um custo aproximado de 60 milhões de dólares. Dos quais 22 milhões já foram recuperados com a venda para a Globosat dos direitos de transmissão para a TV paga.
Será a primeira vez na história recente da televisão brasileira em que conquistas esportivas internacionais não serão transmitidas pela Globo. Os Jogos Olímpicos de Londres terão cobertura exclusiva da Record na TV aberta, a um custo aproximado de 60 milhões de dólares. Dos quais 22 milhões já foram recuperados com a venda para a Globosat dos direitos de transmissão para a TV paga.
Neste ano a euforia com que a
Globo cerca eventos desse tipo desapareceu. Em cada Olimpíada (ou Copa
do Mundo) éramos bombardeados por informações quase sempre sem nenhuma
importância transmitidas em qualquer programa da emissora.
Nos
telejornais e nos auditórios era um desfilar permanente de atletas,
dirigentes, torcedores, sem faltar familiares de esportistas comemorando
vitórias ou chorando derrotas.
Às vésperas da abertura dos jogos
britânicos parece que eles nem existem para a emissora líder. Nos jogos
da seleção brasileira de futebol, preparatórios para as Olimpíadas,
esse fato não era mencionado. Ficava sendo apenas uma seleção de jovens
treinando para um futuro remoto.
Dos títulos importantes
conquistados pelo futebol brasileiro no mundo só o de campeões olímpicos
ainda não foi alcançado. A seleção de Mano Menezes pode quebrar esse
tabu que, se acontecer, não terá a narrá-lo o locutor oficial da Globo.
Outro fato inédito.
A exclusividade da Record torna os Jogos
Olímpicos deste ano mais discretos no Brasil, o que não é de todo mau. O
idealismo do Barão Pierre de Coubertin, fundador dos jogos da era
moderna, para quem o importante era competir, desapareceu há muito
tempo. Hoje o importante é faturar.
Falando em 1992, numa conferência em Berlim, pouco depois dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o sociólogo francês Pierre Bourdieu acusava o Comitê Olímpico Internacional (COI) de ter se transformado “numa grande empresa comercial, dominado por uma pequena camarilha de dirigentes esportivos e de representantes das grandes marcas comerciais (Adidas, Coca-Cola...) que controla a venda dos direitos de transmissão e dos direitos de patrocínio, assim como a escolha das cidades olímpicas”.
Muito antes disso, ainda nos anos 1970 ocorreu a virada mercantil dos jogos. A começar pelo fim da regra que impedia a participação de atletas profissionais. Completada com a dependência cada vez maior da TV. O espanhol Juan Antonio Samaranch, então presidente do COI, deixou isso claro ao dizer que "os esportes que não se adaptarem à televisão estarão fadados ao desaparecimento; da mesma forma, as televisões que não souberem buscar o acesso aos programas esportivos jamais conseguirão sucesso financeiro e de público."
Globo, Record e dezenas de outras emissoras em todo o mundo entenderam o recado. Assim como alguns esportes adaptaram suas regras para atender às exigências da TV. Tudo para facilitar o acesso das mensagens publicitárias às telas e às praças esportivas, mesmo se os produtos anunciados contrariem as boas práticas de uma alimentação saudável, sempre associada a vida dos esportistas.
Para as Olimpíadas de Londres, 42 empresas farão algum tipo de patrocínio relacionado aos Jogos. Entre as principais estão McDonalds e Coca-Cola, criticadas por médicos e ativistas sociais como responsáveis pelo aumento das taxas de obesidade nos Estados Unidos e na própria Inglaterra.
Claro que os campeões olímpicos devem passar longe desse tipo de alimentação, embora sirvam de garotos e garotas propaganda para aqueles produtos. O resultado são milhões de jovens estabelecendo a falsa relação entre as marcas anunciadas e o sucesso esportivo.
Os desdobramentos danosos das Olimpíadas não ficam por aí. As conquistas obtidas por atletas de ponta, exaltadas pela mídia, acabam por desqualificar a importância da prática esportiva moderada, sem exageros físicos, como fator de proteção à saúde.
