Colegas aqui do blog,
Informo a publicação da 16a edição do Jornal LaboMídia aqui da UFS!
Está disponível no link:
http://www.labomidia.ufsc.br/Jornal/info16.pdf
Sugestões de textos, de eventos, crítica, é só entrar em contato pelo e-mail:
labomidiaufs@yahoo.com.br
Em outubro, estará no ar a 17a edição, aguardem!
LaboMidia
Blog do Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva (UFSC/UFS/UFSJ)
terça-feira, 27 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Dossiê Mídia e Educação Física - Revista Praxia (UEG)
Colegas que acompanham o blog,
é com imensa satisfação que anunciamos que o dossiê "Mídias e Educação Física" está online no site da Revista Praxia - Revista Online de Educação Física da UEG/Quirinópolis/GO.
http://www.prp.ueg.br/revista/index.php/praxia/issue/current
Agradecemos a Profa. Veridiana pela oportunidade e esperamos que o material seja bastante útil àqueles que se lançam ao desafio de pensar/trabalhar a mídia no contexto da Educação Física.
é com imensa satisfação que anunciamos que o dossiê "Mídias e Educação Física" está online no site da Revista Praxia - Revista Online de Educação Física da UEG/Quirinópolis/GO.
http://www.prp.ueg.br/revista/index.php/praxia/issue/current
Agradecemos a Profa. Veridiana pela oportunidade e esperamos que o material seja bastante útil àqueles que se lançam ao desafio de pensar/trabalhar a mídia no contexto da Educação Física.
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revista Praxia
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
O Show de Truman, e o hoje!
Pessoal do blog,
Segue a terceira postagem da disciplina "Educação Física, Esporte e mídia", do semestre 2013-1, aqui da Universidade Federal de Sergipe.
Após tratarmos sobre as questões da indústria cultural e a cultura da espetacularização, vimos o filme "O Show de Truman", e o acadêmico Ronecleyson Silva Carvalho elaborou o texto abaixo com suas reflexões e impressões sobre o filme.
Aguardamos os comentários e o debate e seguimos por aqui!
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O SHOW DE TRUMAN, E O HOJE...
Segue a terceira postagem da disciplina "Educação Física, Esporte e mídia", do semestre 2013-1, aqui da Universidade Federal de Sergipe.
Após tratarmos sobre as questões da indústria cultural e a cultura da espetacularização, vimos o filme "O Show de Truman", e o acadêmico Ronecleyson Silva Carvalho elaborou o texto abaixo com suas reflexões e impressões sobre o filme.
Aguardamos os comentários e o debate e seguimos por aqui!
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O SHOW DE TRUMAN, E O HOJE...
O filme bastante interessante, O Show de Truman, dirigido por Peter
Weir, conta a história de um homem que vive em uma ilha fictícia, a ilha de Seahem,
o maior estúdio já construído. Desde o seu nascimento, Truman vive em um reality show, todos dessa ilha são
protagonistas do reality, a sua mãe, sua
esposa, seus amigos, vizinhos, enfim todos são atores e até o protagonista, sem
saber, é um ator. Seu pai supostamente teria morrido em um acidente de barco
quando passeava com ele e por isso Truman se sente culpado pelo acidente e por tal
motivo tem pavor de sair da ilha por medo de atravessar ponte ou em balsas.
Milhões de telespectadores assistem
ao Show de Truman 24h por dia desde o
seu nascimento, depois de um tempo ele começa a desconfiar de algumas coisas e de
pessoas que fazem as mesmas coisas todos os dias e repetidamente, e tentam de
todo modo fazer com que ele não note nada e pense que é tudo normal. O que
motivou Truman a desconfiar das coisas e querer sair da ilha foi o seu amor por
uma mulher de nome Lauren ou Silvia, e também o seu descontentamento de seu
trabalho e seus interesses de viajar, mas durante todo o filme tentam de alguma
forma mudar seus pensamentos de querer sair da ilha, até pelo fato de um
suposto reencontro com seu pai que teria supostamente sofrido um acidente. Mais
isso não o desmotivou e o fez seguir em frente, com a ideia de sair da ilha.
O
Show de Truman é um retrato de uma espetacularização em que vive a
sociedade, há momentos que o filme nos deixa bem claro do que seria o principal
foco: se era a vida de Truman ou apenas a mídia envolvida, quando começam a
focalizar as câmeras de seus pontos iniciais.
