domingo, 28 de fevereiro de 2010

António Nóvoa e a profissão docente: sobre as tecnologias...

Em link que copio abaixo, há uma entrevista com o pesquisador português António Nóvoa sobre o exercício da profissão docente. Vale a pena dar uma conferida!Aqui destaco apenas a discussão sobre o "surgimento de uma nova escola" com o advento das novas tecnologias!

Pergunta: Com o advento das novas tecnologias e com a crise dos modelos educacionais, muitos pesquisadores começaram a prever o surgimento de uma nova escola. O senhor está entre aqueles que acreditam em mudanças profundas no modelo tradicional da escola? Ou estamos a aprimorar uma concepção bancária de educação, como diria Paulo Freire?

António Nóvoa: De fato, não tem havido a produção de um novo modelo de escola. As tecnologias são muito importantes e têm contribuído para algumas mudanças no ensino e na aprendizagem. Mas elas, por si só, não alterarão o nosso modelo de escola. Se perdermos o sentido humano da educação, perdemos tudo. Só um ser humano consegue educar outro ser humano. Por isso tenho insistido na importância das dimensões pessoais no exercício da profissão docente. Precisamos de professores interessantes e interessados. Precisamos de inspiradores, e não de repetidores. Pessoas que tenham vida, coisas para dizer, exemplos para dar. Educar é contar uma história, e inscrever cada criança, cada jovem, nessa história. É fazer uma viagem pela cultura, pelo conhecimento, pela criação. Uma viagem, para recorrer a Proust, na qual mais importante do que encontrar novas terras é alcançar novos olhares. É nesse sentido que apreendo, hoje, o contributo tão significativo de Paulo Freire para pensar a educação numa perspectiva crítica e progressista.

Boa leitura!
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12841

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ditadura direitista da Mídia

Olha aí, pessoal,

Mais um movimento da midia-direitosa-do-capital
contra as tentativas populares de controle social
da comunicação de massa no país.

Resistência!!!!

Abraço. Giovani

Altamiro Borges: Direita midiática conspira em São Paulo

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010.

No dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista, as estrelas da direita midiática estarão reunidas num seminário cinicamente batizado de “1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão”. Não faltarão críticas a Conferência Nacional de Comunicação, sabotada pelos donos da mídia, e às idéias democratizantes do Plano Nacional de Direitos Humanos. O presidente Lula ficará com a sua orelha ardendo. Será rotulado de autoritário, populista e de outros adjetivos. O evento tentará unificar o discurso da mídia hegemônica para a disputa presidencial de 2010.

Os inscritos que desembolsarem R$ 500 poderão ouvir as opiniões de famosos reacionários sobre as “ameaças à democracia no Brasil” e as “restrições à liberdade de expressão”. Marcel Granier, dono da golpista e corrupta RCTV, que teve sua outorga cassada pelo governo venezuelano, fará a palestra de encerramento. A lista de palestristas convidados causa náuseas: o fascistóide Denis Rosenfield, o racista Demétrio Magnoli, o pitbul Reinaldo Azevedo, o bravateiro Arnaldo Jabor, o líder da seita xiita Opus Dei, Alberto Di Franco, além de vários comentaristas da TV Globo.

O sinistro Instituto Millenium

O evento, que tem o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), é uma iniciativa do sinistro Instituto Millenium. Esta entidade reúne poderosos banqueiros, industriais e barões da mídia e pretende ser um centro de aglutinação dos defensores da “economia de mercado”, como descreve seu sítio. Ela é presidida por Patrícia Carlos Andrade, que foi analista dos bancos Icatu e JPMorgan, e é filha do falecido jornalista Evandro Carlos de Andrade, um dos mentores da Central Globo de Jornalismo.

O instituto não tem nada de neutro ou plural. É controlado pelas corporações empresariais. Entre os mantenedores estão Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, Sergio Foguel, da Odebrecht, Pedro Henrique Mariani, do Banco BBM, Salim Mattar, do grupo Localiza, e Marcos Amaro, da TAM. O gestor do fundo patrimonial da Millenium é Armínio Fraga, o ex-presidente do Banco Central na era neoliberal de FHC. Os barões da mídia têm expressiva presença na entidade. Entre os dez principais mantenedores estão João Roberto Marinho, das Organizações Globo, e Roberto Civita, da Abril. Seu conselho editorial é dirigido por Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja.

A resposta dos movimentos sociais

O repórter Adriano Andrade, num excelente artigo para o jornal Brasil de Fato, demonstrou que o Instituto Millenium representa a nata da direita brasileira. Patrícia Andrade chegou a assinar o “manifesto contra a ditadura esquerdista na mídia”, escrito pelo fascistóide Olavo de Carvalho. A entidade também promove anualmente o risível “dia da liberdade de impostos”. Para o repórter, a Millenium lembra duas instituições que tiveram papel de relevo na preparação do golpe militar de 1964 – o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), ambos financiados pelo governo dos EUA e pelos grupos monopolistas nativos.