Eventos esportivos não deixam de ser importantes para a divulgação de diferentes modalidades, desde que livres de imposições comerciais e patriotadas inconseqüentes. Devem ser tratados como momentos eventuais de processos contínuos, onde a prática esportiva é vista como lazer e não como uma disputa de vida ou morte.
Falando em 1992, numa conferência em Berlim, pouco depois dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o sociólogo francês Pierre Bourdieu acusava o Comitê Olímpico Internacional (COI) de ter se transformado “numa grande empresa comercial, dominado por uma pequena camarilha de dirigentes esportivos e de representantes das grandes marcas comerciais (Adidas, Coca-Cola...) que controla a venda dos direitos de transmissão e dos direitos de patrocínio, assim como a escolha das cidades olímpicas”.
Muito antes disso, ainda nos anos 1970 ocorreu a virada mercantil dos jogos. A começar pelo fim da regra que impedia a participação de atletas profissionais. Completada com a dependência cada vez maior da TV. O espanhol Juan Antonio Samaranch, então presidente do COI, deixou isso claro ao dizer que "os esportes que não se adaptarem à televisão estarão fadados ao desaparecimento; da mesma forma, as televisões que não souberem buscar o acesso aos programas esportivos jamais conseguirão sucesso financeiro e de público."
Globo, Record e dezenas de outras emissoras em todo o mundo entenderam o recado. Assim como alguns esportes adaptaram suas regras para atender às exigências da TV. Tudo para facilitar o acesso das mensagens publicitárias às telas e às praças esportivas, mesmo se os produtos anunciados contrariem as boas práticas de uma alimentação saudável, sempre associada a vida dos esportistas.
Para as Olimpíadas de Londres, 42 empresas farão algum tipo de patrocínio relacionado aos Jogos. Entre as principais estão McDonalds e Coca-Cola, criticadas por médicos e ativistas sociais como responsáveis pelo aumento das taxas de obesidade nos Estados Unidos e na própria Inglaterra.
Claro que os campeões olímpicos devem passar longe desse tipo de alimentação, embora sirvam de garotos e garotas propaganda para aqueles produtos. O resultado são milhões de jovens estabelecendo a falsa relação entre as marcas anunciadas e o sucesso esportivo.
Os desdobramentos danosos das Olimpíadas não ficam por aí. As conquistas obtidas por atletas de ponta, exaltadas pela mídia, acabam por desqualificar a importância da prática esportiva moderada, sem exageros físicos, como fator de proteção à saúde.
Eventos esportivos não deixam de ser importantes para a divulgação de diferentes modalidades, desde que livres de imposições comerciais e patriotadas inconseqüentes. Devem ser tratados como momentos eventuais de processos contínuos, onde a prática esportiva é vista como lazer e não como uma disputa de vida ou morte.
Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Como nasce uma pesquisa...
Registro de exatos quatro anos atrás, no Aulo´s, em Campinas, intervalo da 60ª R.A/SBPC...
Fala aí, Camarada Dorenski
Fala aí, Camarada Dorenski
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Dossiê "Corpo e Educação" - Revista Atos de Pesquisa em Educação (FURB)
Prezados colegas,
é com grande alegria que Fabio Zoboli, Priscilla Figueiredo e eu anunciamos a publicação on-line do dossiê "Corpo e Educação", da Revista Atos de Pesquisa em Educação da FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau/SC.
Confiram no link abaixo:
http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/issue/current/showToc
No início do próximo ano, sairá o dossiê sobre "Mídia e Educação", aguardemos!
Parabenizamos e agradecemos a Profa. Neide pelo trabalho e pelo empenho com o periódico!
é com grande alegria que Fabio Zoboli, Priscilla Figueiredo e eu anunciamos a publicação on-line do dossiê "Corpo e Educação", da Revista Atos de Pesquisa em Educação da FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau/SC.
Confiram no link abaixo:
http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/issue/current/showToc
No início do próximo ano, sairá o dossiê sobre "Mídia e Educação", aguardemos!
Parabenizamos e agradecemos a Profa. Neide pelo trabalho e pelo empenho com o periódico!
