domingo, 12 de maio de 2013

Seminário “Mapeando Controvérsias Contemporâneas: humanos e não-humanos na antropologia”

Infelizmente é no horário da reunião do LaboMídia/UFSC. Mas fica o registro do evento de amanhã organizado pelo GrupCiber (Antropologia no Ciberespaço).

O Seminário “Mapeando Controvérsias Contemporâneas: humanos e não-humanos na antropologia” será realizado no dia 13 de maio, das 18h às 22h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), organizado por Theophilos Rifiotis (Departamento de Antropologia da UFSC) e Jean Segata (bolsista de pós-doutorado do CNPq no PPGAS/UFSC).


Para quem quiser se aproximar das discussões, a página do GrupCiber reúne as produções do grupo e uma "biblioteca" com textos sobre a temática. As aproximações mais recentes com as teorias do Bruno Latour, em especial a teoria "Ator-Rede", abre perspectivas (ou pelo menos indica fronteiras) interessantes para a Educação Física.



Que cheiro de naftalina! Ou: eu nunca pensei que "voces" virariam "eles"! - Parte II

Outra notícia que me causou indignação foi o lançamento do programa Atleta na Escola. O factoide promovido pelo governo essa semana reuniu o ministro-maluquinho (aquele que adora um factoide, o Mercadante), o garoto-propaganda da Nike (o comunista - aí! - Aldo Rebelo) e o representante do Ministério da Defesa (?), general Fernando de Azevedo (mas não podia ter outro nome, que não ofendesse o célebre educador?).
Ora, dos dois ministérios - Esporte e Defesa (?) - a gente pode esperar qualquer coisa mesmo. No do Esporte, como sabemos, além da adesão incondicional do PC do B à máfia do esporte nacional (COB/CBF), que vem de longe, o objetivo é outro, tem a ver com convenio$, transferencia$, negociaçõe$... Na Defesa, a lógica do espírito militar garante obediência servil, portanto, abrir os quartéis para realizar disputas de atletismo não tem nada de excepcional.
Mas o Ministério da Educação, que já teve à frente um Cristóvão Buarque, embrenhar-se nessa palhaçada de detecção de talentos na escola, sob o argumento que isso será o legado que os megaeventos deixarão à cultura esportiva do país, é de doer! É a re-esportivização da Educação Física escolar em marcha...batida! Nos anos 70, com o argumento de que era preciso provar sermos uma potência mundial (na verdade, para abafar a resistência estudantil ao governo militar), a ditadura militar também usou esse discurso do esporte, por atos, decretos e ações. É impressionante como, nessa área, o governo Lula/Dilma segue tão  fielmente os passos da ditadura. Tornaram-se "eles" e ainda acham que são originais!    

Que cheiro de naftalina! Ou: eu nunca pensei que "voces" virariam "eles"! - Parte I

Uma série de notícias divulgadas na mídia nesta última semana me trouxe um misto de sentimentos, como incredulidade, "déjà vu", tristeza, etc. Na verdade, seria até risível não fosse trágico. Vou comenta-las em duas mensagens.

O primeiro é o lançamento da campanha institucional do Ministério do Esporte visando a Copa do Mundo, com o slogan A Pátria de Chuteiras, inspiração óbvia na obra do imortal (e conservador) Nelson Rodrigues. Para completar o cheiro da naftalina, a trilha da vinheta da campanha é o célebre "que bonito é!" (Na cadência do samba, de Waldir Calmon e Luiz Bandeira), também imortalizado, nos anos 70-80,pelo cinejornal  especializado em futebol (mas não só!), o Canal 100. 
Essa lógica saudosista, que sugere o resgate de um "tempo bom" para o futebol brasileiro, já tinha começado com a convocação dos dois técnicos campeões do mundo pela seleção (Parreira, 1994, para coordenador; Felipão, 2002, para treinador). Na demissão de Mano Menezes, responsável pela renovação (inacabada) da seleção, Marin, o deputado da ditadura dos anos 70, preferiu o pensamento mágico. 
Para completar, nessa semana, Felipão visitou a Escola de Educação Física do Exército, na Urca/RJ, afirmando que a primeira parte da preparação da seleção para a Copa das Confederações poderia ser lá. Nada mais anos 70! As instalações da ESEFEx foram a base da "seleção do tri", aquela dos "90 milhões em ação" e do "Ame-o ou Deixe-o!" Naquele tempo, futebol era questão de estado...militar! Nada mais normal para um cara que já disse que talvez Pinochet tivesse razão em fazer o que fez no Chile! Como o Parreira, que já estava lá, continua, só falta mesmo ressuscitarem o capitão Claudio Coutinho! E tudo isso num governo PT-PCdoB, com uma presidenta torturada... por "eles"! Por isso, nunca pensei que voces virariam eles! 