O evento de 1º de março bem que mereceria uma resposta organizada dos movimentos sociais, alvo das manipulações constantes da mídia hegemônica. O demonizado MST, as ridicularizadas centrais sindicais, a estigmatizadas entidades estudantis, além das forças opostas a todos os tipos de discriminação, como a de gênero e a racial, poderiam aproveitar este evento conspirativo da direita midiática para protestar contra a “criminalização dos movimentos sociais e pela autêntica liberdade de expressão”. Nada mais democrático do que protestar contra a ditadura da mídia.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Copa e Olimpíada projetam um aumento na procura por curso de Inglês no Pais

Um Olho lá outro cá, é assim que os cursos de Inglês vêem o ano da Copa e da Olimpíada no Brasil. Escolas iniciam ações para atrair alunos.
Ainda faltam mais de quatro anos para a Copa do Mundo no Brasil e sete para as Olimpíadas no Rio de Janeiro, mas as escolas de inglês por todo o país já se preparam para receber mais alunos que pretendem se capacitar para fazer negócios ou oferecer serviços de olho nos eventos esportivos.
Os estabelecimentos particulares já começaram a pré-seleção de funcionários, criaram cursos especiais e alteraram o conteúdo das aulas.
Tudo está sendo preparado e projetado segundo os diretores de marketing das escolas na espectativa de um aumento de 10% a 30% no número de matriculas.
Para conferir essa máteria de uma olhada nessa página: http://www.ccsa.ufpb.br/de/gappe/noticia44.html e confiram as Ações concretas,Parcerias o apoio do governo e do poder Público.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O corpo carnavalesco que não está na mídia

Ontem regressei do carnaval de Salvador. Uma experiência única. Diante de todo o tipo de extravagâncias dionízicas e do domínio das tentações de Baco, os olhares midiáticos do Brasil estavam atentos. Carnaval é sinônimo de festa do corpo - corpos brincantes, sensuais, extravagantes, maqueados, transvestidos, enfim, uma verdadeira hipertrofia do corpóreo. A festa, no entanto, é marcada por peculiaridades. Foi instigantes perceber que todos os trios elétricos devem parar por um bom tempo diante do camarote da Band, ou do ex-ministro Gilberto Gil. Logo pensei, Gil é mesmo uma personalidade carnavalesca. Mais que isso, o seu camarote é uma vitrine para o Brasil. Todas as câmeras das grandes emissoras estão lá. Me perguntei então, por que o corpo carnavalesco que segue o trio por quilômetros a fora deve permanecer tanto tempo "parado" naqueles pontos específicos? Hora, é diante dessas vitrines que os artisitas podem vender seus shows, se apresentar para todo o Brasil e não apenas para o público local. É bem verdade que o corpo folião deve agradecer algumas daquelas paradas, afinal, elas deixam a festa perdurar por mais tempo. Mas por outro lado não é o corpo cansado quem pode apelar para que o trio pare um pouco, nem tampouco os olhares atentos daqueles que assistem da sacada de suas janelas. Para esses, quem sabe, com sorte, o artista acene rapidamente. Mas para mídia, ai sim, há todo o tempo do mundo. E mais, os camarotes midiáticos se instalam no início dos percursos. O corpo que passa ali, é o corpo eletrizado pelos momentos iniciais da folia, mas o corpo arrastado do final, quase nunca é visto. Os corpos massacrados pela massa também não se vê muito na tela, mas lá eles são centenas. Há também um corpo de excluidos, chamados de pipóca (auqueles que vão saltando sem parar do lado de fora das cordas de segurança dos pagantes que acompanham o trio), que participa da festa com muitos rituais de guerra, incitando-a contra aqueles que estão protegidos pelos abadas - um ticket caríssimo que dá o poder de permanecer entre o povo sem ser estar junto ao povo. Esse corpo também não se vê na mídia e são milhares. Esse é o carnaval do Brasil, lindo, alegre e contagiante, ao menos pra quem paga caro por ele. É também a festa mais democrática do mundo, só não vai atrás do trio quem já morreu diz a canção. Realmente, todos estão lá, pobre e ricos, heteros e homosexuais, branco e negros - alguns dentro da segurança das cordas, outros dentro de camarotes, alguns em foco outros não.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

INVICTUS - O filme pra se pensar em esporte, política e sociedade

Em ano de Copa do Mundo de futebol na África do Sul, um filme aparece por aqui pra nos lembrar de certos acontecimentos lá do início da década de 90 naquele país: a tentativa do então presidente eleito Nelson Mandela em superar o regime de apartheid, que dividia negros e brancos - maioria e minoria respectivamente, e os conflitos existentes, de ordem política, econômica, cultural e também, de forma explícita no filme, esportivos, já que o esporte praticado pelos negros era o futebol, enquanto os brancos praticam rugby.

Trata-se do filme intitulado INVICTUS. Dirigido por Clint Eastwood, tendo como principais nomes Morgan Freeman protagonizando Nelson Mandella e Matt Damon no papel do capitão da equipe de rugby.

