quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Jornal.LaboMídia.37

Pessoas, segue mais um Jornal do LaboMídia...boa leitura.
abração
Sérgio Dorenski


http://www.labomidia.ufsc.br/Jornal/info37.pdf

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Motrivivência acaba de publicar nova edição

Com satisfação informamos aos leitores, autores e colaboradores da Motrivivência que está disponível a edição v.28, n.49 (dez/2016) da revista.
Convidamos a todos para navegar no sumário e ler os textos das seções, no seguinte endereço https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/issue/view/2428


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Olimpíada e Mídia, um Show de Truman

Pessoas para os pitacos, segue um texto dos alunos da Disciplina Edf, Esporte e Mídia d o DEF/UFS.
Abração e fiquem a vontade...
Sérgio Dorenski





Olimpíada e Mídia, um Show de Truman

José Ventura (NUPATI)
Paulo Barreto (NUPATI)
Sidney Rocha (Educação Física)

            A olimpíada no Brasil ocorreu entre os dias 03 e 21 de agosto de 2016, no qual deparamos entre um dos mais importantes eventos esportivos do mundo, em que a mídia internacional buscou meios de explorar de forma expressiva e contínua o fato, nos passando imagens e informações vinculadas ao sistema imposto àquele momento de interesse particular.
            Percebemos que o mundo esportivo, nesse momento, ficou voltado para os jogos olímpicos no Brasil, no qual esse evento de grande magnitude nos trouxe uma abertura tridimensional em relação ao âmbito turístico, econômico, estrutural, social e outros. O “legado” estrutural esportivo deixado pela olimpíada nos fortalece para que as novas gerações tenham um futuro mais promissor e com isso, resultados melhores não somente na área esportiva, mas também na questão social dos atletas como um todo. Será?! Mas, este é o discurso legitimador, principalmente da mídia que nos envolve em tempos de Megaeventos esportivos.
            A nós (receptores), essas informações chegam a induzir e formular determinadas opiniões sobre um fato ocorrido a depender de como essa informação foi transmitida – sem ao certo saber o teor verídico dos fatos divulgados – e também o julgamento dado pelos que estão recebendo essas informações e imagens. Nessa relação entre quem está transmitindo e quem está recebendo existe interesses entre ambas dessas informações e que serão divulgadas após o acontecido de forma a não ser como foi visto. Como aconteceu após o jogo da seleção brasileira masculina contra o Iraque no dia 07 de agosto, no qual o empate de 0 a 0 foi um resultado abaixo das expectativas e toda a impressa aguardava alguma declaração dos jogadores brasileiros e os mesmos – por algum motivo que não foi revelado – saíram do gramado sem falar com os jornalistas. Fato que ocasionou uma imparcialidade do narrado da rede globo que não se restringiu em criticar o ato de silêncio dos atletas e colocou em seus argumentos um julgamento próprio, chamando até os jogadores de “não profissionais, que não estariam cumprindo com os seus contratos”, entre outras críticas.
            É obvio que entre o fato (olimpíada) e o meio de comunicação (mídia) haja um conflito de interesses, principalmente de ordem do capital a exemplo das transmissões dos Jogos Olímpicos (visibilidade geral irrestrita) e dos Jogos Paralímpicos (obscurecido pela própria ordem). Cabe aos sujeitos receptores fazer a sua interpretação de forma a buscar o máximo da informação sobre tal fato.
            Portanto, fica cada vez mais comprovado que o exercício em analisar os produtos da mídia de forma esclarecida, bem como estimular, desde cedo e principalmente na escola, os alunos a pensarem, analisarem, a produzirem mídia constituem-se uma condição “sine qua non” para a autonomia e assim não sermos enganados tão facilmente.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Chamada para seção temática/2017 - Motrivivência

O “Novo” Ensino Médio: há lugar para a Educação Física?

