segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ERIC HOBSBAWM

Olá pessoas, olha só o que vi hoje no portal do IG...infelizmente, chega a hora de todo mundo. Este foi e será sempre um autor que marcou e marcará minha vida, acadêmica, política e principalmente na minha formação humana...Desculpem-me, mas, acho que merece o registro no nosso Blog

" O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu em Londres aos 95 anos, segundo informação divulgada por sua família nesta segunda-feira. 
O intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século 20 e escreveu "A Era das Revoluções" , "A Era do Capital" , "A Era dos Impérios" , "A Era dos Extremos" , entre outras obras."

domingo, 30 de setembro de 2012

Megaeventos - boa dica de periódico temático

Pessoal,

O Marcio passou a indicação de um número temático de um periódico pernambucano (Coletiva) sobre megaeventos, com autores muito bons e entrevista com o Juca Kfouri.
Imperdível!
Ver em: http://www.coletiva.org/site/index.php?option=com_k2&view=item&layout=item&id=107&Itemid=72

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Lançamento de Livros do CONECE/BA

Olá amigos, Venho compartilhar aqui uma foto do lançamento do nosso Livro com o título Projeto Orla: Estrutura, equipamentos e usos da Orla na Praia de Atalaia em Aracaju/SE, que aconteceu em Feira de Santana/BA no dia 20 de Setembro de 2012, no CONECE, Congresso Nordeste de Ciências do Esporte. Nesse mesmo dia aconteceu também o lançamento do livro do nosso colega de grupo, o Professor Fábio Zoboli, com o título Cisão CorpoMente: espelhos e reflexos nas práxis da Educação Física. É isso galerinha, agora que venha o ENOME.

domingo, 23 de setembro de 2012

Participação do LaboMídia UFSJ no IV Congresso Sudeste de Ciências do Esporte

Olá amigos,
venho divulgar aqui a participação do LaboMídia UFSJ no IV Congresso Sudeste de Ciências do Esporte, entre os dias 17 e 21 de Setembro, em Vitória -ES. O grupo esteve representado por dois trabalhos apresentados no GTT Comunicação e Mídia, um deles entitulado "EDUCAÇÃO FÍSICA E MÍDIA – EDUCAÇÃO: BASQUETEBOL E SISTEMATIZAÇÃO DE CONHECIMENTO NO ENSINO FUNDAMENTAL II, de autoria de Rodrigo Augusto Resende Morais, e a pesquisa coletiva do grupo "CARACTERISTICAS DO DEBATE PÚBLICO A RESPEITO DO ESPORTE NA #CAMPANHA FORARICARDOTEIXEIRA NO TWITTER", apresentada por Galdino Rodrigues de Sousa e Diego S. Mendes. Os textos em breve estarão disponíveis no site do evento: http://www.conesef.pro.br/
Além disso, nosso colega Gilson Cruz Junior, do grupo de Floripa, ministrou o Mini-curso "Mídia-Educação (Física): provocações..."
É a galera do LaboMídia/UFSJ fazendo parte da história da divulgação dos estudos de Mídia e Educação Física na região Sudeste! Que venham os próximos eventos, especialmente o IV Enome - Encontro Nacional do Observatório da Mídia Esportiva - na UFSJ, em Novembro!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Motrivivencia 38 publicada!

Com satisfação, informamos que a Motrivivência ano XXIV, n. 38 (jun/2012) acaba de ser publicada no portal de periódicos digitais da UFSC.

O tema do dossiê são os programas sociais de esporte e lazer; temos também as seções de artigos e porta aberta. Convidamos a todos a navegarem em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/issue/current

Em meu nome e do Mauricio Roberto da Silva, editores da revista, queremos destacar e agradecer mais uma vez o relevante trabalho desempenhado pela mestranda Bianca Poffo, nossa coordenadora editorial, assim como a cooperação inestimável dos amigos do portal de periódicos, nas pessoas do Alexandre e da Andrea Grants.

