sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Livro - Corpo e Governabilidade

Aos colegas que acompanham o blog, aproveito o espaço para divulgar o livro que será lançado ainda neste ano, mas que já pode ser conferido em seu formato digital.

Meus cumprimentos aos organizadores, colegas professores Fabio Zoboli, Renato Izidoro da Silva e Miguel Angel Garcia Bordas.

O exercício de, nessas poucas linhas, apresentar e sintetizar uma obra organizada por colegas tão respeitáveis, pode parecer simples, embora não o seja. O século XXI pode ser caracterizado como um momento histórico em que a tecnologia se coloca como elemento transformador e mediador do ser humano e em que o saber biomédico tem ao seu lado um saber que cada vez mais ganha “corpo” e se aprofunda, advindo das ciências humanas e sociais, para o entendimento deste corpo que somos/temos. Esse contexto traz à tona possibilidades investigativas e reflexivas que configuram nossa contemporaneidade e capturam um “modo de vida” particular em relação a este corpo. Corpo: um substantivo no singular que evidencia compreensões plurais. E a leitura desta obra, fruto de um Grupo de Pesquisas da Universidade Federal de Sergipe – o qual tive a honra de presenciar seu surgimento e seu crescimento, e que hoje, materializada aqui, já evidencia a expansão de suas fronteiras para outras instituições e com outros importantes colegas pesquisadores nacionais e internacionais – apresenta aos seus leitores essa pluralidade: teórico-conceitual, epistemológica, metodológica e reflexiva. O corpo, aqui, é entendido em seus aspectos multifacetados,  mesmo que, por mera organização interna, o livro esteja organizado em três partes (Corpo e subjetividade; Corpo e política; Corpo e metáfora). Há um corpo de temáticas que confirmam a pretensão de seus organizadores, qual seja, a de “sinalizar alguns caminhos no sentido de compreender o corpo como referência material e simbólica necessárias para se compreender processos de subjetivação pautados em mecanismos políticos de governo encenados por jogos de signos que engendram metáforas nas identificações sociais.” Assim, por meio de múltiplos olhares e entendimentos para/sobre o corpo, encontramos nessas páginas toda essa pluralidade: em relação à política, ao governo de si e dos outros, às tecnologias do eu e ascese, ao contexto esportivo, da saúde, das práticas culturais alternativas, da espiritualidade, ao corpo da pedagogia, ao corpo da publicidade e do mercado, ao corpo que se manifesta artisticamente, ao corpo que foge da “norma” em relação ao gênero, ao corpo cinematográfico, ao corpo que se pretende “máquina”. Nessa pluralidade, há a singularidade de um Grupo que inova no Nordeste brasileiro, em Sergipe, que faz da formação inicial um espaço maior para a responsabilidade que é a formação humana que, em primeira instância, procura compreender essa materialidade corpórea, seus simbolismos e suas metáforas, que estão aí, nas nossas práticas, no nosso cotidiano, em tudo! Boa leitura e parabéns aos organizadores e aos autores/as que compõem a obra!

Cristiano Mezzaroba (Prof. DEF/CCBS/UFS)


Um comentário:

Luiza Fernanda disse...

Sem dúvida é uma obra que vem agregar conhecimento aos seus respectivos leitores. Terei a oportunidade de adquirir o meu impresso, e me sinto orgulhosa em fazer parte deste grupo de pesquisa, no qual está a frente profissionais (Fabio Zoboli e Renato Izidoro) maravilhosos e dignos de muito respeito.