sábado, 11 de maio de 2013

Sobre o tempo (Memórias de uma mesa redonda)


Quando recebi o e-mail convite para participar da mesa redonda sobre Mídia-educação no I Lincom[1], não hesitei um segundo em aceitar a tarefa e nem cinco minutos, em meio ao (dito) instantâneo retorno da correspondência digital (um pequeno ritual que envolve abrir a caixa para a resposta, escrever a mensagem, ler, reler, conferir com a ferramenta de correção, confirmar o destinatário e, ufa!, enviar a mensagem) para replicar a solicitação. Mas demorei alguns dias para entender o porquê desta rapidez. E após longas e perniciosas indagações, algumas noites de insônia e uma coleta intensa de opiniões sobre “como participar de uma mesa redonda”, a resposta que tanto procurava apareceu em um instante.

O caminho para Caiobá e Matinhos de balsa
Alcançar os detalhes em meio a correria diária e encontrar o Eldorado perdido são, hoje, tarefas análogas. E no ambiente acadêmico (ok, não só nele), falar do tempo virou um “mantra”. Convenhamos, nada mais esquizoide do que um tema ascético para sacralizar um momento de inconformidade coletiva relacionada ao tempo, ou a falta dele. Mas ao (re)converter o sentido, eis que o significado cintila como o sol espelhado no balanço marítimo do canal. Dias de dúvidas e questionamentos resolvidos em um suspiro (o primeiro de muitos). Era o anúncio de que aquele momento prometia agradáveis reflexões.

Logo imagino ter conseguido localizar algumas razões para desconfiar das lamúrias sobre a falta de tempo. Em apenas um dia vivi as descobertas e desalentos de um curioso menino que me convidou a assistir, nas tardes de sua infância, aos seus filmes trash favoritos; dancei, cantei e me entreguei às batidas adornadas pelas imagens dos videoclipes preferidos de um jovem inquieto e festivo, que me escancarou as portas de sua casa, já assoberbada de convidados ilustres (livros, filmes, discos, brinquedos, lembranças, paisagens); e viajei das gélidas sensações de uma madrugada desértica ao topo de cordilheiras nevadas, sensações retratadas e recontadas a cada acesso. Pouca coisa?

Entrada da UFPR Litoral
Também entendi que a acolhida intervém positivamente nos processos (nesses tempos em que executar é mais do que de experienciar, a necessidade de afirmação desfaz a redundância), e retoma seu sentido de arte e arrebatamento. Na tenda, que traz dentro de si o mar que nos envolve, vejo o amparo da plateia contemplativa e por isso mesmo admirada. E o tempo mais uma vez se dilata, tal o vislumbrar do horizonte emoldurado. É o olhar que em um só movimento percebe o andar ladino de um cachorro ambientado, varre expressões e enxerga nelas um agrado, no momento exato que se vê em certa delícia. Naquelas céleres duas horas e meia, a percepção de estar diante do que o sábio professor apontou como o que de melhor existe na academia, que em meio à aceleração do tempo, por vezes esquecemos: o prazer da "gratuidade" do debate[2].

Afinal, acabo por perceber que uma possível relatividade temporal pode estar ligada ao afeto, da qual se referiu o aluno ao questionar a possibilidade afetiva na relação com as mídias. E penso que estar ou sentir-se afetado admite também o sentido de ser atingido. Uma relação que faz o corpo mexer, tal a toada repetida ao infinito, a tremura das mãos no momento da exposição, o aperto no estômago nas intermináveis noites de insônia. Afetação que precede a ação. Na relação com as mídias (ou, dizem alguns, por causa delas) o tempo corre. Mas se ali o tempo incide, também com elas o corpo responde, participa. E só pude percebê-lo porque vivi. E vivendo, senti, conheci.