A capa vai aqui embaixo:



domingo, 16 de setembro de 2012

ComCiencia: tecnologias na educação e EAD

Dica do Compadre Laércio: a revista do LabJor/UNICAMP, a ComCiência n. 141 acaba de ser publicada com artigos relacionados à temática EAD e as tecnologias na educação.
Está disponível em http://www.comciencia.br/comciencia/.
Vale a pena navegar pela revista, tem textos, reportagens e resenhas muito interessantes.
Boa leitura!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Palestra do Dr. James Paul Gee no IV Seminário de pesquisa em mídia-educação e I Seminário UCA BASC.


domingo, 9 de setembro de 2012

$eleção Bra$ileira

Nesta semana pude acompanhar algumas notícias relacionadas aos jogadores convocados por Mano Meneze$, atual técnico da seleção brasileira. No entanto, a maioria das notícias se referem aos valores das negociações de alguns jogadores convocados. 

Um exemplo é a notícia do globoesporte.com, falando sobre o valor do quarteto da seleção brasileira Hulk, Thiago Silva, Oscar e Lucas, que somadas as suas transações, são nada mais, nada menos que R$434 milhões (veja aqui). E na manhã de hoje (09/09/12) a primeira notícia que li, no blog do Paulinho, foi a de que desde que Mano assumiu a seleção brasileira, os jogadores por ele convocados já renderam R$ 1 bilhão em negociações, no prazo de 2 anos.

Uma campanha muito forte para a saída de Ricardo Teixeira do comando da CBF foi necessária para uma mudança no comando do nosso futebol, mas ao que parece nada mudou nos bastidores. Ao que parece a seleção brasileira, antigamente respeitada, nada mais é que uma vitrine para os empresários ligados aos comandantes da seleção brasileira Mano Menezes e Andrés Sanches.  Este esquema foi denunciado pelo deputado Romário esta semana em seu twitter. 

É o futebol brasileiro tomando rumos que me fazem acreditar que este esporte irá se tornar um esporte voltado para as classes sociais mais altas, pois tamanho o investimento que os clubes terão que fazer para manter ou comprar jogadores será muito alto, e de alguma forma estes clubes terão que reaver o prejuízo, e quem acabará pagando o pato, seremos nós torcedores.

São os novos e tristes rumos do futebol, a nós resterá o dever de contar as próximas gerações de como este esporte um dia moveu multidões sem nenhum interesse financeiro.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Gordo ativo agora é saudável... mudança paradigmática no campo hegemônico da EF? Será?

Não tenho como não compartilhar com vocês a informação que acabo de ler. Até porque, no mesmo dia em que vejo notícias que questionam o uso de isotônicos (e a denúncia de que suas indústrias criaram uma "cultura de hidratação" na base dos discursos científicos - e aí fica a pergunta: a que, e a quem, destina-se a ciência?), apareceu essa que condiciona a obesos que praticam atividades físicas, "gordos ativos" uma boa condição saudável, igualando aos "magros". Qualquer magro então é saudável? Será que a partir desses dados, a gente não poderia pensar para além do que se manifesta e do que sempre se pretende "comprovar" (pricipalmente a Educação Fisica e a Medicina), ou seja, por detrás dessa questão do bem-estar ou do "ser saudável" tem muito mais segredos do que a simples prática de atividade física?
Copio o link da UOL... leiam e pensem a respeito! O debate está aberto...

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1148508-gordo-ativo-e-tao-saudavel-quanto-magro-dizem-estudos.shtml

05/09/2012 - 05h02

Gordo ativo é tão saudável quanto magro, dizem estudos

DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA + SAÚDE"