Durante o filme vemos várias
propagandas e comerciais de produtos que eram mostrados no decorrer do drama,
as roupas, alimentos, objetos...
Podemos compreender um pouco do que
se trata o filme nos colocando a ver o que acontece hoje com os próprios realities shows, "A Fazenda",
programa transmitido pela rede Record de televisão, e por outro reality que é o
"Big Brother Brasil" transmitido pela Rede Globo de Televisão. Que
não são muito diferentes do Show de Truman,
pois se tratam da mesma forma de comercialização de imagens, produtos e etc.
Será que não somos como os telespectadores
de Truman, em que ficamos vidrados se possível 24h por dia vendo um Big Brother ou A Fazenda? Pois se trata da mesma comercialização da Truman. Nós
compramos coisas que aparecem nesses realities? Aderimos para a moda que
aparecem nos mesmos programas?
Estes programas de entretenimento
servem apenas para comercialização de imagens para propagandas, a fim de
comercializar seus produtos, que de formas relevantes são mostradas através da
espetacularização do programa. Assim é O
Show de Truman, assim é a vida.
Com isso podemos refletir que às
vezes fazemos
escolhas, não apenas por vontade própria, mas simplesmente por imposição, isto
é, por oportunidade, a vida nos impõe, oportuniza tais escolhas, sem termos a
chance de escolha daquilo que realmente queremos, apenas aceitamos o que a vida
ofereceu, somos posicionados através de comercias de produtos, aparecidos em
determinados programas de televisão, ou seja, somos impulsionados a comprar
determinados produtos apenas por aparecer em determinada propaganda ou
programas, é isso que o filme nos revela.
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Novidades no Blog do Santin
Prezados/as,
Como sabem, o Blog do Santin é um projeto de extensão do LaboMidia, que objetiva preservar e disponibilizar a produção acadêmica e literária do Prof. Silvino Santin.
A novidade é que agora foram incorporados àquele acervo os textos completos da sua dissertação de mestrado e da tese de doutorado, títulos obtidos junto à Universidade Paris IV (Sorbonne).
Vale o convite para que acessem o blog (www.labomidia.ufsc.br) e tenham uma pequena noção de como era datilografar (isso mesmo!) uma tese de 300 paginas.
Continuamos...
Como sabem, o Blog do Santin é um projeto de extensão do LaboMidia, que objetiva preservar e disponibilizar a produção acadêmica e literária do Prof. Silvino Santin.
A novidade é que agora foram incorporados àquele acervo os textos completos da sua dissertação de mestrado e da tese de doutorado, títulos obtidos junto à Universidade Paris IV (Sorbonne).
Vale o convite para que acessem o blog (www.labomidia.ufsc.br) e tenham uma pequena noção de como era datilografar (isso mesmo!) uma tese de 300 paginas.
Continuamos...
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
LaboMidia/UFSC - 10 anos!
No decorrer do XVIII CONBRACE (Brasilia, 2-7/8/2013), mais precisamente no dia 5, tivemos a oportunidade de reunir os membros do LaboMidia presentes ao evento, além de alguns colegas convidados, para celebrarmos o décimo aniversário do nosso grupo de pesquisa.
Nascido em 2003, numa sala do Centro de Desportos/UFSC, o Observatório reunia inicialmente quatro pós-graduandos (Marcio Romeu, Sérgio Dorenski, Cassia Hack e Mariana Lisboa) e eu, sendo logo qualificado com a participação do Fernando Bitencourt e do Diego Mendes.
Nesses 10 anos, crescemos muito, nos diversificamos tanto em termos geográficos quanto temáticos, nos consolidamos, enfim; e temos agora o compromisso de pensar as novas demandas e perspectivas que se colocam ao grupo, assuntos que iremos discutir mais aprofundadamente no V ENOME, em Matinhos/PR, no próximo ano.
Que tenhamos a competência e a sabedoria necessária para fazer desses 10 anos apenas os primeiros de muitos que virão, continuando a fazer rimar compromisso acadêmico, responsabilidade social e muita, muita amizade!
Nascido em 2003, numa sala do Centro de Desportos/UFSC, o Observatório reunia inicialmente quatro pós-graduandos (Marcio Romeu, Sérgio Dorenski, Cassia Hack e Mariana Lisboa) e eu, sendo logo qualificado com a participação do Fernando Bitencourt e do Diego Mendes.