“À medida que ocorrem alterações no seu corpo, você fica sabendo de sua existência e pode acompanhar continuamente sua evolução. Apercebe-se de mudanças no estado corporal e segue seu desenrolar durante segundos ou minutos. Esse processo de acompanhamento contínuo, essa experiência do que o corpo está fazendo enquanto pensamentos sobre conteúdos específicos continuam a desenrolar-se, é a essência daquilo que chamo sentimento.” (DAMÁSIO, 2012, p. 140)


Uma das "salas" do Messa



[1] Seminário de Linguagens, Mídias e Educação, 6 a 10/05, UFPR Litoral. Mesa realizada no dia 09 com a participação de Lyana de Miranda, Rodrigo Ferrari e Gilson Cruz, sob a acolhida e coordenação de Fábio Messa.

[2] Fala de Paulo Fenterseifer, em aula realizada em abril de 2013, na UFSC.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dossiê Mídias e Educação - Revista Atos de Pesquisa em Educação/FURB

Aos colegas que acompanham o blog, divulgo a publicação do dossiê "Mídias e Educação", pela Revista Atos de Pesquisa em Educação da FURB, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Educação daquela universidade.
Tratam-se de textos - ensaios, pesquisas e resenhas - que abordam as mídias na educação, a partir das mais diversas perspectivas teóricas e com um conjunto de autores/as das mais diversas regiões brasileiras, com presença de pesquisadora italiana.

Acessem e aproveitem á vontade!
http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/issue/current/showToc

Os orgnizadores,
Cristiano Mezzaroba
Fabio Zoboli
Sergio Dorenski

terça-feira, 23 de abril de 2013

Levantamento de publicações de TIC's na Educação

Colegas que acompanham o blog!
Recebi da Profa. Priscilla Kelly Figueiredo - a quem aproveito para agradecer - o e-mail com a indicação de um levantamento  com publicações sobre TIC's na Educação. Trata-se de um blog, de uma doutoranda em Educação pela PUC/RJ, que pesquisou de 2008 até 2013, com as palavras-chave "mídias digitais", "internet", "TIC's" e "literacy".

Vale a pena dar uma olhada!



domingo, 21 de abril de 2013

Primeiro highline de Florianópolis - SC

Linha Baleia Franca - Setor Toca da Baleia / Rafael Bridi - Vinicius Goulart / 20 de abril de 2013.
Operação de câmera - montagem - mixagem - finalização: Rodrigo Ferrari; rodrigoferrari.me
Música: Rafael Pesce - Hora de levantar / Julien Bulier - Espace libre / trilha sonora de Baraka (1992) - John Fricke
Equilibristas: Henrique Ferreira / Vinicius Goulart / Alana Godoy / Rafael Bridi / Ariel Beltramini (Pajé) / Ariel Ferreira


Apoio: LaboMídia / labomidia.ufsc.br 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Projeto Mídia-Educação na Mídia

Olá moçada labomidiana compartilho com vcs mais uma das divulgações do Projeto PIBID, que coordeno aqui na UFPR Litoral - Mídia-Educação nas Escolas das Ilhas de Guaraqueçaba-PR, nesta matéria estão falando sobre as produções dos curtas-metragens, que tem sido nossa especialidade. Agora estamos em fase de gravação do Pai do Mato (também da Ilha das Peças) e do Piragui (da Ilha de Superagui), um grande abraço. Jaca-Total http://www.gazetadopovo.com.br/blog/educacao-midia/?id=1360105&tit=ilha-tambem-tem-cinema#.UWr3dJNItKQ.facebook

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Arthur Zanetti e Jogos Olímpicos: Os (des) investimentos na Ginástica Artística



Caros colegas, segue abaixo mais uma análise da mídia feita por estudantes da disciplina de Mídia e Educação Física da UFSJ.

 Arthur Zanetti e Jogos Olímpicos: Os (des) investimentos na Ginástica Artística

Por: Giselle Resende, Isabela Flausino, Marcos Vinícius Ávila, Scheila Albano, Diego Henrique

Nos Jogos Olímpicos de 2012, realizado em Londres, o Brasil se destacou em algumas modalidades. Uma grande surpresa foi a medalha de ouro ganha por Arthur Zanetti, na modalidade de Ginástica Artística, nas argolas. Assim, o atleta entrou para a história brasileira por tratar-se da primeira medalha de ouro ganha nessa modalidade.