Dois estudos publicados hoje questionam o conceito já cristalizado de que gordura extra é sempre sinal de maior risco para a saúde.
O fenômeno é chamado pelos pesquisadores de paradoxo da obesidade: em certos casos, os quilos além da conta não indicam perigo e podem até ser protetores.
A primeira pesquisa analisou dados de 43 mil americanos divididos em grupos conforme o nível de obesidade e os resultados em testes de colesterol, pressão arterial e condicionamento físico.
Após um acompanhamento de cerca de 14 anos, os médicos, liderados por Francisco Ortega, da Universidade de Granada (Espanha), perceberam que os obesos considerados saudáveis após os exames tiveram um risco 38% menor do que os não saudáveis de morrer por qualquer causa. A redução de morte por problema cardíaco ou câncer foi de 30% a 50%.
O desempenho desses gordos "em forma" ao longo do tempo foi similar ao dos magros saudáveis, segundo o estudo, publicado hoje no "European Heart Journal".
Outro trabalho, na mesma edição da revista especializada, analisou, por três anos, a mortalidade de 64 mil suecos com problemas cardíacos (como angina e infarto) submetidos a um exame de imagem para determinar a saúde de suas artérias coronárias.
Os pacientes foram subdivididos de acordo com seu IMC (índice de massa corporal, calculado dividindo o peso em quilos pela altura ao quadrado, em metros).
O gráfico de mortalidade ficou em forma de "U": quem estava nos extremos (muito magros ou obesos mórbidos) tinha risco mais alto de morrer do que paciente intermediários, com sobrepeso ou obesidade moderada.
De acordo com o cardiologista Eduardo Gomes Lima, do Hospital 9 de Julho, esses achados propõem um questionamento ao uso do índice de massa corporal como método para avaliar obesidade.
"Dizer que um IMC a partir de 30 significa obesidade é suficiente? Nessa população vai ter obeso de verdade, mas também uma população com boa condição física, com muita massa magra. Não dá para colocar o IMC como grande definidor de prognóstico dos pacientes."
A pesquisa que acompanhou os americanos credita o melhor condicionamento físico dos obesos saudáveis como responsável pelo menor risco de morte observado nesse grupo em relação aos não saudáveis.
De acordo com o cardiologista Raul Santos, diretor da unidade de lípides do Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo), os exercícios reduzem o impacto dos efeitos prejudiciais da gordura.
"O exercício tem ação anticoagulante, ajuda a dilatação dos vasos e melhora a resistência à insulina, tendo um efeito contrário ao da obesidade. É melhor ser um obeso que se exercita do que um magro sedentário."
Para Santos, no caso do estudo com cardíacos, o efeito protetor conferido aos obesos moderados é mais difícil de explicar. Uma possibilidade é a de esse grupo ter pessoas com menos gordura abdominal, que produz substâncias inflamatórias e é um conhecido fator de risco cardíaco.
"Recomendamos a quem tem problema cardíaco perder peso, especialmente se a pessoa for barriguda."
Lima afirma que não se deve ficar com a impressão de que a obesidade não tem consequências. "A obesidade mórbida sempre está associada a um prognóstico pior."
Para ele, o importante é a necessidade de redefinir os limites da obesidade. "Talvez a gente esteja sendo muito rígido nessa avaliação."

domingo, 2 de setembro de 2012

Lá como cá?

Estudiosos britânicos das Ciências do Esporte  acreditam que os Jogos Olímpicos de Londres não deixarão nenhum legado relevante para a EF escolar.

Entre outras coisas, eles acusam a falta de investimentos em programas para o ensino e o incentivo à prática esportiva nas escolas primárias, enquanto que os fundos para o esporte de alto rendimento, que valeu à Inglaterra o terceiro lugar no quadro de medalhas, ficaram a maior fatia de recursos.

Vale a pena ler em: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI6116860-EI8266,00-Para+especialistas+legado+olimpico+em+escolas+britanicas+e+improvavel.html

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O Jornal LaboMidia chega a sua 10a edição...

Está no site do LaboMidia a mais nova edição do Jornal LaboMídia, a "comemorativa", já no seu décimo número. Confiram:

http://www.labomidia.ufsc.br/Informativo/info10.html

Aguaramos contribuições, sugestões e críticas! Boa leitura!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As redes sociais em duas versões!

http://globoesporte.globo.com/se/noticia/2012/08/zagueiro-provoca-rivais-em-rede-social-e-tjd-pode-entrar-com-acao.html

http://blogs.pop.com.br/tecnologia/opiniao-diario-de-classe/


Cliquem nos links e vejam os dois fatos. As redes sociais chegaram e definitivamente entraram em pauta. Em todos os âmbitos sociais elas estão inseridas e são utilizadas de diversas maneiras com os mais variados objetivos.

