LaboMidia
Blog do Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva (UFSC/UFS/UFSJ)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Endereços de revistas on line de EF
Então vamos lá:
Revista Brasileira de Ciências do Esporte
http://www.rbceonline.org.br/revista/index.php/RBCE
Pensar a Pratica
http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef
Licere
http://www.eeffto.ufmg.br/licere/home.html
Movimento
http://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento
Revista Educação Física/UEM
http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis
Motrivivencia
http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia
Conexões
http://polaris.bc.unicamp.br/seer/fef/index.php
Arquivos em Movimento
http://www.eefd.ufrj.br/revista
Revista Brasileira de Educação Física e Esporte
http://www.usp.br/eef/rbefe_biblioteca.php
Motriz
http://cecemca.rc.unesp.br/ojs/index.php/motriz
Revista Brasileira Ciência e Movimento
http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM
Corpoconsciência
http://www.fefisa.com.br/revista.htm (só resumos)
Rev. Bras. de Cineantropometria e Desenvolvimento Humano
http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh
Movimento e Percepção
http://www.unipinhal.edu.br/movimentopercepcao/
Cinergis
http://online.unisc.br/seer/index.php/cinergis/index
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Copa do Mundo, internet, uso social... será que é só isso?
Acabo de ler neste blog sobre esse possível uso da internet na próxima Copa, o que é algo interessante principalmente em função da questão dos monopólios de transmissão - não que isso vai acabar, mas há "indícios" que há outras formas de poder. Mas fiquei me perguntando se o uso da internet seria só esse mesmo, principalmente pra nós, professores de EF ('observadores'), ou seja, meros colaboradores da "falação esportiva" que em nada se diferenciam dos demais?!?A internet será a mesa redonda de 2010
Falou-se que seria em 2002. Depois, que não passava de 2006. Mas parece que é agora, na África do Sul, que de fato vamos ver embalar a tal da Copa do Mundo pela internet. Mas, curiosamente, fica cada vez mais evidente que, ao contrário do que se pensava, a internet não vai ocupar o lugar da televisão como veículo de preferência do torcedor para o Mundial.
O fenômeno já pode ser observado por quem gosta de esporte. Atualmente, os fóruns de discussão nos grandes portais e, principalmente, o bate-papo nas redes sociais, ganharam o papel de “barzinho” do pós-jogo. Daquele lugar em que todo mundo vai para falar sobre o principal evento esportivo do momento.
US Open de tênis, Campeonato Brasileiro, Brasil x Argentina, Fórmula 1... Em todo Twitter que se tem por aí, alguém comenta em tempo real o acontecimento daquele evento. A vitória de Kim Clijsters foi celebrada em 140 caracteres. A aparência de Maradona comentada o tempo todo no microblog. Os lances polêmicos da rodada do brasileirão, idem. E por aí vai.
Imagine como será, então, a febre desta próxima Copa do Mundo? O torcedor, no trabalho, ficará ligado na rede, comentando suas impressões sobre Bahrein x Honduras (sim, é possível assistir a esse confronto histórico na África do Sul!!!), a roupa de Dunga, o estilo de jogo da Eslováquia, o craque da Austrália, etc.
domingo, 13 de setembro de 2009
BLOG do LUXEMBURGO
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Mais dicas de bibliografias para consultas
"No endereço que segue tem publicações sobre esporte e comunicações, com o nome de desporte, cultura e comunicação. http://www.razonypalabra.org.mx/ Vale uma visita.
Aqui tem mais um... http://www.razonypalabra.org.mx/Capital%20Poder%20y%20Medios%20de%20Comunicacion.PDF "
Repercutindo a notícia...
Parabéns ao Grupo!
10-09-2009 14:44:57 - Grupo de Pesquisa Observatório da Mídia Esportiva lança livro e apresenta 15 trabalhos em congresso brasileiro
O Grupo de Pesquisa Observatório da Mídia Esportiva, que integra o Laboratório de Mídia (LaboMídia) do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina (CDS/UFSC) apresentará 15 trabalhos em comunicações orais e pôsteres no 16º Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte (CONBRACE).
