terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vaidade no esporte

Olá amigos ! Venho hoje para levantar uma reflexão junto a vocês acerca de uma característica esportiva que, geralmente, não é divulgada ao grande público, embora seja sempre alvo das especulações/espetacularizações midiáticas: a vaidade das personalidades do esporte.

Tratando-se especificamente de Futebol, a principal questão que me vem a mente neste momento é: Até que ponto atletas, ex-atletas, dirigentes, técnicos, etc, deixam o ego falar mais alto?

Caso você ainda não saiba...
...sobre o fato que desencadeou minha “angústia” sobre o assunto, pode acessar esta página aqui. Assim, verá que Alex (ex-atleta Curtiba, Palmeiras e Cruzeiro), um dos maiores craques do futebol brasileiro, em minha opinião, está encerrando sua carreira internacional devido a vaidade e inveja de seu técnico, Aykut Kocaman, no time turco Fenerbahçe.

Tempos atrás, já havia notado que em nossa sociedade algumas pessoas alcançam o sucesso profissional e nutrem um sentimento de unicidade, pois, acreditam serem imbatíveis por seus feitos. Até aí ainda é compreensível, o problema maior é quando esta crença se mostra verdadeiramente ilusória e o ego faz com que a pessoa construa barreiras e impeça, mesmo “através do jogo sujo”, que outras pessoas capazes de superar seus feitos entrem também para a história.

Neste caso específico, a história que poderia vir a ser modificada seria um tanto quanto regional, precisamente ligada ao futebol turco. Mas, de qualquer forma, gostaria que vocês também refletissem sobre isto: é preciso humilhar um ser humano para se sentir maior? Por que não apoiar a ultrapassagem de “tal record” e comemorar junto, admirar o trabalho do outro?

O técnico turco, a fim de evitar que sua marca de gols pelo clube fosse superada por Alex, tomou diversas atitudes que não agradaram aos fãs do time e do craque, e muito menos ao atleta. Este se viu afastado do time, foi para o banco de reservas mesmo sendo o melhor jogador do time, não possuía lesão, tão pouco estava “fora de forma”.

O mau relacionamento resultou então no fim do contrato entre o jogador e o clube. Isto é extremamente contraditório, pois Alex acabara de ser homenageado pelo clube turco com uma estátua devido à sua representação como ídolo do clube...

Enfim, caso seja possível, compareçam a alguma das palestras do filósofo Mário S. Cortella, ou assistam pelo YouTube (há algumas disponíveis); e deem atenção especial para sua fala sobre pessoas que só crescem ao conseguir diminuir/rebaixar as demais. Simples, mas bastante interessante, diria essencial.

A partir disto, faço duas ponderações: a) esta história ainda renderá “boas” repercussões na mídia brasileira, sendo que a disputa pelo fechamento de contrato com um time brasileiro, por exemplo, será um prato cheio para a falação esportiva e; b) reafirmo o que já está mais que claro: o ser humano ainda precisa evoluir muito, ver suas contradições, olhar o outro e valorizar suas qualidades ao invés de suprimi-las... E esta evolução, muitas vezes a cargo apenas da instituição escola, parece cada vez mais distante, pois a educação como um todo está fazendo falta a muitas pessoas, não só aos brasileiros.




2 comentários:

Silvan Menezes disse...

Fala Rodrigo,

Muito boa postagem e excelente provocação para reflexão e discussão.
Essa é uma discussão que não se esgota, o mundo do fenômeno esportivo espetacular atropela todos os princípios humanos e até mesmo da essência humana. Os sentidos humanos são excluídos como se fossem simples itens marcados num computador para em seguida apertar a tecla "DEL", eles são dominados e controlados para servirem única e exclusivamente ao sistema-mor. A subserviência do "Ego" é tamanha que passamos direto do "Id" para o "SuperEgo".
Vamos pensando mais.
Abraço

Rodrigo Augusto M. disse...

Vlw pelo comentário, Silvan!
Pois é, e mesmo que esta não seja a primeira e nem será a "última vaidade" (não só)no esporte, resolvi postar para realmente repensarmos o valor de nossas atitudes. Não nos deixemos ser dominados.
Sei que é possível e espero que possamos estar conscientes do nosso SER humano, a luta é grande, mas nós chegaremos "lá"!
Até mais !!