No primeiro caso, um atleta de um time sergipano que disputa a série A-2 do campeonato estadual insultou e ameaçou jogadores do time rival com palavras de baixo calão e até, de certa forma, induzindo e incentivando a violência entre as torcidas locais. A justiça desportiva do Estado já está analisando o fato e deve se pronunciar nos próximos dias.

O segundo caso é sobre a aluna de 13 anos, de uma escola municipal de Florianópolis, que criou uma comunidade no facebook para denunciar problemas do cotidiano e da estrutura da escola. A página passou a fazer sucesso e se tornou um espaço em que vários outros alunos espalhados pelo Brasil se sentiram a vontade para compartilhar os seus problemas. Este se tornou mais um desses tópicos que transcendem a dimensão das redes sociais e vão parar nos noticiários de sites jornalísticos. Não se espantem se logo, logo a menina estiver aparecendo na TV.

Aqui apresento dois casos que envolvem o ambiente virtual de comunicação das redes sociais e que nós, observadores da mídia, devemos estar sempre atentos, principalmente por ser um espaço, relativamente, recente no nosso cotidiano. O primeiro caso é reflexo do amadorismo que cerca o futebol do interior do Brasil e que é maquiado pelo grande e caro mercado do Brasileirão Série A. Os termos utilizados e a perspectiva de atuação no futuro jogo apresentada pelo jogador do time sergipano nos deixa uma pista da formação esportiva que a maior parte dos jogadores e esportistas espalhados pelo Brasil deve ter. O segundo caso aponta aquilo que os estudos que estão sendo desenvolvidos no contexto da mídia-educação nos tem indicado. As crianças podem ser consideradas "nativas digitais" e o trato didático-pedagógico com a mídia é sim necessário, mas para além da necessidade, a apropriação, educação e formação para/com/através da mídia deve ter sentido e significado para os alunos.

Ficam os links para conhecimento dos casos e a breve provocação para discutirmos e colocarmos/mantermos esse tema em nossas pautas diárias.

Abraço



 

domingo, 26 de agosto de 2012

Amigos, me permito reproduzir aqui mensagem do Ferrari à lista do LaboMidia, dando divulgação ao evento de mídia-educação promovido pelo NICA (Nucleo Infancia, Comunicação e Arte) do CED/UFSC:
Valeu, Digão! 

 
Pessoal, o site novo do NICA está no ar e lá estão as informações sobre o IV Seminário de pesquisa em mídia-educação e primeiro seminário UCA BASC ocorrerão nos dias 04, 10 e 11 de setembro de 2012 no auditório do CED e CCE/UFSC em Florianópolis. 
Para fazer a inscrição para o vento é só clicar aqui.

Abraços, Digão

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Equilíbrio Crítico

Amigos, fiz um exercício de transformar algumas de minhas reflexões em vídeo e decidi compartilhar com vocês, pois elas fazem parte de nosso grupo.


Segue um texto da minha dissertação para complementar a reflexão:

"Para Adorno e Horkheimer (1985), a racionalidade que se desenvolveu no período histórico conhecido como Iluminismo, século XVIII, foi reduzida à dimensão instrumental e está a serviço apenas da dominação da natureza via a racionalização do trabalho. Os autores refletem sobre esse processo e sugerem que o movimento iluminista, edificado sobre a razão como possibilidade de desencantamento da natureza, acaba se igualando ao seu contrário, o mito. Segundo esses autores, essa noção se fundamenta no medo e a consequente vontade de dominar a natureza para se auto-conservar como sentido que alimenta o modo de produção da vida, tanto na antiguidade como na modernidade". 


domingo, 19 de agosto de 2012

Vem ai o IV ENOME...confira!