O evento será realizado de 20 a 25 de setembro, no Centro de Convenções de Salvador, Bahia. Os trabalhos abordam diversos assuntos, entre eles a análise da cobertura da mídia no Pan Rio/2007, a mídia esportiva em Moçambique e uso pedagógico dos jogos eletrônicos.
O Observatório da Mídia Esportiva, que tem nove pesquisadores associados em cinco outros estados brasileiros (Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe, Minas Gerais e Amapá), também vai expor vídeos e fotos na Sala Midiática do evento, além de lançar o livro "Observando a Mídia Esportiva no Pan Rio/2007”, publicado pela Editora Tribo da Ilha, de Florianópolis. A publicação tem financiamento da Rede CEDES, do Ministério do Esporte (ME).
Segundo Giovani De Lorenzi Pires, coordenador do Grupo de Pesquisa e do LaboMídia este mesmo convênio com o Ministério possibilitou a criação do repositório digital da produção científica da Rede CEDES em todo o país. O Núcleo de Processamento de Dados (NPD) da UFSC tem apoiado o LaboMídia na implantação deste serviço, cujos editais públicos, desde 2006, já beneficiaram mais de 80 grupos e núcleos de pesquisa em esporte e lazer, que geraram relatórios técnicos, livros, capítulos, artigos, publicações em anais, etc. Essa extensa produção acadêmica encontra-se dispersa em diferentes lugares e formas de armazenamento, como sites, CDs, DVDs, em papel. Agora, ela será reunida e disponibilizada digitalmente no repositório da Rede, espécie de site que tem como funções recuperar, preservar e socializar (acesso livre) o acervo de conhecimentos produzidos no âmbito deste programa do governo federal. O repositório da Rede CEDES ficará hospedado no NPD/UFSC e será administrado pelo LaboMídia/CDS, com acesso também pela pagina do Ministério do Esporte. A previsão é que até o final deste ano a maior parte do acervo já esteja no repositório, no endereço ww.nepef.ufsc.br/labomidia. Outras informações com o professor Giovani pelo telefone (48) 3721-8615 ou pelo e-mail giovanipires@cds.ufsc.br.
Margareth Rossi / Jornalista da Agecom
http://www.agecom.ufsc.br/index.php?id=9801&url=ufsc
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Enquanto o livro não chega...
Grande Márcio Romeu!!!
Tá na página da UNIFAP (Universidade Federal do Amapá), linck para noticia completa abaixo.Terça, 08 de Setembro de 2009
Inaugurado bloco de salas do Curso de Educ. Física
Hoje, pela manhã, realizou-se a inauguração do bloco de salas de aula do Curso de Educação Física. O bloco contém 04 salas de aula e 01 sala para atividades de recreação, audio-visual, expressão corporal e outras correlatas.
Participaram da solenidade: o Magnífico Reitor Prof. José Carlos Tavares, o Vice-Reitor Prof. José Alberto Tostes, PROGRAD representada pela COEG, PROEAC, Coordenador do curso presencial Prof. Márcio R. R. de Oliveira, Vice-coordenador do curso Prof. Flavius A. P. Cunha, Coordenadora da EAD em Educação Física Profª Maria do Socorro S. Mendonça, além de professores, técnico-administrativos e alunos.
http://www.unifap.br/noticias.php?cod_pagina=1&cod_noticia=3674
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Confecom - Agora vai?!
Segundo o site Pró-Conferência, a comissão organizadora irá decidir, hoje, os temas que serão debatidos no evento.
As articulações da Conferência em Santa Catarina podem ser acompanhadas pelo site www.comunica-sc.org.br.
Segue trecho da notícia publicada no site da Agência Câmara de 08/09/09
"Foi publicado no diário oficial na semana passada o regimento interno da 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Pelas regras aprovadas, os governos dos estados e do Distrito Federal têm até o próximo dia 15 para convocar suas conferências. Caso não o façam, o poder legislativo estadual e distrital deverá convocá-las até o dia 20 deste. Após essa data, a própria comissão organizadora da Conferência pode fazer a convocação.