 
Ementa:
A medida provisória 746/2016, remetida ao Congresso Nacional, impõe uma série de alterações na legislação educacional brasileira, sob a justificativa de criar o “novo” ensino médio ou ensino médio de tempo integral.
A começar pela forma usada, notadamente autoritária, a medida provisória vem causando inúmeras manifestações de repúdio e críticas de educadores, estudantes, pesquisadores, entidades científicas (como a ANPED, a SBPC, o CBCE) e movimentos sociais. São muitos os pontos do documento que, de fato, projetam uma tendência neoliberal para o ensino médio, propondo uma formação cada vez menos humanista (Sociologia, Filosofia e Artes deixariam de ser obrigatórias, por exemplo) e cada vez mais instrumental, com vistas à inserção precária e precarizada (porque terceirizada, já que o projeto de terceirização também avança no congresso nacional) dos jovens no mercado de trabalho.
Também na linha de fogo da medida provisória, a Educação Física igualmente deixaria de ser obrigatória, ao menos em parte do ensino médio, mesmo com a previsão do aumento progressivo da carga horária para atingir as metas de escolas de tempo integral prevista no Plano Nacional de Educação. 
Em paralelo a essa discussão político-legal e pedagógica mais geral, que é imprescindível e inadiável, acreditamos que este é um momento oportuno também para que a Educação Física reflita sobre o seu papel no ensino médio: o que vimos fazendo e o que propomos para a formação da juventude no que tange às práticas corporais? 
Há algum tempo, Bracht [BRACHT, Valter. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da Educação Física como componente curricular. In: CAPARRÓZ, Francisco (org.). Educação Física escolar: política, investigação e intervenção. Vitória: PROTEORIA, 2001] apontou a “orfandade da Educação Física escolar”, à medida que se esgotou a sua contribuição histórica para a consolidação do projeto liberal-burguês. E faz uma pergunta-chave que cabe agora de maneira especial à nossa presença (ou não) no ensino médio: “como é possível encontrar ou construir fundamentos para justificar a Educação Física no currículo escolar [do ensino médio] hoje?” (p.69).
Essa é a pergunta que fazemos aos pesquisadores da área, como chamamento para seção temática que integrará uma das edições da Motrivivência em 2017. 
Recebimento: via plataforma da revista, até 30/abril/2017

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O ESPORTE E A MÍDIA NA SOCIEDADE MODERNA: Reflexões Formativas!

Pessoas, segue abaixo um texto para reflexão...as autoras esperam o diálogo...
abraços
Sérgio Dorenski




O ESPORTE E A MÍDIA NA SOCIEDADE MODERNA: Reflexões Formativas!

Luizy Dominique S Gomes – Educação Física Licenciatura/UFS
Paloma Dias dos Reis – Educação Física Licenciatura/UFS