Olá amigos,

já esta no ar o site com as informações sobre o IV ENOME - Encontro Nacional do Observatório da Mídia Esportiva, que acontecerá em São João Del Ri/MG, na UFSJ, entre os dias 13 e 14/11 de 2012.

Todas as informações a respeito das inscrições, submissão de trabalhos, programação,entre outros estão disponível no site, que você pode acessar por aqui, no link presente nas Abas superiores do nosso blog, ou diretamente no endereço http://www.enome4.com

Acesse, confira e, principalmente, PARTICIPE conosco!!!

sábado, 18 de agosto de 2012

Por quê? - Mais um texto sobre as Olimpíadas/2012

Seguindo aqui com a "compilação" de alguns textos que analisam as Olimpíadas/2012, a participação brasileira, as repercussões, a nossa (inexistente e pobre) cultura esportiva (na prática e nos comentários pela internet, como vemos!), segue um outro texto, de SÍRIO POSSENTI, no seu Blog do Portal Terra. Vale a leitura! Bem interessante...

http://terramagazine.terra.com.br/blogdosirio/blog/2012/08/16/por-que/

POR QUÊ? - Sírio Possenti
Eventos como as Olimpíadas são uma ocasião para compreender melhor certos aspectos de um país, especialmente de sua cultura.
Por exemplo, há aparentes contradições, algumas um pouco estranhas. A mais óbvia, neste evento que acaba de acabar, é que o Brasil não ganhou ouro no futebol, apesar de praticamente todos os homens praticaram este esporte em algum momento da vida, o que forneceria uma base para o surgimento de atletas (não é assim que se explica o alto nível do basquete americano?). Por outro lado, três maratonistas brasileiros ficaram entre os 15 melhores. Quem imaginaria que somos um país em que há pessoas que se dedicam a correr provas longas, em vez de correr atrás de uma bola?
Um dos lugares comuns mais repetidos é que esporte precisa de investimento. Qual é o investimento em maratonistas? E no futebol?
Olimpíadas e Copa do Mundo ajudam muito a entender a imprensa. Creio que se pôde ver como a nossa é pobre. O Brasil foi mal em muitas competições, é certo, embora nunca tenha conquistado tantas medalhas,  por incrível que pareça. Mas o que eram aqueles caras na Record, e mesmo os mais profissionais, como a delegação da ESPN e a dos canais por assinatura da Globo? Torciam, enganavam, erravam em vez de informar e de estarem informados. Todos se surpreenderam com alguns resultados, como o de Zanetti, nas argolas, simplesmente porque nenhuma emissora se deu ao trabalho de visitar uma vez sequer a academia em que ele treina. Quem conhecia Zanetti, além dos parentes? E a ganhadora de ouro no judô (nem sei mais o nome dela, ninguém a menciona, acabou!), ou mesmo a outra que, praticamente sozinha, ganhou um bronze no pentatlo moderno? Você sabia que existe uma competição de pentatlo moderno?
Nossas emissoras exibem campeonatos de futebol argentino, mexicano, russo. Logo vão mostrar o japonês e o egípcio. Mas qual delas fala de outros esportes? Ah, sim, fala, dirá o leitor. Transmite a Fórmula I e a Fórmula Indi…
O mais grave, a meu ver, foi a volta de discursos velhos sobre o brasileiro, sua psicologia, sua “vontade”, sua capacidade de corresponder na hora H. Só faltou dizer que os fracassos se devem à nossa mistura de “raças”, como se fez há décadas, quando a culpa pelos fracassos em copas do mundo era atribuída a nosso jeitão, a nosso complexo de viralatas – que Nelson Rodrigues em boa hora enterrou, mas que assombra cronistas que não leem nada além dos textos dos próprios coleguinhas.
Ah, sim: e todos culpam o governo…
A “perda” do ouro no vôlei masculino foi atribuída à incapacidade de fechar o set definitivo… como se do outro lado da rede não houvesse ninguém, nem aquele gigante de quase 2,20 metros, que fez mais de trinta pontos em três sets, número nunca visto em competições deste calibre. Mas como eram os brasileiros quando o vôlei ganhava 70% das competições? E por que uma medalha de prata não vale nada? E se os americanos adotassem o mesmo discurso para explicar a perda da final no vôlei feminino exatamente para as brasileiras, que, até dias antes, eram amaldiçoadas?
Ainda bem que fracassos e sucessos foram bem distribuídos entre brancos e negros. Se não fossem as “perdas” dos irmãos Hipólito, de Fabiana Murer, de Cielo e dos muitos brancos do vôlei masculino, e se não fossem as vitórias dos irmãos do box, do vôlei feminino multirracial, dos nada brancos do judô etc., as redes sociais estariam cheias de puro e grosso preconceito.
Faltaram negros no time de futebol, isso sim, até porque um dos principais jogadores desse timinho (Neymar) acha que é branco. Aliás, nunca esperem algum sucesso dessa seleção. Jogador cuja cultura pode ser medida pelo péssimo gosto musical (eu quero tchu, eu quero tcha) não vai longe, exceto no seu bairro.
A propósito, Garrincha gostava de blues e de bossa nova. E diziam que era bobo…