As etapas estaduais poderão ser realizadas até 8 de novembro. O evento nacional foi confirmado para os dias 1º a 3 de dezembro. A conferência vai servir de base para a elaboração de um novo marco legal para a comunicação no Brasil".
Confira a notícia na íntegra clicando aqui
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Sugestão de palestra na UFSC
Vi a informação num cartaz nos corredores do CFH...
Se eu for e achar necessário, farei meus comentários por aqui posteriormente.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Conselho de Comunicação Social não sai porque "uns" não querem...
Pois olhem o que está no Observatório da Imprensa de hoje (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/):
"CONSELHO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL: Pouca democracia e muitos atrasos
Por Valério Cruz Brittos e Paola Madeira Nazário (em 1/9/2009)
O segundo semestre de 2009 já está em pleno transcurso e o Conselho de Comunicação Social (CCS) permanece um órgão consultivo fantasma. Depois de mais de uma década de descaso do Senado Federal para sua instalação (implicando o descumprimento da Constituição Federal, em seu artigo 244), o Conselho sofreu novo ataque por parte dos parlamentares, na medida em que, ao não ter seus novos conselheiros nomeados, está inoperante, o que efetivamente não desagrada aos parlamentares, já que, por insegurança e temor de seu potencial, nunca viram com bons olhos tal colegiado.
O atraso na instalação do CCS, como é sabido, foi devido ao desinteresse do Legislativo em criar um espaço no âmbito parlamentar que debata os meios de comunicação social, embora seu poder não seja deliberativo. Sua instalação não era e não é de interesse das grandes empresas de radiodifusão, as quais sempre tiveram uma grande força de negociação direta no Parlamento, com um poder de barganha muito forte no processo de conformação das normativas legais que regulamentam a comunicação social no Brasil (e não é por outro motivo que não se engajaram verdadeiramente na realização da Conferência Nacional de Comunicação, a Confecom)."
O Repositório da Rede Cedes está nascendo no LaboMídia
Nosso cronograma é que até o final do ano todos os projetos desenvolvidos e/ou em desenvolvimento (relatórios) estarão alocados no Repositório; depois, os próprios coordenadores de pesquisa é que irão depositando as demais produções referentes às pesquisas (artigos, textos em anais, capítulos, livros, fotos).
O acesso deverá ser www.labomidia.ufsc.br/redecedes . Nossa visibilidade será muito ampliada com isso. Na boléia, o camarada Digão. E mais algum voluntário que quiser contribuir no projeto.
domingo, 6 de setembro de 2009
Educação Física e Midia na UNIT - Aracaju
Foi muito importante levar um pouco das nossas reflexões e dos trabalhos que realizamos no grupo a alunos que, na sua maioria, pouco tinham prestado a atenção para o tema.
sábado, 5 de setembro de 2009
XXXII INTERCOM – Curitiba – 4 a 7 de setembro de 2009
Temática: A Comunicação Política: política, mídia e opinião pública.
Wolton diz que o exercício da comunicação é negociação pura e simples, e que até nas relações amorosas é preciso haver negociação para que um espaço comum exita o respeito pelas opiniões expressas. No fim das contas, a relação é mais importante do que a mensagem. Temos que descobrir a potência da alteridade, isto é, pensarmos que o "outro" não pensa como nós.
O sociólogo aponta que também que há contradições entre a velocidade da informação e a lentidão no processo comunicativo, e que para salvar o modelo democrático, teríamos que investir algumas rupturas mentais: em nível mundial, destacar a importância da globalização cultural (após a globalização econômica e política); e também reduzir a concentração das indústrias culturais a algumas empresas.
"A sociedade da informação não pode ser a sociedade em que todo mundo faz tudo [...] Nós somos seres sociais, muito mais do que seres técnicos".
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Ciclo de Palestras: Formação de professores na EaD
Data: 08/09/2009
Horário: 09:00 hs
Local: Auditório do CFH/UFSC
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Boas histórias reais
Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a radiodifusão pública, desde o histórico até as programações, passando pelas estruturas e modelos adotados em países como Alemanha, EUA, Japão, Colômbia, Brasil (claro!), entre outros, pode baixar o livro Sistemas públicos de comunicação no mundo - experiências de doze países e o caso brasileiro, do coletivo Intervozes, publicado pela editora Paulus e licenciado em creative commons.