Nesses 10 anos, crescemos muito, nos diversificamos tanto em termos geográficos quanto temáticos, nos consolidamos, enfim; e temos agora o compromisso de pensar as novas demandas e perspectivas que se colocam ao grupo, assuntos que iremos discutir mais aprofundadamente no V ENOME, em Matinhos/PR, no próximo ano.
Que tenhamos a competência e a sabedoria necessária para fazer desses 10 anos apenas os primeiros de muitos que virão, continuando a fazer rimar compromisso acadêmico, responsabilidade social e muita, muita amizade!
sexta-feira, 26 de julho de 2013
"Copa do Mundo e escola: possibilidades pedagógicas do uso de mídias na Educação Física" - 4
* Postagem realizada pelos alunos da UFRB/CFP/Amargosa-BA durante o I SEPEF - Simpósio de extensão e pesquisa em Educação Física do Recôncavo da Bahia
Com a
proximidade da realização de um evento esportivo de repercussão mundial como a
copa do mundo de futebol idealizada pela FIFA, no Brasil em 2014 , o país vive
um misto de euforia e decepção por parte da maioria do povo brasileiro que
resplandeceram nas recentes reivindicações populares em meio a realização da
copa das confederações.
Dentre tantas
reivindicações requeridas pelos brasileiros que foram para as ruas protestar,
está a falta de acessibilidade, tanto aos estádios de futebol como a outros
ambientes públicos no Brasil. Vale salientar que se pessoas que possuem suas
atividades motoras em plenas condições de uso já sentem dificuldades de acesso
a tais ambientes, pessoas que possuem limitações em suas funções motoras ou
alguma deficiência sofrem muito mais com a falta de acesso e locomoção. Como
exemplo posso citar um campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
(UFRB) situado na cidade de Amargosa-Ba, onde o acesso dos alunos e pessoas que
visitam o centro e possuem algum tipo de limitação motora para locomoção
simplesmente não consegue ter acesso a parte superior do prédio pois o elevador
não funciona, não esquecendo ainda do prédio da administração onde o mesmo não
possui nem sequer um elevador.
Cosme Santana Pinheiro (acadêmico de Educação Física - UFRB)
"Copa do Mundo e escola: possibilidades pedagógicas do uso de mídias na Educação Física" - 3
* Postagem realizada pelos alunos da UFRB/CFP/Amargosa-BA durante o I SEPEF - Simpósio de extensão e pesquisa em Educação Física do Recôncavo da Bahia
Pensando em acessibilidade
Pensando em acessibilidade
Segundo o
dicionário online de português, a palavra acessibilidade significa
qualidade do que é acessível,do que tem acesso facilidade,
possibilidade na aquisição, na aproximação. Diante disso, nos
propomos a saber o que as pessoas entendem sobre acessibilidade e
como é possível percebê-la no nosso cotidiano. É importante
refletir como acessibilidade vem sendo tematizada ultimamente
restringindo-se apenas as pessoas com deficiência, principalmente
nos grandes eventos esportivos. No entanto, não ter condições de
ir assistir um jogo da copa do mundo também pode ser considerado
falta de acessibilidade por condição financeira, social,
deslocamento, dentre outras.
Diante do
exposto, apresentamos uma entrevista realizada com Srª Maria
Anunciação, funcionária da Universidade Federal do
Recôncavo da Bahia, em 26/07/2013.
Elisângela, Mônica, Cosme, Cristiane.
Elisângela, Mônica, Cosme, Cristiane.
"Copa do Mundo e escola: possibilidades pedagógicas do uso de mídias na Educação Física" - 2
* Postagem realizada pelos alunos da UFRB/CFP/Amargosa-BA durante o I SEPEF - Simpósio de extensão e pesquisa em Educação Física do Recôncavo da Bahia
A acessibilidade na UFRB em Amargosa- BA
Considerando as necessidades
humanas de locomover-se, comunicar-se e sentir-se parte integrante e atuante no
mundo ao qual pertence, buscamos analisar
aspectos referentes a acessibilidade no Centro de Formação de Professores
da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Amargosa..
Diante disso foi possível
perceber que no Centro existe uma precariedade quanto à manutenção e
organização dos espaços para que todos
tenham acesso igualitário às questões relacionadas ao conforto,bem estar e
segurança. No entanto, é válido salientar que existe, ainda que minimamente,
uma preocupação quanto a pista tátil,vagas especiais em estacionamento e uma rampa que possibilita o acesso a parte térrea do Centro.