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Olimpíada - O real valor

Copio aqui no nosso blog postagem feita no Blog do José Cruz, texto do geólogo Everaldo Marciano. Vem a somar com alguns opiniões nossas... e fortalecer o debate! Boa leitura e ótimas reflexões!!!


http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2012/08/olimpiada-o-real-valor/

OLIMPÍADA - O real valor

Cobre ética, responsabilidade, seriedade e competência de nossos políticos e administradores, não aceite derrotas na área humana, indigne-se com as mazelas, violência, pobreza, falta de educação e saúde adequadas.
 Sem saúde, educação, melhor distribuição de renda e acessibilidade à prática do esporte continuaremos sempre como uma mediocridade olímpica e, pior, uma nação esportivamente falida.
 
Como todas as pessoas, algumas mais e outras menos, estivemos envolvidos durante duas semanas com os jogos olímpicos. Decepções com alguns atletas, surpresa com outros, discussões aprofundadas sobre esportes que mal conhecemos as  regras e as dificuldades. Indignamo-nos com atletas que falham ou que pecam na hora decisiva, pois deixaram de ganhar uma medalha de ouro que nos daria o falso sentimento de orgulho de uma nação bem sucedida.  Por outro lado passamos indiferentes pela corrupção, aceitamos passivamente o imenso e freqüente desvio de verbas na educação, na saúde ou nos esportes assumindo que isso ocorre mesmo no Brasil e que nunca vai mudar. Passamos igualmente indiferente por atletas que alcançam “somente” um oitavo lugar, como se nós, em nossas áreas de atividade, não ficássemos radiantes em ser o oitavo melhor no mundo….
Na realidade, nossa colocação nos jogos olímpicos deveria ser próximo ao 45º lugar.
Por que?
Essa colocação retrataria a media de nossa posição mundial em termos de PIB, sexta potencia  e nossa colocação no IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, onde ocupamos o 84º lugar.
Se por um lado existe verba disponível para o esporte, por outro falta-nos o material humano educado e saudável necessário ao sucesso esportivo, entre outros sucessos mais importantes. Dessa forma, os ídolos esporádicos e bem sucedidos são muito mais obra do acaso e da perseverança de alguns, do que devido a uma política nacional consistente e incisiva, incluindo-se ai a área esportiva.
A verdade e que os jogos olímpicos, como outros eventos de tal magnitude, há muito já viram seus objetivos iniciais desvirtuados. O objetivo de congraçamento dos povos, a busca da superação de limites, a essência do competir ser mais importante que ganhar, o amadorismo puro não existe mais. Tudo gira em torno de um imenso balcão de negócios.
As cidades organizadoras, selecionadas muitas vezes por votos questionáveis de corrupção, buscam divulgar o país e promover suas economias locais no turismo, na execução de obras faraônicas.
Os atletas recebem recompensas  por medalha, algumas elevadíssimas, outras nem tanto, mas pagas por governos interessados em auto promoção.
Além disso, o destaque não é propriamente uma retribuição de respeito pelo país e a seus torcedores, mas uma enorme oportunidade de conseguirem patrocínios milionários de fornecedores de materiais, celulares, produtos de beleza, bebidas, roupas.
Os patrocinadores deleitam-se com seus novos produtos e lançamentos na expectativa de aumentar seus lucros. Esse e o mundo real, mas convenhamos não o ideal.