Na época, Arthur Zanetti, que antes era um desconhecido, passou a ter espaço em vários veículos midiáticos. Seu histórico de ginasta, sua rotina de treinos, fatos sobre seu treinador foram evidenciados durante várias semanas em programas de TV, internet, revistas, etc. Ficaram claras questões como as condições precárias de treinamento de Zanetti, muitas vezes por falta de investimento. Enfatizaram também a grande capacidade de superação por parte do atleta e seu técnico dos limites impostos. Em meio a isso deveria ser (?) esperado que as condições de Zanetti melhorassem, seja no sentido de valorização do próprio atleta e da modalidade no Brasil.
Agora no ano 2013 o ginasta não figura mais nos meios de comunicação como antes. No mês de Janeiro do mesmo ano foi divulgado no site da UOL uma matéria intitulada: Arthur Zanetti reclama de condições ruins de trabalho e ameaça deixar seleção se técnico não renovar”.  Na matéria é relatado que após as olimpíadas as condições do atleta continuam idênticas, além da falta de patrocinadores e de melhorias na infraestrutura nos locais de treinamento e, ainda, o contrato de seu treinador (Marcos Goto, que o treina há 15 anos) até então não havia sido renovado pela Confederação Brasileira de Ginástica. Vale ressaltar que ainda no ano de 2012 o treinador Marcos Goto foi eleito, juntamente com o técnico José Roberto Guimarães, o melhor técnico de 2012 pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). (veja notícia aqui)
O blogueiro Alberto Murray Olímpico (do blog sobre o Movimento Olímpico) em uma das publicações direcionadas a essa matéria do site UOL, afirma que: O melhor que Arthur Zanetti e seu técnico teriam a fazer seria ir embora do Brasil, viver em algum lugar aonde pudessem encontrar excelentes condições de treinamento e concentrados em manter o bom trabalho que vêm fazendo”.
Nesse contexto, Arthur Zanetti é apenas um exemplo dos inúmeros casos de desvalorização dos esportes que não possuem caráter hegemônico no Brasil pela mídia, esportes que sem o mesmo reconhecimento são marcados pela falta de investimento e destaque.
Percebemos uma mudança expressiva na divulgação midiática a respeito desse atleta, que, primeiramente foi colocado em foco com sua vitória e a medalha olímpica inédita na categoria. Num segundo instante, o atleta entra em esquecimento nos grandes veículos midiáticos, até que é feito uma pequena reportagem na TV e, posteriormente, publicada em site da internet (UOL), informando as condições atuais do campeão olímpico sem apoio financeiro e estrutural.
Percebemos o poder das mídias em difundir noticias, definindo para o público o que é ou não importante segundo seus critérios e interesses.
A partir dessas reflexões e constatações surgem inúmeras indagações a respeito do investimento em atletas por parte da mídia, do valor de uma medalha olímpica e da própria ginástica e sua difusão no Brasil.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Em nome do Esporte? II

1. Dois ícones do esporte amador brasileiro, o parque aquático Julio Delamare e o estádio de atletismo Celio de Barros foram fechados hoje para serem desmanchados e se tornarem estacionamento do Maracanã na Copa;
2. Ronald(ucho), garoto-propaganda da Globo, acaba de ser nomeado comentarista da emissora para a Copa da Confederações e ainda quer se defender da dupla acusação de conflito de interesses: como membro do COL, é participante da organização do evento que vai comentar; como empresário, gestor da carreira de vários jogadores do Brasil, inclusive Neymar, cuja performance vai avaliar. Isenção? Ética? Ora,....
3. Numa afronta ao Estatuto do Torcedor, a Nova Fonte Nova terá o nome da Cervejaria Itaipava (http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1255344-por-r-100-milhoes-arena-da-copa-2014-tera-nome-de-cervejaria.shtml).

Vale tudo em nome DESTE esporte????

terça-feira, 26 de março de 2013

CONFEF: começando a ruir!

As faculdades de EF de Goiás, mais o CBCE, conseguiram uma grande vitória na luta contra as arbitrariedades do CONFEF.