NEGOCIATAS DO ESPORTE: JUSTIÇA SUÍÇA LIBERA DOCUMENTOS QUE PODEM INCRIMINAR TEIXEIRA E HAVELANGE
Há mais ou menos um ano divulguei aqui no
blog as denúncias do jornalista da BBC Andrew Jenings, contra Ricardo Teixeira
e João Havelange. Nessas Andrew Jenings acusa- os de terem recebidos propinas
nas últimas duas décadas de uma empresa Suíça de marketing esportivo de nome
ISL. Em troca a ISL recebia contratos lucrativos para a Copa do Mundo FIFA. Essa empresa ISL foi a falência no ano de
2001, e os “gangsters” da FIFA tem tentado
desesperadamente manter ocultas as investigações realizadas por
promotores criminais.
De acordo com o dossiê do caso, dois
dirigentes da FIFA (Ricardo Teixeira e João Havelange), receberam propinas da ISL no final dos anos 90, mas
teriam feito um acordo e devolveram parte do dinheiro para garantirem o sigilo
de suas identidades. Na Suíça alguns casos criminais costumam ser resolvidos
dessa maneira.
Mas nessa quarta-feira (11), depois de inúmeras
acusações de jornalistas para que fosse quebrado o sigilo dos malacos, a
justiça Suíça concordou que o caso é de interesse público e divulgou os
documentos que podem incriminar Ricardo Teixeira e João Havelange. Segundo os documentos,
Teixeira teria recebido 12,74 milhões de francos suíços, equivalente a 26,5
milhões de reais na atualidade. Esse dinheiro era proveniente da empresa SANUD, cujo o Senador Álvaro
Dias já teria divulgado acusações no ano de 2001, mas os Ministério Público
brasileiro não agiu sobre as mesmas.
Havelange e Teixeira também receberam 5 milhões de francos suíços, equivalente
a 10 milhões de Reais, de uma empresa chamada Renford Investments LTD. Havelange ainda recebeu outro pagamento de 1,5 milhão de francos suiços (R$ 3,1 milhões). Essa transferência irregular ao cartola era conhecida pelo presidente da FIFA, Joseph Blater, segundo o dossiê ISL. A empresa ISL usava a empresa SANUD para lavagem de dinheiro, a lavagem acontecia da
seguinte maneira: O dinheiro saia da Suiça (ISL) para Liechtenstein (SANUD) e
enfim chegava aos dirigentes da FIFA.
Segue a publicação: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1118473-teixeira-e-havelange-receberam-r-40-milhoes-de-suborno-da-isl.shtml
Entrevista de Andrew Jennings a Romário sobre o assunto, em 13-08-2011: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/romario-entrevista-jornalista-que-denunciou-ricardo-teixeira
Continuemos observando.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Em tempos de greve...
Olá companheiros, trago para vocês um artigo
do professor e filósofo Paulo Ghiraldelli da UFRRJ sobre o atual momento vívido no ensino superior.
Não há nenhum complô do governo Dilma contra as universidades federais. As universidades federais entraram em greve não por uma decisão do governo em diminuir a qualidade do ensino por meio de arrocho salarial.
Ao contrário, elas entraram em greve pela razão de que há uma despreocupação do governo Dilma em tomar cuidado para que as universidades federais não se transformem em grandes colégios.
Pela maneira como o nosso progresso se deu, acabamos por nos acomodar com a seguinte situação: se precisamos de pesquisa de ponta, parece que ficamos satisfeitos com o que faz a USP e a Unicamp, e se o nosso ensino médio público não funciona mais, parece que ficamos mais satisfeitos ainda em transformar toda a rede federal de ensino superior em um bom substituto do ensino médio.
Desse modo, que o Estado de São Paulo arque em manter universidades com o nome de universidades, pois aí as federais poderão, dessa maneira, terem professores melhor pagos que os de ensino médio para fazer melhor o que o ensino médio fazia. Não é que um governo tomou essa decisão. Mas várias decisões de ordens diferentes foram tomadas nos governos FHC, Lula e agora Dilma que colaboraram para que, no frigir dos ovos, esse seja o resultado.