Assim podemos fazer uma ponte no
que acontece em grande escala em nosso país pois de forma gritante a falta
de acessibilidade é algo que está
presente em nosso cotidiano e necessita de atenção especial, e talvez seja
interessante que em tempos de copa do mundo no Brasil, seja o momento ideal
para repensarmos políticas publicas de inclusão e acessibilidade.
Denise, Daise, Josélia.
"Copa do Mundo e escola: possibilidades pedagógicas do uso de mídias na Educação Física" - 1
Nós somos acadêmicos dos cursos de Educação Física e de Pedagogia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB/CFP - Amargosa/BA). Estamos participando da oficina "Copa do Mundo e escola: possibilidades pedagógicas do uso de mídias na Educação Física" no I SEPEF (Simpósio de extensão e pesquisa em Educação Física do Recôncavo da Bahia), ministrada pelos professores Rogério S. Pereira e Iracema Munarim. A partir da experiência de "aprendizagem por design*", fomos convidados a produzir uma postagem sobre Copa do Mundo e acessibilidade.
Assistimos a trechos do filme "O escafandro e a borboleta" (França/EUA, 2007) que conta a história de um homem que perde todos os movimentos do seu corpo, com exceção do movimento de um dos olhos. A partir do filme, discutimos sobre as dificuldades, sensações, reflexões (sobre a vida, o convívio social, o acesso aos espaços, etc.) e possibilidades de inserção social de quem convive com limitações de movimento.
Na segunda etapa, fizemos uma pesquisa na internet sobre a temática da acessibilidade, em especial as abordagens midiáticas sobre a questão na Copa do Mundo.
Após a pesquisa na internet, com câmeras na mão, fizemos uma busca pelo campus para identificar as condições de acessibilidade encontradas na nossa universidade.
Como síntese desse processo, elaboramos postagens. Compartilhamos com vocês as nossas produções!
Elisângela Santana;
Cosme R. S. Pinheiro;
Mônica de Almeida Santos;
Daise M. Guedes;
Denise A. Brito;
Josélia Ribeiro de Lima;
Cristiane Borges dos Santos.
* A metodologia da oficina foi inspirada na sequência de "Aprendizagem por design" (Learning by design) proposta por Bill Cope e Mary Kalantizs (2009), como se segue:
1) experimentação
2) conceituação
3) análise
4) aplicação
COPE, Bill. KALANTZIS, Mary. "Multiliteracies": New Literacies, New learning pedagogies: An international journal, n. 913479273, abril 2003.
Assistimos a trechos do filme "O escafandro e a borboleta" (França/EUA, 2007) que conta a história de um homem que perde todos os movimentos do seu corpo, com exceção do movimento de um dos olhos. A partir do filme, discutimos sobre as dificuldades, sensações, reflexões (sobre a vida, o convívio social, o acesso aos espaços, etc.) e possibilidades de inserção social de quem convive com limitações de movimento.
Na segunda etapa, fizemos uma pesquisa na internet sobre a temática da acessibilidade, em especial as abordagens midiáticas sobre a questão na Copa do Mundo.
Após a pesquisa na internet, com câmeras na mão, fizemos uma busca pelo campus para identificar as condições de acessibilidade encontradas na nossa universidade.
Como síntese desse processo, elaboramos postagens. Compartilhamos com vocês as nossas produções!
Elisângela Santana;
Cosme R. S. Pinheiro;
Mônica de Almeida Santos;
Daise M. Guedes;
Denise A. Brito;
Josélia Ribeiro de Lima;
Cristiane Borges dos Santos.
* A metodologia da oficina foi inspirada na sequência de "Aprendizagem por design" (Learning by design) proposta por Bill Cope e Mary Kalantizs (2009), como se segue:
1) experimentação
2) conceituação
3) análise
4) aplicação
COPE, Bill. KALANTZIS, Mary. "Multiliteracies": New Literacies, New learning pedagogies: An international journal, n. 913479273, abril 2003.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Doping, drogas e deuses - Reflexões de Roberto Emmanuel Nascimento Santos
Colegas do blog!