O artigo 3º da Resolução n° 182/2009, que limitava a atuação do licenciado apenas à educação básica e ainda autorizava os CREFs a colocarem essa observação na carteira do inscrito, foi considerada ilegal e inconstitucional, em caráter terminativo, pela Justiça Federal de Goiás.
A decisão é válida para todo o país e só pode ser questionada no STF.
Excelente noticia, parabéns aos colegas que promoveram a ação junto ao Ministério Público Federal de Goiás!
Ver mais em:
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=visualiza_noticia&id_caderno=&id_noticia=96882

segunda-feira, 25 de março de 2013

Relação atleta-patrocínio

Pessoal que acompanha o blog!
Faço a postagem do último texto deste semestre. Agora as reflexões e discussão são do colega Luiz Ricardo, aluno do curso de Estatística/UFS que cursa a disciplina.
Leiam e estejam convidados ao debate.
Agradeço a todos/as pelos acessos ao blog, pelas leituras e comentários. Penso que o exercício pedagógico aqui realizado foi bastante produtivo para todos/as aqueles/as que participaram desde novembro dessas amplas discussões! Até a próxima!!!



RELAÇÃO ATLETA-PATROCÍNIO
 O futebol é considerado pelo povo brasileiro como a grande paixão nacional, as empresas ao notarem que este esporte tem um público massivo e fiel, buscam de todas as formas meios para suas marcas se vincularem com esse esporte e utilizam-se da ferramenta do marketing. Através de várias pesquisas as empresas perceberam que teriam mais retorno vincular suas marcas aos atletas símbolos de suas respectivas equipes e não necessariamente ao time completo e com isso jogadores em destaque passaram a ser garotos propaganda,vinculando a sua imagem à marca da instituição empresarial.
O grande atleta brasileiro constantemente procurado pelas grandes empresas para divulgação de seus produtos é o jogador do Santos, Neymar, de apenas 20 anos,que atualmente tem contrato de patrocínio com 11 empresas (Nike, Volkswagen, Panasonic, Red Bull, Tenys Pé Baruel, Lupo, Ambev, Claro, Unilever, Santander e Baterias Heliar). Pesquisas afirmam que 92% de seu rendimento mensal é adquirido desses patrocínios.
A relação da empresa com o atleta vai além de uma simples gravação de comercial, as empresas perceberam que a vida do atleta fora dos gramados é importante para que o consumidor tenha uma resposta positiva quanto a essa divulgação. Médias e grandes empresas já possuem um relacionamento com esses atletas como se os jogadores fossem funcionários ativos de sua instituição e com isso dão uma atenção maior, sempre entregando brindes, procurando saber se estão precisando de algo, constantemente fornecendo chuteiras, camisas e etc. Em contrapartida, pelo fato dessas marcas estarem sempre dando assistência, elas acabam exigindo um grande comprometimento dos atletas e na maioria das vezes a exigência é até maior na empresa do que por parte de seus clubes. O jogador passa a ser “refém” das empresas, ele agora tem que “andar na linha”,não pode se meter em confusão,não pode andar em baladas,tem que fazer gols todos os jogos,tem que ter um cabelo que chame atenção.
Pode-se concluir então que os atletas estão subordinados tanto a seus clubes como às empresas que os patrocinam, fazendo com que na grande maioria das vezes uma boa imagem perante a mídia é tão importante quanto seu talento no futebol. Um grande jogador, por mais talentoso que seja, ao se envolver em algum fato em que as empresas julguem prejudicial para seus produtos pode fazer com que a carreira deste atleta venha a acabar.
Seguem alguns exemplos de atletas que tiveram suas carreiras prejudicadas por parte de patrocínios cancelados:

Tiger Woods
Essa não é a primeira vez que atletas consagrados perdem sua glória, admiração e alguns milhões em patrocínio. Um dos casos mais emblemáticos do esporte mundial é o do jogador de golfe Tiger Woods, que se envolveu num escândalo sexual e assumiu que traiu a sua esposa com 12 mulheres. Depois disso, Woods ficou órfão de praticamente todas as marcas que investiam em sua imagem. Dentre elas, estão Tag Heuer, Gillette, Gatorade, Accenture, AT&T e Golf Digest. 