Façamos um exercício de suposição. Imagine que o Brasil fosse 4º ou 5º colocado em todas as provas olímpicas. Nenhuma medalha. Seriamos um fracasso olímpico, mas seríamos uma potência esportiva, senão a maior,com atletas de alto nível em todas as modalidades.
Um pais que contaria com uma política de esportes saudável, eficiente, sem ser eficaz talvez, mas invejável.
Contrariamente a certos países que nos ultrapassam em número de medalhas de ouro, mas que são pobres em investimentos esportivos, concentrando-se em um ou dois esportes, como levantamento de peso,  lançamento de disco, sem demérito  a essas modalidades, com o intuito de faturar medalhas de ouro que servem basicamente a mascarar as falhas governamentais desses países, a abastecer o ego de ditadores e populistas e aumentar as vendas de produtos patrocinadores.
Parodiando, ou adaptando uma famosa frase, diria “Infeliz do país que não tem ídolos, mais infeliz o país que precisa de ídolos”. Atletas e treinadores combinam resultados, times perdem propositalmente, atletas se dopam, tudo em nome de uma medalha. Não é esse o modelo a ser seguido para um pais potencia.
Os jogos olímpicos duram duas semanas e ocorrem a cada quatro anos como todos sabem. Nossa vida não para. Guardemos nossas decepções, nossas tristezas, nossa revolta para coisas mais palpáveis e seríssimas que afetam nosso dia a dia.
Cobre ética, responsabilidade, seriedade e competência de nossos políticos e administradores, não aceite derrotas na área humana, indigne-se com as mazelas, violência, pobreza, falta de educação e saúde adequadas.
Não aceite que profissionais indispensáveis ao crescimento do Brasil como professores sejam aviltados por baixos salários e falta de condições, principalmente na escola pública que já foi a elite brasileira.
Indigne-se com o mau desempenho de seus eleitos e seja mais tolerante com seus atletas, eles passam rapidamente, os demais são responsáveis pela sua vida e de outros milhares de potenciais atletas.
A massificação do esporte resulta em um povo mais saudável, e com um número maior de praticantes as chances de aparecerem atletas de alto nível aumentam substancialmente, mas esse não e um fim, mas uma conseqüência.
Sem saúde, educação, melhor distribuição de renda e acessibilidade à prática do esporte continuaremos sempre como uma mediocridade olímpica e, pior, uma nação esportivamente falida.

Mestre Gilson! Com méritos!

Por uma série de afazeres, mais ou menos urgentes, terminei não destacando antes a brilhante defesa da dissertação que fez o nosso camarada Gilson Cruz Junior, no PPGE/UFSC, na ultima segunda, dia13/8.

O trabalho, cujo criativo título é "Eu jogo, tu jogas, nós aprendemos. Experiências culturais eletrolúdicas no contexto do ciberespaço", foi orientado pela professora Dulce Cruz (UFSC), tendo na banca os professores Mônica Fantin (UFSC) e Eucídio Pimenta Arruda (UFMG).

Parabéns, amigo Gilsão! Como diriam nossos amigos manezinhos, "dessi´um banho"!!! 




















quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pior do que pensava - Tostão

Replicando aqui mais uma breve crônica do Tostão... só o primeiro parágrafo já vale: em poucas linhas, uma descrição que toca na verdadeira ferida brasileira... as trocas de favores! Boa leitura e boas reflexões!

