sexta-feira, 12 de março de 2010

Intervenção sobre a Mídia na Educação Física em Sergipe

Olá amigos,

já se tornou um hábito entre muitos, olhar a escola e a Educação Física a partir de seus limites. Hora, está na ponta da lingua que a educação no país não vai bem, que as escolas muitas vezes são depósitos humanos, que a Educação Física escolar não ensina nada, é mero passatempo. Quando se trata do tema da mídia, os receios são grandes: Muitos professores percebem influência dos meios em seus alunos, nos conteúdos das aulas, mas não sabem como lidar com o tema. Mas as possibilidades estão ai a nossa volta. Não é que encontrei essa semana um relato de experiência de uma professora do interior de Sergipe que temantizou os padrões físicos impostos pela mídia nas suas aulas de Educação Física. O trabalho foi publicado na revista Nova Escola há alguns anos atrás. Na máteria consta que a professora tinha recém realizado um curso ofertado pela UFS, feito em um campus avançado, no município de Lagarto, cidade a 75 quilômetros de distância de Aracaju. Para ter acesso a reportagem e consultar o plano de aula da professora acesse http://revistaescola.abril.com.br/educacao-fisica/pratica-pedagogica/todo-mundo-bonito-424307.shtml

OBS: O nosso colega Sérgio Dorenski foi professor nesse curso por algum tempo. Quem sabe não tem um dedo dele indiretamente nisso tudo???

Deixe aqui sua opinião sobre a intervenção. E mais, que tal debatermos algumas possibilidades de intervenção sobre a mídia nas aulas de EF?

8 comentários:

Giovani disse...

Ah, ah, ah, ah!

Eu não tenho dúvida sobre o "provocador" desta experiência/relato.
Até porque, se não estou enganado, o camarada Dorenski foi o paraninfo da formatura desta turma do PQD de Lagarto!
Que beleza resgatar essa história, Diego. É muito importante que a gente vá recuperando esses relatos de mídia-educação física.
Até porque, de repente, chegam uns pós-graduandos que pensam que descobriram a roda neste campo, quando fazem algumas propostas de organização do trabalho pedagógico que consideram revolucionárias...

Diego S. Mendes disse...

E veja, Gio, o relato está publicado em um número da revista Nova Escola de 2004. Não é nenhuma novidade. Imagine quantos trabalhos acontecem Brasil a fora sem ser relatado nos meios de comunicação de massa ou científica?

Vinícius Eça disse...

Olá Diego, acredito que não é por falta de informação que as coisas não acontecem... O que tenho percebido aqui na região de Itabuna e Ilhéus (BA) é um discurso muito bonito e bem estruturado e uma enorme PREGUIÇA na hora da AÇÃO!! Será que é só na Bahia??? Acho que não!!!

Diego S. Mendes disse...

Olá Vinícius,

bom vê-lo por aqui. De fato isso acontece em muitos lugares. Temos que reconher que formação para o tema da mídia nos cursos de formação tem aumentado, mas está longe de ser suficiente. Outro problema está na cultura escolar, a escola e as redes de ensino impõe, de diferente maneiras, obstáculos à realização de propostas inovadoras. Mas os professores tem participação decisiva no levante dessa temática na escola. Acho que precisamos investigar mais o que leva os professores a resistir à mudanças em suas práticas. Quem sabe ai podemos encontrar algumas respostas que nos ajude a endenter melhor esse problema.
Penso que a divulgação de relatos de experiências com o tema da mídia ainda é precário o que dificulta a ação dos professores, por isso a proposta desse forum de discussão

Anônimo disse...

Olá pessoas. Fiquei muito feliz com a publicação da revista e fato de ser em Sergipe, melhor ainda, no interior. Desenvolvi trabalhos com mídia educação e até orientei uma monografia no Pqd de Lagarto sobre mídia-educação/física. Inclusive a Cássia (café) apresentou em Lagarto aquela monografia que foi para o Conbrace, lembram? Como Gio falou fui paraninfo da turma, mas neste caso específico, pelo menos diretamente, não houve uma participação minha, acho que ela se formou na turma anterior. Concordo com o Gio, acho que precisamos ir recuperando esses fatos. Tenho pensado muito na aproximação com o interior. Talvez um projeto amplo, envolvendo os pólos (são 5) em haja uma participação direta nossa, junto com a Sec. do Estado/Município etc.
vamos conversando
Sérgio Dorenski daqui de Salvador (UFBA) anônimo por que esqueci minha senha (prá variar kakaka)

Márcia Morel disse...

Queridos (Todos),
Foi extremamente importante o resgate de uma construção de aproximadamente seis anos atrás, porém o mérito é presente e atual. Não precisa ser profeta, para investigar e intervir, basta a formulação da pergunta para a formulação da sabedoria e intervenção, principalmente em se tratando da mídia. Se a ação é local o fórum passa a ser global, está legitimado e constituído, tão breve e intensas as colaborações.
Forte abraço,
Morel

Doiara Santos disse...

Resistências, "preguiça"(Ô Vinícius, "tá" assumindo um estereótipo é?rsrs, brincadeirinha!), formação insuficiente...Velhos conhecidos!O relato de experiência publicado na Nova Escola foi em 2004 e "já" parece muito tempo? Penso que não, considero recente. Esforços por mudanças e "explorar" as possibilidades só não podem ser descontínuos e isolados. Ótimo o post, me intersso pelo tema...
Abraços!

Diego S. Mendes disse...

Olá Marcia e Doiara,

demorei um pouco para voltar ao debate, mas estou aqui de novo. Agradeço muito a participação de vocês. Acho mesmo que temos que globalizar essas experiências locais, elas nos inspiram, nos possibilitam novas reflexões e, principalmente, demonstram que não estamos sozinhos nessa. As possibilitades estão por ai!!!!