Mike Tyson
Definitivamente a fama de bad boy não combina com as relações saudáveis dos atletas com as marcas. Depois de ficar conhecido mundialmente em 1986, ao conquistar com 20 anos o título de campeão do mundo dos pesos-pesados, Tyson também atraiu um sem número de patrocinadores. No entanto, a fama e a fortuna que conquistou foram acompanhadas por polêmicas e episódios obscuros, como sua prisão por estupro, o uso de drogas e a violência fora dos ringues, atitudes que lhe renderam o cancelamento de patrocínio da marca Pepsi.

Wayne Rooney
Outro que se deu mal foi o jogador de futebol inglês Wayne Rooney, ídolo do Manchester United. O atleta traiu sua mulher que estava grávida e viu a sua imagem ruir perante a imprensa e a opinião pública. Os resultados não poderiam ser diferentes. Rooney  perdeu dois patrocinadores importantes e que certamente lhe rendiam alguns milhões por ano: foram eles Coca-Cola e Tiger Beer. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Em nome do esporte?

A desocupação do antigo Museu do Índio, junto ao Maracanã, gerou hoje cenas de guerra como a que vai abaixo. Tudo isso em nome da modernização do estádio (?) e construção de estacionamento (agora estão falando em Museu Olímpico...), exigencia da FIFA para a Copa. Em nome do esporte...


quinta-feira, 14 de março de 2013

A IMPORTÂNCIA DOS PROFESSORES E PAIS NA EDUCAÇÃO

Olá pessoas, segue abaixo o texto do Professor Zé Costa, formado em Ed. Física pela UFS e desde que conheço vejo como um Professor preocupado com a Educação. Podemos discordar de vários aspectos, mas, na essencia, o que se quer é ver um mundo melhor, um reconhecimento da educação e valorização dos professores... valeu professor.

A IMPORTÂNCIA DOS PROFESSORES E PAIS NA EDUCAÇÃO
Há algum tempo, a imprensa nacional apresentou uma mãe revoltada com a professora que obrigou seu filho a pintar uma parede por ele pinchada e de tê-lo constrangido perante os colegas e por isto, não estava querendo ir mais à escola. A escola tinha sido pintada por um mutirão de pais, professores e alunos durante um final de semana e a professora ao ver o que o aluno tinha feito, tomou a decisão correta de mandar o aluno pintar; decisão esta, que foi errada na opinião da mãe e de 2% dos internautas que responderam a enquete no site da Rede Globo; a maioria usou o bom senso e concordou com a professora.

Esta mãe deveria era agradecer a professora por ter ensinando ao seu filho respeito e responsabilidade com o patrimônio público e impondo-lhe regras e limites, o que ele provavelmente não recebe em casa. Alguns pais não educam seus filhos em casa, onde deve ser a base para a educação, e quando o professor tenta fazer o que eles não fazem, é criticado, agredido e até  processado. Este é um dos milhares de casos que ocorrem diariamente nas escolas de todo o país e que a maioria do povo não fica sabendo. Professores, alunos e pais se confrontam dentro e fora das salas de aula pelas inversões de valores que a sociedade impõe a todos, como se fossem normais. Professores são xingados, ameaçados e agredidos física e moralmente por alguns alunos e pais que não compreendem o verdadeiro papel dos mesmos na escola. O professor não é apenas um transmissor de conteúdos, mas que também contribui na formação integral do aluno, ensinando-o valores morais e sociais, que muitas vezes não são ensinados em casa. Esses valores fazem com que o cidadão seja consciente de seus deveres e direitos perante a sociedade. O que esta acontecendo na escola é um reflexo de casa, os filhos não respeitam os pais e automaticamente não respeitam os professores na escola.

Algumas décadas atrás, o professor era considerado um segundo pai. Na escola, era uma autoridade, tinha o respeito dos alunos e da sociedade. Alguns pais chegavam a autorizar ao professor de ser rígido com seu filho quando o mesmo não se comportasse, faltasse com o respeito ou não quisesse estudar. Atualmente, estamos vendo o contrário: o professor não pode repreender o aluno na frente dos demais; se falar em cidadania, é “chato”; quando disciplina, é “autoritário”; se não enrola nas aulas, explica todo o conteúdo é, “certinho demais”; se não falta, não chega atrasado ou não termina a aula antes do horário é, “Caxias”; se não deixa o aluno gazear a aula, é “moralista”, se não permite as conversas paralelas em sala de aula, é “enjoado”, ou seja, o professor que ensina e tem compromisso com a educação é para alguns alunos um professor ruim, é a inversão dos valores; aindabem que a maioria quer alguma coisa, mas os que não querem atrapalham e prejudicam o bom andamento de uma aula.