PIOR DO QUE PENSAVA - Tostão

Prefiro ver o Brasil melhor no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do que ganhar mais medalhas. De qualquer maneira, se quiser evoluir, em todas as áreas, incluindo o esporte, será necessário diminuir as patotas, a perniciosa relação de troca de favores e colocar os mais bem preparados e mais dignos nos cargos estratégicos.
Não basta planejar e investir. Projeto não fala, não pensa, nem tem alma.
O Brasil joga hoje, contra a Suécia, a última partida no estádio Rasunda, onde ganhou a Copa de 1958. Recentemente, vi, em DVD, todos os jogos, na íntegra. A seleção era melhor do que imaginei com 11 anos, ao escutar as partidas pelo rádio. O Brasil mostrou ao mundo que era possível unir o futebol imprevisível, descontraído e criativo com a eficiência.
Chico Buarque, décadas atrás, em um belíssimo texto, disse que os europeus eram os donos do campo, por ocuparem melhor os espaços, e os brasileiros, os donos da bola, por gostarem de ficar com ela e de tratá-la com intimidade. Hoje, o Brasil não é dono do campo nem dono da bola.
Está pior do que pensava. Antes da Olimpíada, achei que o time, por ser quase o principal, diferentemente de outros países, seria o grande favorito e que nossos jovens dariam show em defesas de jogadores desconhecidos. Enganei-me.
Contra o México, Mano errou ao colocar Alex Sandro no meio-campo, aberto, com a função de ser secretário de Marcelo. Alex Sandro e o time já tinham jogado mal contra a Coreia do Sul. Mano errou também ao levar Hulk. A prioridade era mais um zagueiro ou um lateral direito. A defesa jogou muito mal em todas as partidas.
O Brasil não tem um craque definitivo. O único com chance de ser um fora de série é Neymar. Ainda não é. Sem craques experientes a seu lado, no Santos e na seleção, ficará muito mais difícil para ele evoluir. Neymar vive um momento perigoso. Deram a ele o prestígio de uma celebridade mundial, de gênio, e também uma enorme responsabilidade. Se o Brasil não for campeão do mundo, os mesmos que o adulam vão massacrá-lo.
A formação ineficiente e, muitas vezes, promíscua, nas categorias de base dos clubes, e o estilo de jogar dificultam o aparecimento de craques. Com menos craques, há menos chances de isso mudar. Mano, pelo menos no discurso, tenta fazer alguma coisa, sem sucesso. As marcas da mediocridade foram impregnadas na alma dos jogadores, técnicos e de parte da imprensa.
Não adianta trocar de técnico, a não ser que surja alguém especial, romântico e racional, profundo conhecedor de detalhes técnicos, táticos, observador da alma humana e, ao mesmo tempo, corajoso, combativo e que não precisa gritar, se exibir e dizer que é tudo isso. Falta ao futebol um Zé Roberto.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/1137474-pior-do-que-pensava.shtml

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Olimpíadas, ignorancia e cultura esportiva

Certa vez, numa entrevista, me perguntaram qual o maior legado que os megaeventos poderiam deixar para o país. Destaquei estar me referindo sobretudo aos Jogos Olímpicos (Rio/2016) e falei que esperava, embora com pouca esperança, que a realização deles no país promovesse uma mudança radical na cultura esportiva brasileira.
Com isso, estava me referindo a políticas públicas permanentes de ampliação da oferta de oportunidades e incentivo à pratica das mais diversas modalidades esportivas, do lazer ao rendimento; mas também ao desenvolvimento de uma nova dinâmica cultural que incluísse o esporte como algo a ser vivido, assistido, compreendido, criticado e transformado (lembro aqui do Kunz e do Reiner).
E que via na escola e na Educação Física escolar a melhor possibilidade disso começar a acontecer (a propósito, tenho falado em alguns eventos na perspectiva dos megaeventos "re-esportivizarem a EF escolar", para o bem ou para o mau!).
Pois agora, me sinto contemplado na reclamação da técnica de judô brasileira Rosicleia Campos e no comentario do Cruz : http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2012/08/o-povo-e-um-ignorante-olimpico/

Continuemos observado... Essas declarações tem sido o melhor dos Jogos!