sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Na carona da "Asa Branca"... tentando retornar ao sertão!


Amigos, ontem, ao ouvir os versos do nosso saudoso Luiz Gonzaga no filme-documentário, "Gonzaga, de pai pra filho", que está em exibição nos cinemas, fui provocado a repensar os meus laços e tradições culturais, a situar a minha ancoragem territorial. Mas, na tentativa de não privatizar esse sentimento a que fui remetido, exercitei uma reflexão acerca da nossa cultura contemporânea, a cultura do insensível, da anestesia tátil a que fomos introjetados pela agulha intradérmica das novas tecnologias. Fora das minhas pretensões de ser um poeta, seguem alguns versos de um "caboclo sonhador".

Na “Asa Branca”... voltarei pro meu sertão!

Autor: o povo!
Escritor: S. Menezes S.
Florianópolis, 06/12/12.

Hoje, ao assistir a história de Gonzagão
Lembrei de casa, da mãe e dos irmãos.
Senti saudades de Aracaju,
Que por sinal, parece muito com Exu,
Terra do “Rei do Baião”.
Ao escutar o “Xote Virado”,
Parei e pensei,
Que mundo é esse globalizado?

O poder das tecnologias,
Assim como num toque de magia,
Mudam as nossas percepções,
Desancoram as nossas terras,
De dentro dos nossos corações.
Findamos sendo todos padronizados,
Mas diversifique!
Acabe com a divisão de classes,
E seremos todos igualados!

Seja crítico e criativo,
Precisamos construir a nossa memória,
Juntos, fazemos um coletivo,
Formamos um ecossistema comunicativo!
Comunique-se sem demora,
Aproxime-se de quem está na sua cola,
Dê importância pra quem te dá bola.
Olhe para o seu lado. NOW!
Valorize o outro,
Deixe de ser banal!
Já parou e pensou?
Você vive numa rede social!

Fuja desse simulacro oco,
A vida real é uma mina de ouro!
Olhe a terra ardendo,
É uma fogueira de São João.
Veja-os...
São seus amigos, sua família, seus irmãos!
E quando a saudade apertou no coração,
Eu tenho a certeza...
Que voltarei pro meu sertão!

6 comentários:

Cristiano Mezzaroba disse...

Grande Bam... além de mestrado, está iniciando a vida de poeta é? Dizem que estudar sensibiliza, acho que é verdade. E como um nordestino que vê esse baita filme do "Gonzaga - De pai para filho", imagion que o sentimento que bate é esse, de amor à sua terra, de repensar suas origens e de vislumbrar um futuro melhor, já que o presente se faz. Parabéns pelo texto e por compartilhar conosco! muito legal!!! abração!!!

Giovani Pires disse...

Que bonito, Silvan!!!

Poesia pura em cada linha. Parabéns, camarada!

Sergio Dorenski disse...

Ai Silvan, tenho dito pela bandas de cá que você está experienciando uma riqueza de conhecimentos. Junto com os Laboamigos daí, daqui, de lá você vivência algo belíssimo para sua formação e voltará rico, riquissímo, sem o perigo de perder esta riqueza, pois, podem te levar tudo, mas, o conhecimento ninguém lhe tira! Agora, marcado pela saudade de nossas terras a veia poética transpira...é isso Guri, aproveita este seu momento...e parabéns...

Bianca disse...

Que bela poesia Bam!
Quanta sensibilidade... é nesses momentos que percebo o quanto nossas raízes são intensas e indissociáveis de nós!
Que bonito!

Bjo, Bia

Janderson Paixão disse...

Grande Silvan, parabéns pela poesia, ainda não assiti o filme, mas gora deu muita vontade.

Parabéns e grande abraço!!!

Silvan Menezes disse...

Obrigado a todos... vocês todos fazem parte da construção desse caminho e dessa riqueza de conhecimento que estou experenciando como disse o Sergião!
Mas, depois de assistir o filme não pude deixar de comprar o livro para procurar mais detalhes dessas duas figuras importantes da nossa cultura, que são Luiz Gonzaga e Gonzaguinha.
Em breve, cenas dos próximos capítulos! haha