Como resultado, o que está se configurando é exatamente isto: não é necessário que o professor de ensino superior federal tenha o salário que tinha, já que as federais não conseguiram despontar no ranking mundial. Ora, não há razão de termos mais ciência nacional, filosofia feita em casa e tecnologia para nós mesmos se, no cômputo maior, vamos trabalhar com importações, e no miúdo e contingente, podemos trabalhar com a USP e a Unicamp.
Esse pensamento não corre pela cabeça de ninguém individualmente, no entanto, é exatamente isso que aparece como a intenção que poderíamos imputar à política brasileira dos últimos dezoito anos. Ninguém intencionou isso. Mas, o resultado de intenções diversas e, talvez, até contrárias a isso, está levando a essa situação.
O regime de trabalho de dedicação exclusiva do professor universitário deve ser preservado. Não se pode jogar fora a rede universitária federal como rede universitária. Ela não pode e não deve ser uma nova rede de alfabetização hipertardia, como ocorreu com as faculdades particulares criadas no boom do ensino superior gerado pela ditadura militar.
Vivemos o desprestígio do professor universitário, porque já se sente que ele deixará de ser um produtor para ser um reprodutor de conhecimento. É um efeito colateral do tipo de desenvolvimento que estamos tendo.
Um subproduto desse desenvolvimento é a busca de desenvolvimento pessoal de cada brasileiro sem que isso signifique ampliação de cultura. Pode significar conquista de diploma, mas não um salto para se transformar em um indivíduo melhor. Esse sonho do brasileiro de “se fazer pela educação” foi o sonho dos da classe média ou mesmo dos trabalhadores até 1970 ou 1980. Não é mais o que o brasileiro pensa.
A presidente Dilma faria muito se pudesse retardar essa desgraça, até que a sociedade, talvez por sorte, venha a acreditar que vale a pena ter bons professores universitários, e que para tal se deve pagá-los com um salário que, na entrada dos anos noventa, não era um salário ruim. Pois, se a sociedade voltar a pensar assim, então o mecanismo normal do parlamento democrático, suscetível à população, funcionará em favor da universidade.
sábado, 7 de julho de 2012
Estas mãos são da Ginasta Jader Barbosa. Nailene que está fazendo o estudo de recepção - sujeita da pesquisa - me passou. Fiquei horrorizado! Já vi mãos assim no campo, pegando a enxada no trabalho árduo e duro. Não é diferente para estas crianças que são adulteradas muito cedo em nome de um sonho olímpico...o desabafo da atleta era por ser cortada da seleção, mas, gostaria pegar a questão da exploração do trabalho infantil...isso mesmo, por que será que Ministério do Trabalho, o PETI, Criança não sei o quê, pastoral o escambal...não intervem nisso heim? Bem, não precisam me dizer, eu sei a resposta e ainda vou sair por ruim nessa história...vamos observando!
Disciplina ou Atividade? O que é Educação Física?
Um academico portugues de intercambio falou sobre isso na apresentação do seminário do seu grupo, ontem, em Fundamentos Histórico-Pedagógicos da EF. Eis que encontro o assunto hoje, nos destaques do google.
Em Portugal, a partir de 2014, as notas obtidas pelo estudante em Educação Física no ensino médio não contarão mais para a seleção de acesso ao ensino superior (como se sabe, lá não há vestibular, é o curriculo escolar que define).
Isso dá o que pensar. Qual a importância dos conhecimentos da Educação Física para a formação da criança e do jovem? Lembrando o Lino Castellani, "temos o que ensinar"? Ainda: o que ensinamos na escola contribui para o quê?
Sem valer as notas para a constituição do currículo, me atrevo a dizer que, na real, estão desconsiderando a EF como disciplina ou componente curricular, tratando-a como mera atividade (ou prática). Tal como aqui, onde a EF nunca entrou no vestibular. Agora, dizem que vai ter questões no ENEM... é de se observar para ver o tipo de abordagem que farão...
Portanto, o que destaco é retrocesso que a decisão dos irmãos lusitanos representa. Nós, brasileiros, já conhecemos isso bem.
Vejam a matéria em: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=568361&tm=8&layout=122&visual=61
Continuamos...