A dica foi divulgada na edição do Observatório da Imprensa dessa semana pelo indefectível Lalo, que teve um de seus textos mais memoráveis “De Bonner Para Homer”, postado, também nessa semana, no Blog do OME pelo Diego (logo abaixo).
Aí vai uma palhinha do prefácio. Vale a pena baixar!
"Afora tentativas regionais, como a da criação de uma TV Educativa pela prefeitura do então Distrito Federal, no início dos anos 1950, o único projeto de caráter nacional existente antes da atual TV Brasil girou em torno da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. O segundo governo Vargas chegou a outorgar uma concessão para o seu funcionamento. No entanto, pressionado pelas mesmas forças conservadoras que o levaram à morte, ele não concretizou a iniciativa.
Seu sucessor, o presidente Juscelino Kubitschek, chegou a confirmar a outorga do canal 4 do Rio para a Nacional, em 1956. Foi literalmente ameaçado por Chateaubriand, temeroso com a possível concorrência. "Se V.Exa. der o canal de TV à Nacional, jogo toda a minha rede de rádio, imprensa e televisão contra o seu governo", disse o dono da Tupi, como conta Mário Lago em suas memórias.
JK recuou, o Brasil perdeu a sua TV pública, mas quem ganhou não foi o Chatô. Em 1957, Juscelino passou a concessão para as Organizações Globo que, só em 1965, pôs a sua emissora no ar. Ficava, dessa forma, intacto o monopólio comercial da televisão brasileira. E com ele a alienação da sociedade em relação ao modelo público”. (p.14)
Capa do livro by Portal Paulus
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Revista pontocom
http://www.revistapontocom.org.br/
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Rememorando o fato - "De Boner para Homer"

Caríssimos,
imagino que o fato que apresento abaixo não seja de conhecimento de todos os leitores, embora tenha tido uma certa repercussão entre os estudiosos ou mesmo curiosos mais atentos à mídia. Mais do que apresentar um olhar sobre a mídia, o texto abaixo nos apresenta um pouco do olhar da mídia sobre nós - à imagem e semelhança de Homer Simpson!
De Bonner Para Homer", copyright Carta Capital, 5/12/05
(Laurindo Lalo Leal Filho*)
"Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira, 23 de novembro.
Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem discussão.
Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações da empresa no Rio de Janeiro. São nove, de diferentes faculdades e foram convidados por terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP. Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os levou ao Jardim Botânico.
A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café. E sua primeira informação viria a se tornar referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático ‘bom-dia’, Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.
A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. ‘Essa o Homer não vai entender’, diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.
Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos - atender ao Homer -, passa-se à reunião para discutir a pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas responsáveis por determinadas editorias e pela produção do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com os seus representantes. Outras cidades também suprem o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência diária, acompanhada de perto pelos visitantes.
Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas oferecidos pelas ‘praças’ (cidades onde se produzem reportagens para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião, cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não vão muito além do que está no papel. Ninguém contraria o chefe.
A primeira reportagem oferecida pela ‘praça’ de Nova York trata da venda de óleo para calefação a baixo custo feita por uma empresa de petróleo da Venezuela para famílias pobres do estado de Massachusetts. O resumo da ‘oferta’ jornalística informa que a empresa venezuelana, ‘que tem 14 mil postos de gasolina nos Estados Unidos, separou 45 milhões de litros de combustível’ para serem ‘vendidos em parcerias com ONGs locais a preços 40% mais baixos do que os praticados no mercado americano’. Uma notícia de impacto social e político.
O editor-chefe do Jornal Nacional apenas pergunta se os jornalistas têm a posição do governo dos Estados Unidos antes de, rapidamente, dizer que considera a notícia imprópria para o jornal. E segue em frente.