Segue, abaixo, as reflexões do acadêmico Roberto Emmanuel Nascimento Santos, do curso de Música, aqui da Universidade Federal de Sergipe, que juntou-se a nós para discutir mídia esportiva.
As opiniões de vocês são sempre bem-vindas ao debate!
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Doping, drogas e deuses - Roberto Emmanuel Nascimento Santos
Segue, abaixo, as reflexões do acadêmico Roberto Emmanuel Nascimento Santos, do curso de Música, aqui da Universidade Federal de Sergipe, que juntou-se a nós para discutir mídia esportiva.
As opiniões de vocês são sempre bem-vindas ao debate!
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Doping, drogas e deuses - Roberto Emmanuel Nascimento Santos
Uma receita básica para
atrair e colher os frutos da mídia é transformar o esporte em um espetáculo,
onde os princípios básicos fundamentados são amplamente esquecidos. O mais
difícil nessa receita é fazer com que essa “transformação” não seja perceptiva
aos olhos do público, que, em tese, deve continuar a ter uma visão romântica
sobre um esporte em que exemplos de princípios morais são construídos.
Tudo isso nos gera um
paradoxo, onde o esporte se transforma em um espetáculo formado por atores que
interpretam “deuses”, onde o script o
qual preza os conceitos morais da sociedade deve ser sempre seguido. Mas irei
lhes mostrar que interpretar durante uma vida inteira é impossível.
Doping no esporte de
forma simplificada: uma substância proibida, altamente julgada pela sociedade e
usada por quase todos atletas de elite.
Recentemente, foi divulgado na mídia diversos atletas pegos no exame
antidoping, entre eles o ex-recordista mundial Asafa Powell e Tyson Gay, este
último detentor das 3 melhores marcas do 100 metros em 2013. Com essa
oportunidade de audiência, escândalo e espetáculo diferenciado em mãos, a mídia
não perdeu tempo em destruir a imagem daqueles que um dia glorificaram como “deuses”
esportivos. Basta um trecho de “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos, para
exemplificar essa relação de altos e baixos entre a mídia e o esporte: “O beijo, amigo, é a véspera do escarro. A
mão que afaga é a mesma que apedreja”.
Para ser mais
especifico em relação aos dados, na corrida dos 100 metros rasos, entre os
atletas das 10 melhores marcas, os exames antidoping de 7 deles deram positivos.
Enquanto aos atletas do ciclismo da famosa “Volta da França”, 16 atletas dos 21
que ocuparam o pódio foram pegos no exame antidoping. Diversos jogadores
idolatrados, entre eles Giba (vôlei) e Maradona (futebol), alimentaram o
tráfico de drogas como maconha e cocaína.
A conclusão é que a
mídia tenta mover nossa sociedade aderindo discípulos que glorificam a imagem
de atletas, atores de novela, apresentadores de televisão, músicos,
celebridades instantâneas, entre outros: não julgo a espetacularização que é
formada por ela (mídia), mas a hipocrisia que gera todo esse processo, onde não
só os esportistas, mas todos que estão nesse meio são doutrinados a criar uma
falsa imagem sobre si próprios, transmitindo para os mais críticos ou
reflexivos, uma falta de credibilidade a todo esse sistema.
Porém,
somente criticar a mídia não é suficiente, devemos compreender que todo esse
sistema midiático e apelo dos atletas para o uso de substâncias proibidas é
apenas um reflexo de nossa sociedade, onde no trabalho, relacionamento, escola
ou vida social em geral, somos sempre cobrados pelo sucesso, vitória e
imponentes resultados. Para enfrentar essa rotina cansativa cotidianamente encontramos
a importante companhia de um aliado em substâncias como: cafeína, ácido
acetilsalicílico (aspirina), antidepressivos, estimulantes sexuais, cannabis, bebidas
alcoólicas, entre outras. Tanto o atleta quanto qualquer indivíduo que tenta
seguir essas expectativas, prefere pagar o preço deixando a margem sua saúde
física/mental e os seus controversos princípios morais formados em sua vida.
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
“Uma viagem pela política e o esporte” - Laise Matos Lima
Colegas do blog,
Apresentamos o primeiro texto da disciplina de "Educação Física, Esporte e Mídia" (Licenciatura em Educação Física/UFS) deste primeiro semestre de 2013. Quem estreia por aqui é a Laise Matos Lima, com suas reflexões sobre esporte e política.
Boa leitura e que o diálogo se intensifique!
