sexta-feira, 1 de maio de 2015

Como se faz um enquadramento tendencioso no jornalismo (?) televisivo

Postei no facebook e resolvi postar aqui também, para repercutirmos:


Acabo de ver no Jornal Nacional, assim como tinha visto no Jornal da Band antes, reportagem sobre os atos da CUT e da Força Sindical, hoje (1º/5), em São Paulo. Em ambos, muita semelhança: 
1) primeiro apareceu o ato da CUT, depois o da Força (tempos mais ou menos iguais); no ato da CUT, críticas à terceirização do trabalho, no da Força, apoio à idéia; 
2) Na Band, fala o Lula, no ato da CUT, com críticas à parte da mídia; no ato da Força, Aécio, ataca Dilma e o PT; 
3) No JN, não houve qualquer referencia a Lula nem imagens dele no ato da CUT; no ato da Força, imagem do Aécio e termina com entrevista do Eduardo Cunha, batendo na Dilma e no PT. 
Ensinam as mais elementares lições de jornalismo que a última parte da reportagem é a que, normalmente, fica retida na memória do telespectador. Assim a mídia (golpista) se une aos empresários e constrói consensos e ainda usando os trabalhadores ligados a Força, como massa de manobra, que vão ao ato, em sua maioria, para concorrer ao carro zero que foi sorteado...

Um comentário:

Silvan Menezes disse...

Gio, muito boa a observação! Ja havia acompanhado no facebook!
Sobre isso me vem agora ainda uma outra questão: o enquadramento golpista se reverbera nas redes e ganha apoio. Torço para ser verdade que to conectado a amigos que estão sendo inocentemente tomados pelo ódio ao Pt e ao governo federal. Náo é possível que tão pouca gente perceba a trama que foi criada pelos grandes empresários-políticos para chegarmos a tal ponto!
Definitivamente precisamos batalhar pela instituição da mídia-educação como política educacional e estratégia didático-pedagógica de formação de professores em todos os níveis.