Na seqüência, entre uma imitação do presidente Lula e da fala de um argentino, passa a defender com grande empolgação uma matéria oferecida pela ‘praça’ de Belo Horizonte. Em Contagem, um juiz estava determinando a soltura de presos por falta de condições carcerárias. A argumentação do editor-chefe é sobre o perigo de criminosos voltarem às ruas. ‘Esse juiz é um louco’, chega a dizer, indignado. Nenhuma palavra sobre os motivos que levaram o magistrado a tomar essa medida e, muito menos, sobre a situação dos presídios no Brasil. A defesa da matéria é em cima do medo, sentimento que se espalha pelo País e rende preciosos pontos de audiência.
Sobre a greve dos peritos do INSS, que completava um mês - matéria oferecida por São Paulo -, o comentário gira em torno dos prejuízos causados ao órgão. ‘Quantos segurados já poderiam ter voltado ao trabalho e, sem perícia, continuam onerando o INSS’, ouve-se. E sobre os grevistas? Nada.
De Brasília é oferecida uma reportagem sobre ‘a importância do superávit fiscal para reduzir a dívida pública’. Um dos visitantes, o professor Gilson Schwartz, observou como a argumentação da proponente obedecia aos cânones econômicos ortodoxos e ressaltou a falta de visões alternativas no noticiário global.
Encerrada a reunião segue-se um tour pelas áreas técnica e jornalística, com a inevitável parada em torno da bancada onde o editor-chefe senta-se diariamente ao lado da esposa para falar ao Brasil. A visita inclui a passagem diante da tela do computador em que os índices de audiência chegam em tempo real. Líder eterna, a Globo pela manhã é assediada pelo Chaves mexicano, transmitido pelo SBT. Pelo menos é o que dizem os números do Ibope.
E no almoço, antes da sobremesa, chega o espelho do Jornal Nacional daquela noite (no jargão, espelho é a previsão das reportagens a serem transmitidas, relacionadas pela ordem de entrada e com a respectiva duração). Nenhuma grande novidade. A matéria dos presos libertados pelo juiz de Contagem abriria o jornal. E o óleo barato do Chávez venezuelano foi para o limbo.
Diante de saborosas tortas e antes de seguirem para o Projac - o centro de produções de novelas, seriados e programas de auditório da Globo em Jacarepaguá - os professores continuam ouvindo inúmeras referências ao Homer. A mesa é comprida e em torno dela notam-se alguns olhares constrangidos.
* Sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP"
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Pré-Conbrace e Edital da rede CEDES
Embora com público mais reduzido e com algumas ausencias nas mesas de trabalhos, acho que foi possível manter o bom nível dos primeiros dias.
A organização (perfeita!) se deve ao trabalho dos pós-graduandos da T&P, show de bola. Comemoramos depois com uma pizza no Yellow´s (que cf. o proficiente Dorenski, quer dizer Amarelo).
Atenção: Foi publicado o edital da rede CEDES 2009. O prazo é curto, a inscrição de projetos acaba dia 21, quando já estaremos em pleno CONBRACE. Temos que nos agilizar se quisermos concorrer.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Pré-CONBRACE UFSC/2009 está bombando!
Tivemos hoje, nas 3 mesas, várias comunicações do pessoal do Observatório: Fábio, André, Ferrari, Vitinho, Fernando e eu. Amanhã tem mais: Galdino, Angelica, Ira, será que esqueci alguém?
Bem, o que importa é que o evento está bombando, tem bom público, boa participação.
E como encerramento teremos ainda amanha à noite palestra do Alexandro Andrade, atual diretor do CEFID e diretor científico eleito para a nova gestão da DN/CBCE.
Do Observatório, Angélica, André e eu estamos na organização, mas tem um monte de gente pegando junto.
Olimpiada 2016: Globo, Band e Record (quase) confirmadas
O anúncio oficial do COI, assim como as condições contratuais , só serão divulgados nos próximos dias. Com o Rio na disputa pela realização dos jogos esse anúncio do COI vai ter cara, e caráter, de agendamento.
Imagine as três emissoras transmitindo uma Olimpíada sediada no Rio de Janeiro! É garantia de material para pesquisa para três gerações!