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Apresentamos o primeiro texto da disciplina de "Educação Física, Esporte e Mídia" (Licenciatura em Educação Física/UFS) deste primeiro semestre de 2013. Quem estreia por aqui é a Laise Matos Lima, com suas reflexões sobre esporte e política.
Boa leitura e que o diálogo se intensifique!
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“Uma viagem pela política e o esporte”
Laise Matos Lima
Uma
relação entre a vitória da seleção da brasileira de futebol na Copa das
Confederações e as manifestações populares no Brasil no ano de 2013
O futebol é um dos esportes
mais praticados e conhecidos no mundo. Este é um esporte de fácil acesso, uma
vez que, basta se ter uma bola, equipes para jogar e traves, que em qualquer
lugar crianças e adultos podem se divertir com o futebol. O Brasil é conhecido como “o país do
futebol” e não é à toa. É o único país que esteve presente em todas as Copas do
Mundo, sendo também o recordista em conquistas (cinco); seus jogadores são
reconhecidos e admirados mundialmente; e as torcidas fanáticas enchem os
estádios com muita festa e música. Assim, o
futebol no Brasil passa a se tornar como um elemento de identidade do
brasileiro.
No ano de 2013 acontece algo
inesperado. Revoltosos com o descaso do serviço público e inconformados com os
gastos do dinheiro público para a Copa das Confederações da FIFA, eis que o
povo sai às ruas do país para fazer manifestações. Pessoas resolvem fazer
manifestações por todo o país reivindicando contra o aumento das passagens de
ônibus, contra a PEC 37 que pretende limitar o poder de investigação criminal a
policias federais e civis retirando-o do Ministério Público dentre outras
organizações, contra o empobrecimento dos serviços públicos (saúde, educação,
transporte público), e principalmente contra a corrupção no Brasil.
O que marcou a Copa das
Confederações no Brasil foram as manifestações populares que, a cada dia que
passava, tomaram mais e mais conta das ruas das cidades brasileiras.
Enquanto há duas semanas
antes da Copa das Confederações a seleção brasileira de futebol era
completamente desacreditada - com o país totalmente tomado por manifestantes
contra a política no Brasil, contra os descasos no país – na final da Copa, no
Maracanã, eis que a seleção é campeã. Coincidência ou não? Teria o resultado
final do jogo sido manipulado? Como ficaria a situação do governo caso a
seleção brasileira de futebol perdesse esse jogo? Já parou para pensar nisso?
É preciso ter uma visão
crítica dos acontecimentos para não cair, muitas vezes, nas armadilhas expostas
pela mídia, pelo governo. O papel da mídia não é somente levar informação ao
povo, mas também levar ao povo aquilo que os poderosos querem que seja levado. A
mídia passa pelo processo de manipulação, tanto que, por exemplo, certa
emissora de TV só vai transmitir o que eles acham conveniente, o que eles tem
permissão do governo para transmitir e não o que acontece de fato por todo país
– enquanto eles transmitem as manifestações, percebe-se que o foco da
transmissão está nos vandalismos feitos por poucos, e não na manifestação em
si. Este é um exemplo muito simples para ver que existe uma manipulação dos
conteúdos sim.
E no esporte, seria isso
diferente? Tendo o governo direta/indireta influência nos acontecimentos do
país como um todo, ele bem que possui poder suficiente para alterar, para
manipular o resultado final de jogo, da mesma forma que faz com a mídia.
Pensando na influência que o
futebol exerce sobre a população brasileira, fazendo correlação com a
influência do governo na mídia, com as manifestações que aconteceram durante
toda a Copa das Confederações ocorridas no Brasil, pensando no que teria
acontecido entre governo e povo, caso a seleção brasileira de futebol perdesse
a final da Copa para a seleção espanhola, eis que fica a questão: O resultado
final do jogo teria sido manipulado ou não?
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sábado, 6 de julho de 2013
A pauta das redes sociais vem da mídia tradicional? Segundo os gigantes... sim!
Observadores midiáticos,
A Folha publicou nessa semana que passou uma interessante estatística sobre a pauta que andou circulando nas redes sociais durante o acontecimento das manifestações por todo o Brasil. Segundo levantamento de agências especializadas em estatísticas do mundo virtual 80% das postagens vinculadas aos protestos no Twitter durante os dias de fervor vieram da mídia tradicional brasileira. Abaixo um pouco dos dados que eles publicaram na reportagem:

Esses dados nos dão um mínimo indicativo de quem, de certa forma, induz a pauta social e de que maneira ela pode ser interpretada e entendida pela rede de sentidos atribuídos pelos sujeitos.