O esporte moderno desenvolve-se a partir do século XVIII, sendo praticado inicialmente no âmbito da diversão, no tempo livre das classes dominantes. Seu desenvolvimento e expansão ocorre em estreita relação com o desenvolvimento da sociedade capitalista inglesa, de modo que incorpora algumas das suas principais características, como a competição e o princípio do rendimento. Com isso, passa a ter um novo sentido em relação aos jogos antigos e sua utilização pelas classes dominantes da sociedade para atender os seus próprios interesses. Uma das formas pelo qual o esporte estaria sendo usado nesse sentido seria no ensino das regras sociais e a sua obediência, já que as regras regulariam a forma do sujeito se portar na sociedade, de modo que este pode ser preparado para o não questionamento e para o conformismo com o que está posto, como a divisão das classes sociais. Outra utilidade que o esporte tem ganhado é como potencial ideológico, utilidade essa muito recorrida pelos Estados, que se aproveitam do esporte como veículo para atingir outros objetivos, muitas vezes velados.
Na sociedade moderna o esporte passa a ser mercadorizado, o que implica a profissionalização do mesmo, levando a inclusão do esporte ao mundo do trabalho, pelo menos para os trabalhadores deste campo. Enquanto mercadoria há a necessidade do aumento dos seus consumidores (espectadores) o que passa a ser buscado através das mídias, especialmente a mídia televisiva. No entanto, para sua difusão através destes meios de comunicação foi preciso que o esporte fosse espetacularizado, ou seja, o esporte passou por mudanças (como mudanças nas regras de algumas modalidades e paradas estratégicas no decorrer do jogo) para se enquadrar nos moldes televisivos, se tornando assim mais atraente ao mercado consumidor.
No filme “Um Domingo Qualquer” de Oliver Stone, mostra abertamente essa relação entre o esporte de alto rendimento, o capitalismo e a mídia, nota-se a necessidade que se tem em controlar o jogo como um grande negócio e utilizar-se dele para a venda de sua mercadoria. Na divulgação desses produtos a mídia televisiva tem um papel importantíssimo, pois é ela que vai garantir aos seus investidores/patrocinadores a divulgação desses produtos. Aqui, fica evidenciado o princípio do rendimento enquanto uma das característica do esporte-espetáculo, sendo mostrado o quanto a relação da mídia com atletas e equipes esportivas é permeada pala vitória e derrota. Sendo que a vitória é que interessa para o espetáculo midiático, já que é um dos meios pelo qual os consumidores (espectadores) do esporte são atraídos, o que por sua vez atrai os investidores. Deste modo, em nome da vitória (dinheiro) são tomadas atitudes extremas, como sacrificar a vida dos atletas.
No entanto, na relação da mídia com o esporte não é apenas a saúde dos atletas que fica prejudicada, pois na busca por telespectadores, ouvintes e leitores a mídia em muitas ocasiões toma atitudes irresponsáveis que acaba prejudicando o esporte e seus atletas. Podemos citar como exemplo uma situação relatada por Rocco Júnior (2016) da última olimpíada, em que logo após o nadador brasileiro Bruno Fratus acabar no sexto lugar na final dos 50 metros livres é entrevistado por uma repórter do canal à cabo Sportv, que lhe faz a seguinte pergunta: “Sai chateado?”, o nadador responde da seguinte maneira: “Não, estou felizão, né? Fiquei em sexto. Desculpa, né? mas…tô, bastante (feliz)”. A pergunta da reporte despreza o esforço e preparação do atleta, assim como a conquista que já é chegar a uma final olímpica.
Envolvido nesse processo o telespectador precisa desenvolver um olhar questionador frente às mensagens trazidas pela mídia, reconhecendo que existe dois lados da moeda e que aquilo que lhe foi passado não é verdade absoluta, sendo assim o professor é parte importante no desenvolvimento de um indivíduo critico não somente frente às mensagens da mídia, mas a todo conhecimento que lhe é apresentado.
A Professora Maria Luíza Belloni defende que os professores devem informar, questionar e desafiar seus alunos para que possam desenvolver-se críticos e conscientes tendo atitudes frente à TV, segundo ela para assim ser capaz de realizar o zaping inteligente.
Tais atitudes frente à televisão assim como a outros meios de comunicação, têm se revelado cada vez mais urgentes, uma vez que tais tecnologias têm invadido cada vez mais as diversas esferas sociais, se constituindo em uma escola paralela, tendo um importante papel no processo de socialização. Segundo Belloni (2009, p. 33):
O processo de socialização é o espaço privilegiado da transmissão socialdos sistemas de valores, dos modos de vida, das crianças e das representações, dos papéis sociais e dos modos de comportamento.

A televisão especificamente, atua na socialização à medida que transmite significações, as quais são reelaboradas e incorporadas por crianças e jovens em seus costumes, discursos e comportamentos. Nesse sentido é importante ressaltar que, o potencial de socialização da mídia depende de diversos fatores, como a importância e intensidade da ação de outras esferas socializadoras na vida do indivíduo (BELLONI, 2009).
Diante do potencial de influência que a mídia possui na vida das pessoas, evidencia-se a necessidade de formação de seus usuários, para dominá-la e não deixar se dominar por ela. Pois, como podemos perceber a mídia apresenta muitos perigos para a formação das novas gerações, estando impregnada por conteúdos e informações controversas propagando, por exemplo, valores estereotipados e comportamentos socialmente dominantes. Podemos citar como exemplo a violência, que é explorada de diferentes formas pela mídia, como em filmes, desenhos animados e telejornais pautados exclusivamente por acontecimentos relacionadas à violência, o que acaba contribuindo para sua naturalização e legitimação.

REFERÊNCIAS

BELLONI, Maria Luiza. O que é Mídia-Educação. 3 ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2009. (Coleção polêmicas do nosso tempo; 78).