Alguns pais querem passar a responsabilidade de educar seu filho a escola,porque eles não têm tempo de educá-lo em casa, estão sempre muito ocupados ou trabalhando e ficam ausentes da educação dele. Em casa, dão tudo que o filho pede, não sabem dizer não no momento certo e por isto, não impõe limites. Quando o filho chega à escola, o professor faz tudo ao contrário dos pais: aplica regras, faz cobranças, impõe limites e ai, há o confronto de valores. É quando alguns alunos se rebelam contra o professor e a escola se transforma em campo de batalha, eles se tornam indisciplinados e até agressivos. É lamentável que alguns pais apoiem os filhos e fiquem contra os professores, mesmo sabendo que eles estão errados. Como afirmou Coelho Neto: “É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.”

Durante o ano letivo, todos os pais são convidados a participarem das reuniões de pais e mestres para serem informados sobre a vida escolar de seus filhos, mas alguns nunca comparecem. Quando o filho é reprovado, eles procuram a direção, coordenação ou o professor para questionar, reclamar e culpá-los pelo fato.

Alguns professores estão sendo desestimulados a continuar na profissão pela falta de interessedos alunos pelo estudo, pela pouca valorização da sociedade, por ter a menor remuneração entre os profissionais com formação equivalente e pela falta de compromisso dos políticos com a educação, mesmo com a campanha do MEC mostrando a importância do professor no desenvolvimento de um país.

Os pais precisam refletir melhor sobre a importância deles na educação do seu filho, acompanhando-o na escola, participando das reuniões para saber sobre o seu desempenho e comportamento nos estudos; conversando com os professores, coordenadores e direção para saber se ele está assistindo às aulas, se gosta de estudar, se é bem comportado. As respostas logo aparecerão e os problemas com a indisciplina poderão ser solucionados a tempo. Os professores querem que seus alunos sejam bem educados e tenham sucesso na vida, porque apesar dos percalços da profissão, a sua formação é de educador. Dessa forma, a educação das crianças deve ser conduzida pelas duas maiores instituições da sociedade: família e escola. Como afirmou Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens.”

                                                                                                  José Costa

sexta-feira, 8 de março de 2013

Uma polêmica: a filosofia de treinamento para formação de campeões

Segue mais um texto como exercício reflexivo e produtivo, das acadêmicas da Turma B, da disciplina de Educação Física, Esporte e Mìdia/UFS. O grupo é composto pelas acadêmicas: Anne Thairiny, Beatrice Wanders, Jéssica Del' Neves, Tamires Menezes e Tammy Rocha Costa.
Estão convidados a refletirem conosco e continuar o debate!


Uma polêmica: a filosofia de treinamento para formação de campeões

O presente texto está baseado em uma entrevista transmitida no Esporte Espetacular, da emissora Rede Globo, no dia 24 de fevereiro de 2013, na qual foi mostrada uma filosofia de treinamento adotada por Nick Bollettieri, cujo lema é: “Só a vitória importa”.
Bollettieri, aos seus 80 anos, é conhecido como a lenda do tênis, pois já formou mais de 20 atletas que se tornaram numero 1 no ranking mundial, entre eles André Agassi, Maria Sharapova, Venus e Serena Willians, Monica Seles, entre outros. Devido a esse grande sucesso de formar campeões, milhares de crianças e adolescentes de mais de 60 países, procuram sua academia, considerada como uma “Universidade do tênis”.
O seu centro de treinamento está exclusivamente voltada para a formação de campeões, como afirma Bollettieri: “Só interessa a vitória. Não quero ver vocês dizendo que vão jogar o melhor que pode, assim vocês irão para o cantinho dos perdedores.”. A sua forma de treinamento chega a ser criticada pelo fato de enfatizar fervorosamente a competição, em que as crianças e adolescentes são privados da vida social e do ambiente familiar, “respirando” o tênis 24 horas por dia. Além dos seus treinamentos em quadra, as crianças e adolescentes passam por atividades para um melhoramento no desempenho físico e mental, através de treinamentos visuais (tempo de reação) como também aprimoramento da concentração, sempre ressaltando a competição entre os alunos.
De tanto enfatizar a competitividade e rivalidade, dentro e fora de quadra, o convivo social é reduzido e interferido entre os alunos, seja em relação ao âmbito familiar, bem como na construção de amizades.
Jhon McEnroe, ex-tenista e número 1 (um) no ranking mundial na década de 80, é um dos maiores críticos do método de treinamento de Bollettieri. Ele é oposto à ideia de incentivar a concorrência dos alunos, afirmando que ele é uma prova viva de que para se tornar um campeão não é necessário viver somente em função do tênis, podendo viver uma vida normal.
Assim, mediante o que foi explanado em relação aos tipos e formas de treinamento, podemos questionar: O que é necessário para se tornar o numero 1 (um) no ranking? É preciso se abdicar da vida social e do convívio familiar, para se tornar um campeão? É possível, como professores de Educação Física, trabalhar com um olhar crítico para todas essas questões, já que a própria mídia nos traz esses elementos da atualidade?