Não prometo conseguir, mas todos os esforços da pesquisa que estou desenvolvendo nesse momento com alunos da graduação em Educação Física aqui da UFSC serão direcionados para tentar entender os sentidos que estes alunos, navegantes das redes sociais, especificamente do Facebook, atribuem ao conteúdo veiculado pela mídia e aos fatos sociais, no nosso caso no que diz respeito aos manifestos sobre a Copa no Brasil.
Para acessar a reportagem completa ver em http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1305911-jornalismo-domina-rede-social-durante-protestos-pelo-pais.shtml
Seguimos observando!
"Depois do apito final" na TV UFSC
Aproveitando o ensejo para reflexões sobre o que foi no Brasil a Copa das Confederações e o que promete vir a ser a Copa do Mundo de 2014, amanhã será exibido na TV UFSC o documentário "Depois do apito final", que assistimos oportunamente em uma de nossas reuniões do grupo em Florianópolis. Trata-se de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) produzido por Carolina Dantas e Gian Kojikovski, do curso de Jornalismo da UFSC, que pretende mostrar as várias faces da mesma moeda do megaevento esportivo "padrão FIFA" que teve como sede em 2010 a África do Sul. O documentário aborda por meio de entrevistas o pós-evento, como os impactos na população, os interesses econômicos, expectativas, frustrações e explorações. Para quem tem acesso à TV UFSC, pode ser uma boa substituição aos programas dominicais noturnos.
Mais informações sobre a programação em http://www.tv.ufsc.br/
Mais informações sobre a programação em http://www.tv.ufsc.br/
sábado, 22 de junho de 2013
Continuem vaiando, Brasil!
Apenas para não deixar passar em branco, vejam mensagem de Andrew Jennings aos brasileiros, a respeito das manifestações públicas recentes em cuja pauta se inclui a contrariedade de parte do nosso povo com as exigências da FIFA e os custos bancados pelo governo:
http://www.apublica.org/2013/06/andrew-jennings-continuem-vaiando/
http://www.apublica.org/2013/06/andrew-jennings-continuem-vaiando/
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
Uma boa análise do professor Mauro Iasi sobre as manifestações e a mídia. e da professora Silvia Viana..
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=klCTSPJPX9k
http://praticaradical.blogspot.com.br/2013/06/tecnicas-para-fabricacao-de-um-novo.html
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=klCTSPJPX9k
http://praticaradical.blogspot.com.br/2013/06/tecnicas-para-fabricacao-de-um-novo.html
domingo, 16 de junho de 2013
Os tigres desdentados, mas sempre tigres!
A propósito da mensagem anterior, do Diego, alertando para o processo violento e repressor que o Estado nacional vem promovendo nas ultimas semanas, incluídos aí os protestos contra os gastos publicos com a Copa (discordar é proibido?), transcrevo abaixo um artigo do Marcos Rolim, publicado na Zero Hora (acesso não disponível).
Giovani
Giovani
ZH, 16 de
junho de 2013 | N° 17463
ARTIGOS
A democracia e os tigres, por Marcos Rolim*
O Brasil vive seu mais longo período democrático.
Desde a Constituição de 1988, são 25 anos ininterruptos de liberdade política.
Antes disto, tivemos a ditadura e uma sucessão de golpes e crises políticas que
acompanharam todo o percurso republicano. Com a régua da história, 25 anos é um
piscar de olhos. Tempo muito curto para que uma tradição de tolerância se firme
e os valores da paz se disseminem. Também por isso, não temos cultura
democrática.
A democracia não é o “regime da maioria”, mas o regime das diferenças e do seu contraste público. O que faz a ordem democrática são os debates criteriosos e as manifestações. A lógica das liberdades, afinal, é aquela fundada na divergência, não no consenso. Aliás, quanto mais completa for a dominação e quanto mais totalitário for o regime político, maior será o “consenso” aparente entre os dominados. Nestes casos, medo e alienação se somam, consagrando a postura dos súditos (como na Coreia do Norte, por exemplo). As Repúblicas democráticas, pelo contrário, produzem cidadãos.