BRACHT, Valter. Sociologia crítica do esporte: uma introdução. 3.ed. Ijuí: Unijuí, 2005. (Coleção educação física).

PIRES, Giovani de Lorenzi. Breve introdução ao estudo dos processos de apropriação social do fenômeno esporte. Revista da Educação Física/UEM. Maringá. 1998.

 

ROCCO JÚNIOR, Ary José. Imprensa, cobertura Rio 2016 e cultura esportiva no Brasil. Jornal da USP, 2016. Disponível em: <http://jornal.usp.br/artigos/imprensa-cobertura-rio-2016-e-cultura-esportiva-no-brasil/>.Acesso em: 17 de set. 2016.

domingo, 9 de outubro de 2016

Esporte e mídia

Usei essa charge há um bom tempo numa apresentação... Pensei em posta-la aqui quando li o texto dos alunos do Camarada Dorenski.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

ESPORTE E MÍDIA: QUEM ME ROUBOU DE MIM?

Olá Pessoas, segue abaixo um texto produzido pelos alunos da Disciplina de EDF. Esporte e Mídia...o debate está aberto...Façam seus comentários, pitacos, crítica....
abraços
Sérgio Dorenski


 ESPORTE E MÍDIA: QUEM ME ROUBOU DE MIM?

Claudemir Santos Lourenço – Educação Física/UFS
Flávio Figueiredo de Oliveira – Comunicação Social (Áudio Visual)/UFS
Jaqueline dos Santos S. Almeida – Educação Física /UFS


Um grupo de crianças sentados na calçada, pés descalços, alguns descamisados, bermudas surradas e sujas na grande maioria. Estão todos conversando, trocando apelidos e risos de gozação, uma molecada. Então de repente muita vibração, ânimos elevados e todos se levantam e o motivo? A bola chegou!   Esta tem sido uma das cenas mais comuns na infância por muitas décadas.
A prática esportiva pode proporcionar muitas outras coisas além do lazer, a lista de benefícios passa pelo campo do bem estar físico, social, emocional, cultural e ela segue tocando nos pontos fundamentais dos princípios da qualidade de vida. Porém outros fenômenos sociais, e bem capitalistas, busca de maneira determinada se apropriar do esporte. De forma furtiva o capitalismo presente no contexto mundial se lança cada vez mais empenhado em garimpar o esporte, pra isso, foram construídas gigantescas indústrias para dar à luz e alimentar robustamente a cultura do esporte de rendimento, fenômeno tão pouco notado pelos telespectadores, consumidores que passivamente abandonaram quase que integralmente os espaços de esporte e lazer para prestigiar o espaço da poltrona de suas salas e assistir o mundo através das telinhas de TV, verdadeiros cinemas, e assim, alimentar ainda que alienadamente o esporte fabricado por esse novo mercado, pelo capital, pelas grandes corporações, o esporte espetáculo. Será esse um preço pequeno para comprarmos um punhado de emoções?
A compreensão das pessoas, de modo geral, sobre o esporte de alto rendimento pode ser ilustrada pela famosa teoria da caverna de Platão, além disso, formou-se um conjunto de julgamentos de valor a respeito destes atletas. Uma moeda de duas faces turvas, de um lado a fama, o poder, as riquezas e ostentações, um mundo colorido e os mais belos sonhos encantados, a promessa de prosperidade para aqueles que conseguirem se destacar na multidão da grande maioria de desafortunados que veem no esporte uma ponte para o sucesso, para a realização profissional e pessoal. Uma carreira que pague o valor de uma universidade e de quebra possa incluir o salário de todos os que a compõem, isso em um pequeno espaço de tempo, já que essa é uma carreira com tempo de vida útil bastante limitada. No outro lado da moeda as pessoas encontram o fascínio que o esporte pode proporcionar. A beleza, o encantamento a cada lição de superações, valores que moldam o caráter e estimula espontaneamente a busca pelo bem estar pessoal e social, porém, essa visão na realidade permanece viva unicamente na prática do esporte que está longe dos holofotes, pois a realidade dos atletas que vivem o esporte espetáculo é bem diferente do que muitos imaginam, o degrau da fama cobra muito mais do que os candidatos estavam dispostos a dar quando ainda sonhavam com seu lugar ao sol. Estes atletas são obrigados a viver uma vida sob forte pressão, uma jarda a menos, um ponto a menos, uma braçada a menos, um segundo a menos, um gol a menos e o sonho pode se transformar no inicio de um grande pesadelo, eles precisam conviver com a forte manipulação daqueles que ditam as normas e tendências com foco na audiência, na venda do atleta como produto, moeda de troco ou decisões burocráticas. Bastidores que rompem com a ética, a dignidade, a moralidade, entre outros valores. Eles precisam lhe dar ainda com a validade de seu corpo, pois um produto com defeito como em qualquer indústria que se preze precisa ser removido da prateleira. E quando os holofotes e aplausos se retiram, quando o silêncio transforma euforia em solidão, uma névoa densa e escura conduz os atletas ao “vale do silício” de onde terão que se reinventar na maioria das vezes, e descobri uma nova vida, um novo caminho.
No Brasil, empresas midiáticas travam uma verdadeira batalha para realizar a cobertura de jogos de futebol, principal produto desta indústria do esporte espetáculo, expor suas marcas e produtos por toda parte, assim também, como ter as grandes “estrelas do momento” representando os mais diversos produtos destas grandes organizações é garantia de aumento no consumo e dos lucros. É expressivamente incrível o número de pessoas que de certa forma parecem estar “zumbizadas” e dormentes quanto a sua percepção das mais diversas formas que a mídia utiliza para atrair consumidores e alimentar essa gigantesca indústria do entretenimento que corrompe a alma, a essência do esporte em sua matriz imaculada, pois o espírito embrionário do esporte permanece longe dos holofotes e das câmeras de TV, no seio dos seus criadores e na essência daqueles que aguardam sentados em campos, quadras e calçadas pelo objeto de anseio que dará mais vida a brincadeira da molecada.
– Pessoal! A bola chegou!
 – Uruuu!!! Vamos brincar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Motriviência: edição 48 no ar! A Educação Fìsica na BNCC