sábado, 2 de março de 2013

Jogo das estrelas do NBB: (trans)formação de um espetáculo...

Colegas do blog,
Publicamos mais um texto dos acadêmicos que estão cursando a disciplina de "Educação Física, Esporte Mídia" aqui na UFS. Desta vez, os autores são Erick Thompson e Pablo Rocha, trazendo o debate para essa tentativa de tornar o basquete uma modalidade mais praticada e comentada no país.
Segue! Aguardamos os comentários!


JOGO DAS ESTRELAS DO NBB: (trans) formação de um espetáculo...

O Novo Basquete Brasil (NBB) é a reformulação do Campeonato Brasileiro de Basquete e vem se destacando nesta modalidade esportiva, com as contratações, o comparecimento do público aos jogos, a disputa entre os clubes participantes. Porém, ainda não tem uma divulgação mais ampla, isto é, a sua transmissão ainda está restrita ao canal fechado SPORTV (ligada ao Grupo Globo) que apresenta alguns jogos durante a semana e também nos finais de semana. No entanto, a Rede Globo, canal aberto, não transmite os jogos do campeonato em si, apesar de veicular reportagens em sua programação esportiva (como no Globo Esporte e no Esporte Espetacular, entre outros).
O Jogo das Estrelas do NBB é um jogo espetáculo inspirado no All-Star Game da NBA em vários aspectos, desde a participação do público na escolha dos atletas que formarão os dois times – NBB Brasil (jogadores brasileiros) e NBB Mundo (jogadores estrangeiros que atuam no Brasil) – até os quatro eventos que são:
·       Desafio de Habilidades, em que o jogador deverá passar por um percurso de 4 estágios no menor tempo possível;
·       Torneio de 3 pontos: cada atleta arremessa 25 bolas num tempo de 60 segundos;
·       Torneio de Enterradas: cada atleta tem que realizar duas enterradas, sendo que uma em estilo livre e outra com a participação de um ou mais jogadores;
·       Jogo das Estrelas que é o evento principal.
O basquete não é um dos esportes preferidos para serem transmitidos, pelo fato de não ter um tempo certo para término do jogo e isso pode atrapalhar a programação das emissoras. Porém, para a transmissão do evento principal, o Jogo das Estrelas, a Rede Globo abrirá um espaço na sua programação para transmitir este evento. No entanto, a transmissão das demais partes do evento ficará restrita a SPORTV.
Contudo, é explicito que o NBB vem obtendo uma boa repercussão dos seus jogos, os quais, em sua maioria, o público vem comparecendo em massa.
Percebe-se que a Rede Globo vem tentando fazer com que o NBB alcance um patamar maior de divulgação dos atletas brasileiros e estrangeiros que jogam no Brasil, assim como a liga norte-americana faz nos EUA. Porém, a apresentação em TV aberta do espetáculo que é o Jogo das Estrelas, pode proporcionar o aumento de pessoas interessadas em saber sobre os jogos, os atletas e, dessa forma, poder fazer com que alguns de seus jogos passem a ser transmitidos em TV aberta.
Será que tem como o basquete brasileiro atingir um nível de divulgação na mídia nacional, tal como o vôlei atingiu, e por consequência influenciar o aumento do número de interessados em praticar esse esporte, nas aulas de EF e como lazer?