Nelas, o soberano não é o rei, o “Generalíssimo” ou o “Guia Infalível dos Povos”, mas o povo. Por isso, a primeira divergência que instaura a democracia é aquela das minorias diante da lei ou das opções políticas dos governantes. Afinal, um povo que não se dispõe a lutar pelo que entenda ser o seu direito é pouco mais que um ajuntamento, uma reticência, uma perplexidade em si.
No Brasil, é comum que os tigres comecem a rugir quando os de baixo se movem. Eles pedem que o Estado reprima os movimentos sociais porque, afinal, as coisas “já estão demais”. O Estado que temos – avesso da experiência democrática – é sensível a esse tipo de apelo e não lhe faltam jagunços para ordenar o espancamento, a humilhação ou o disparo contra pessoas desarmadas como acabamos de ver em São Paulo. Entre os manifestantes, por seu turno, há pequenos grupos irresponsáveis que se imaginam “revolucionários” quando quebram vidraças. Eles não são os movimentos, entretanto, e não representam mais do que seus próprios pesadelos.
Um regime democrático não deve tolerar jagunços, nem irresponsáveis. O primeiro passo para isto é não confundir os policiais com os violadores, nem os manifestantes com os vândalos. Uma polícia profissional e cidadã protege o direito público à manifestação e intervém criteriosamente para assegurar os direitos de todos, inclusive daqueles que não estão na manifestação. Manifestantes comprometidos com a democracia, por seu turno, devem isolar os que se aproveitam dos movimentos sociais e que, por ausência de pensamento, portam-se como agentes provocadores.
É a carência de cultura democrática – não o “excesso de democracia” – o que explica os absurdos que se repetem, o que não significa falta de novidades, vide as prisões por “porte de vinagre” em SP. No Brasil, quando a violência se instaura, só os tigres são felizes. É preciso estar alerta para identificar seus sorrisos desdentados.
A democracia não é o “regime da maioria”, mas o regime das diferenças e do seu contraste público. O que faz a ordem democrática são os debates criteriosos e as manifestações. A lógica das liberdades, afinal, é aquela fundada na divergência, não no consenso. Aliás, quanto mais completa for a dominação e quanto mais totalitário for o regime político, maior será o “consenso” aparente entre os dominados. Nestes casos, medo e alienação se somam, consagrando a postura dos súditos (como na Coreia do Norte, por exemplo). As Repúblicas democráticas, pelo contrário, produzem cidadãos.
Nelas, o soberano não é o rei, o “Generalíssimo” ou o “Guia Infalível dos Povos”, mas o povo. Por isso, a primeira divergência que instaura a democracia é aquela das minorias diante da lei ou das opções políticas dos governantes. Afinal, um povo que não se dispõe a lutar pelo que entenda ser o seu direito é pouco mais que um ajuntamento, uma reticência, uma perplexidade em si.
No Brasil, é comum que os tigres comecem a rugir quando os de baixo se movem. Eles pedem que o Estado reprima os movimentos sociais porque, afinal, as coisas “já estão demais”. O Estado que temos – avesso da experiência democrática – é sensível a esse tipo de apelo e não lhe faltam jagunços para ordenar o espancamento, a humilhação ou o disparo contra pessoas desarmadas como acabamos de ver em São Paulo. Entre os manifestantes, por seu turno, há pequenos grupos irresponsáveis que se imaginam “revolucionários” quando quebram vidraças. Eles não são os movimentos, entretanto, e não representam mais do que seus próprios pesadelos.
Um regime democrático não deve tolerar jagunços, nem irresponsáveis. O primeiro passo para isto é não confundir os policiais com os violadores, nem os manifestantes com os vândalos. Uma polícia profissional e cidadã protege o direito público à manifestação e intervém criteriosamente para assegurar os direitos de todos, inclusive daqueles que não estão na manifestação. Manifestantes comprometidos com a democracia, por seu turno, devem isolar os que se aproveitam dos movimentos sociais e que, por ausência de pensamento, portam-se como agentes provocadores.
É a carência de cultura democrática – não o “excesso de democracia” – o que explica os absurdos que se repetem, o que não significa falta de novidades, vide as prisões por “porte de vinagre” em SP. No Brasil, quando a violência se instaura, só os tigres são felizes. É preciso estar alerta para identificar seus sorrisos desdentados.
*Jornalista, Advogado e Professor
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