Alô, amigos/as da Motrivivência!

Acaba de ser publicada a edição v.28, n.48, set/2016 da nossa revista. A seção temática trata da Base Nacional Comum Curricular, além das seções tradicionais de Artigos e Porta Aberta.

Convidamos a todos/as a navegar no sumário e apreciar as contribuições da nossa comunidade acadêmica: https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/issue/view/2427 .

A capa sintetiza o nosso editorial:


sábado, 17 de setembro de 2016

Defesa de Tese: Lyana Thédiga de Miranda

Na tarde dessa última sexta-feira (16/9/2016), no auditório do CDS/UFSC, aconteceu a defesa de tese da nossa querida labomidiana Lyana Thédiga de Miranda.
Com o título "Saberes de ação, interação e comunicação: metodologia ativa e resolução colaborativa de problemas com crianças na escola", a tese foi defendida junto ao PPGE/UFSC, sob orientação da profa Mônica Fantin e co-orientação da profa. Gilka Girardello. Participaram da banca os professores Pier Cesare Rivoltella (Itália), Manoel Pinto (Portugal) e Andrea Cavalcanti (UFC), como membros externos; e Andrea Lapa e Giovani Pires, membros locais.
O LaboMidia/UFSC se congratula com a Lyana, pesquisadora do grupo há muitos anos e que tem colaborado muito nas nossas diversas ações de pesquisa, ensino e extensão. Parabéns, Lyli !!!