Em Portugal, a partir de 2014, as notas obtidas pelo estudante em Educação Física no ensino médio não contarão mais para a seleção de acesso ao ensino superior (como se sabe, lá não há vestibular, é o curriculo escolar que define).
Isso dá o que pensar. Qual a importância dos conhecimentos da Educação Física para a formação da criança e do jovem? Lembrando o Lino Castellani, "temos o que ensinar"? Ainda: o que ensinamos na escola contribui para o quê?
Sem valer as notas para a constituição do currículo, me atrevo a dizer que, na real, estão desconsiderando a EF como disciplina ou componente curricular, tratando-a como mera atividade (ou prática). Tal como aqui, onde a EF nunca entrou no vestibular. Agora, dizem que vai ter questões no ENEM... é de se observar para ver o tipo de abordagem que farão...
Portanto, o que destaco é retrocesso que a decisão dos irmãos lusitanos representa. Nós, brasileiros, já conhecemos isso bem.
Vejam a matéria em: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=568361&tm=8&layout=122&visual=61
Continuamos...
Marcadores:
acesso ao ensino superior,
Educação Física,
Portugal
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Participação do LaboMinas na Intercom Sudeste
venho socializar com todos que a participação do grupo de estudos Observatório da Mídia Esportiva da UFSJ, carinhosamente conhecido como LaboMinas, no Intercom Regional Sudeste, que aconteceu em Ouro Preto/MG, entre os dias 28 e 30 de Junho. Além de minha participação e do acadêmico Galdino Rodrigues no Evento, o grupo divulgou resultados parciais de nossa primeira pesquisa coletiva, na forma de comunicação oral, com o artigo "A MÍDIA EM DEBATE NA CAMPANHA #FORARICARDOTEIXEIRA DO TWITTER" - que foi publicado nos Anais do Evento (para acessar o trabalho clique aqui). O estudo foi super bem acolhido pelos colegas da Comunicação Social e muito elogiado no debate. Além disso, foi uma ótima oportunidade para divulgarmos o grupo e nossas publicações. Esperamos agora publicar o trabalho na íntegra em um periódico da área de Educação Física e outros resultados parciais no Congresso Regional do CBCE e no IV ENOME, em São João Del Rei.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Jogar futebol nos grandes centros... é ser trabalhador/proletário?
Como vão observadores?
Após uma semana com vários acontecimentos futebolísticos trago aqui apenas uma provocação para que possamos dar prosseguimento ao "Papo de Boleiro" que temos mantido por aqui e também para discutirmos alguns temas que "vira e mexe" sempre aparecem nas pautas de discussão do futebol mundial.
Durante os últimos jogos da Eurocopa o jogador Mario Balotelli, do milionário Manchester City e atacante da seleção italiana, se destacou marcando alguns gols importantes durante a competição européia, mas foi criticado pela "marra" que vinha apresentando nas comemorações e nas participações de entrevistas com a imprensa.
Mas após a repercussão das suas polêmicas atitudes, Balotelli, deu algumas declarações em seus microblogs e nas suas páginas na internet que apresentam um outro lado do jogador. A forma de pensamento e um pouco da sua história de vida foram colocadas por ele como justificativas para as atitudes que vinham sendo comentadas e criticadas nas pautas jornalísticas.
Uma das principais críticas que foram direcionadas ao jogador ganês, naturalizado italiano, foram referentes às suas comemorações, ou melhor, não comemorações de gols e ai logo em seguida ele deu a declaração que está na imagem ao lado... "Não comemoro porque é meu trabalho. Você já viu um entregador de pizza comemorar uma entrega?"
Sem a pretensão de me tornar advogado de defesa do jogador - até porque não cabe em minha formação - mas coloco em pauta aqui no blog para discutirmos mais desta polêmica relação de interesses entre a mídia, os jogadores e seus respectivos procuradores e patrocinadores. Além também, da relação de trabalho, função de produção operária e remuneração, tudo isso pensado nesse mercado de muitas cifras que é o futebol dos grandes centros.
Fica aqui uma provocação esperando aos aficionados por futebol e também aos observadores e pensadores críticos se manisfestarem para mantermos o nosso Papo de Boleiro qualificado do Blog!
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