RIO 2016: O LEGADO OCULTO

Pessoas, segue abaixo um texto produzido pelos alunos da Disciplina Educação Física, Esporte e Mídia. Fiquem a vontade para os comentários, pitacos, sugestões...o debate está aberto!
Sérgio Dorenski


RIO 2016: O LEGADO OCULTO

Andreane A. de Lisboa – Comunicação Social (Áudio Visual)
Bruno Augusto M. Cavalvante - Comunicação Social (Jornalismo)
Roanna Nascimento Silva - Comunicação Social (Áudio Visual)
Tácia Suane Martins dos Santos - Serviço Social

Na arena é desfile, fora dela é exploração. No estádio é ouro, mas na favela é chumbo. Na vila é alojamento e na comunidade é remoção!
As Olimpíadas Rio 2016 fora alvo de grande engajamento político e econômico. Os investimentos em infraestrutura e urbanismo para recepção do grande evento foram exorbitantes, chegando a alcançar o valor de R$ 38,26 bilhões, dos quais 57% fora oriundo de recurso público, segundo o Instituto Ethos. O crescimento turístico disparara, a cidade recebera mais de 1,17 milhões de visitantes. De acordo com o balanço realizado pela prefeitura, cada turista desembolsara, em média, R$ 424,00 diários durante a passagem pela cidade maravilhosa. Não casualmente, o setor hoteleiro atingira a margem de 94% de ocupação. Os estabelecimentos comerciais da zona sul atingiram o crescimento de 70% da sua lucratividade, e a concessionária de metrôs municipal, por exemplo, transportara durante os jogos cerca de 13,9 milhões de passageiros (G1, 2016).
Os números da Rio 2016 saltam aos olhos nos diversos setores que a acolhera. Todavia, se o montante financeiro pode ser em números evidenciados, os danos sociais ocasionados pelo grande evento são incalculáveis. As mazelas oriundas desde a gênese do projeto até os últimos dias de competições evidenciaram o lado mais perverso do espírito olímpico.
Desde 2009, quando a cidade foi escolhida para sediar os jogos, mais de 77 mil pessoas perderam suas casas para construção da cidade olímpica e incremento na mobilidade urbana. Neste processo, a gestão pública nunca se propusera a discutir com os afetados, alternativas a estas remoções. A ação, por sua vez, configurou o maior processo de remoções da história do Rio: uma política transvestida pelo megaevento como desculpa para seguir no processo de expulsão das camadas mais pobres da população das áreas cujo interesse é restritamente empresarial.
 Ainda neste período, quando se consolidada o incremento das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), 2.600 pessoas foram mortas por PMs nas zonas periféricas. Isto se deve não por mera casualidade, mas pela lógica da militarização do território, segunda a qual, o objetivo nunca fora a segurança dos moradores e/ou ampliação do acesso a serviços públicos, mas sim o controle dessa população pobre e negra, sempre vista como inimiga aos grandes eventos.
Não obstante, o mês que antecedera a olímpiada, concretizara, segundo a Polícia Federal, o aumento de 43% na quantidade de drogas apreendidas no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A denúncia sobre o esquema Prostituição Infantil com vista para o Parque Olímpico, também pode ser mencionada como um dos legados olímpicos que poucos têm acesso, uma vez que, a grande mídia se propõe a resguardar a imagem do evento como benfeitor de atos, jamais como percussor infame. 
Se fossemos aqui, salientar a desigualdade social, o desequilíbrio ambiental, a fraudulência nos recursos, entre tantas outras questões pouco evidenciadas nas Olimpíadas, certamente, nos faltariam caracteres, além de corremos o risco de transmitir ao leitor o equívoco da culpa, uma vez que, o esporte apesar de ser centralidade dos jogos, também não passa de um intenso processo mercadológico do capital. Todavia, chamamos atenção às amostras apresentadas no texto.
Faz-se necessário, nos atentarmos ao que, de fato, move o dito “espírito olímpico” através dos nítidos reflexos que este apresenta: o investimento é público, mas lucro é privado; as obras são feitas, mas população não usufrui; a mídia silencia e não explana; a polícia não prende, só espanca; a morte é banalizada e o espetáculo aplaudido; o pobre assiste de fora e ninguém ouve seu grito. Rio 2016, os jogos da exclusão!

REFERÊNCIAS:
O mapa dos jogos da exclusão. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-mapa-dos-jogos-da-exclusao>. Acesso em: 02 de agosto de 2016.
O custo da Olimpíada do Rio é atualizado para R$ 38,26 bilhões. Disponível em: http://www.jogoslimpos.org.br/destaques/custo-da-olimpiada-rio-2016-e-atualizado-para-r-3826-bilhoes/. Acesso em: 02 de agosto de 2016.