Penso que é um excelente filme pra se pensar as relações muitas vezes desconsideradas entre esporte e política, e neste caso particularmente, da África do Sul, o quanto se fez (bom) uso desta relação esporte/política, na tentativa de unificar "cores" diferentes que habitavam o mesmo território e assim promover o desenvolvimento sul-africano. O esporte, ou melhor, o rugby, era muito mais que um simples esporte naquele momento: era a chance que os sul-africanos tiveram de se verem e se sentirem "nação".

Pra quem assistiu, também, o filme "Mandela - A Luta pela liberdade", dá a impressão que o filme "Invictus" é a continuação de um grande filme que ainda não terminou, afinal, infelizmente, o racismo é algo latente em todos os lugares...

Fica a dica, afinal, em junho a Copa do Mundo é lá!!! (é o agendamento feito pelo cinema! hehehe)

Ah... mais sobre essa relação entre esporte e política, mas agora no caso brasileiro, a gente encontra nesse link abaixo, uma notícia sobre uma dissertação de mestrado publicada na Revista Filosofia, Ciência e Vida.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Esporte e feminilidade

Hoje, no esporte espetacular da rede globo, uma das matérias de agendamento para a Descida das Escadas de Santos 2010 - evento de Downhill com bicicleta que acontecerá neste domingo, dia 07/01 - esforçou-se por apresentar o universo feminino das atletas participantes. Nada por acaso, afinal, uma das favoritas é a brasileira Luana de Oliveira, campeã da Descida das Escadas de Santos e vencedora do Campeonato Brasileiro, em 2008; campeã da Copa Oxford, no Chile, em 2009; e três vezes primeira colocada na categoria four-cross. A matéria, nada inovadora, versava sobre a vaidade das atletas e do esforço dessas para manterem-se femininas, mesmo sendo praticantes de um esporte aparentemente másculo e radical. Embora a matéria "se esforce" para mostrar a presença feminina no esporte, ao apelar para o tom legislador sobre o que é ser feminina nos dias atuais sugere também que a presença das mulheres no esporte pode ser bem vista desde que essas não percam sua "identidade feminina". Estamos falando de como as questões de gênero e esporte estão entrelaçadas. Afinal, qual o problema em uma garota participar de um esporte radical e, no momento da competição, não se preocupar com a "preservação" de sua beleza? Ou ainda, por que uma atleta que zela pela vaidade numa prova de esporte "masculinizante" é ou deve ser mais valorizada do que aquelas que não se preocupam o com o rímel? A mensagem é enfática, tal qual o dito de Vinícius de Moraes, " as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental". Mais um discurso contemporâneo do esporte da mídia. Lembre-se, mulher, se for práticar Downhill, não se esqueça dos equipamentos de segurança e, claro, de um belo tratamento cosmético. Adrenalina? Que nada! Estética é o que interessa, mas não a das suas manobras, evidente, e sim das suas curvas. Fiquem atentos as curvas da Descida das Escadas de Santos desse domingo!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

COB tenta censurar produção acadêmica!

Pois é, como são as coisas, né? De tanto se falar em volta da censura, eis que ela está mesmo aí (na verdade, com apoio do judiciário, ela nunca desapareceu! Vejamos o caso recente do Estadão e a familia Sarney).
Só que agora é o comite olímpico brasileiro, que tem muita moral (!) pra falar depois de todas as denuncias do Pan/2007, que está tentando censurar o livro da professora Katia Rubio (USP), sobre Educação, Esporte e Valores Olímpicos.
Pode? Vamos nos mobilizar? Vejam matéria sobre o assunto em http://albertomurray.wordpress.com/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Por que não desisto


Amigos, hoje pela manhã dei uma passeada pelo blog do Juca e dei de cara com uma série de artigos do livro "Por que não desisto - futebol, dinheiro e política", lançado pela Editora Disal, em 2009, organizado pelo jornalista Márcio Kroehn e de autoria de Juca Kfouri. Entre os temas:
Quais são os benefícios de uma Copa do Mundo no Brasil? Por que o torneio mais popular entre as seleções do planeta está com os dias contatos? O que motiva o país a se interessar, com tanta dedicação, a sediar os Jogos Olímpicos? Quem é capaz de dirigir um clube de futebol com inteligência, transparência e seriedade?
Um livro que Tostão apresenta como indispensável. Segundo a sinopse do livro "O autor concilia a beleza do esporte dentro de seu tempo regulamentar com os bastidores regados a negociatas e politicagem. Essa mistura contém muitos e antigos vícios, que permanecem atuais como se tivessem acontecido ontem. É para se deliciar com essa tabelinha que Juca Kfouri quer trocar especialmente com você, leitor. E, sobretudo, pensar!

Vale a pena dar uma espiada no blog do Juca para ter uma prévia - http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

Eis minha sugestão para compreendermos melhor o chamado jornalismo esportivo.

Abração

sábado, 23 de janeiro de 2010

Para registro: giovanidelorezi@yahoo.com.br não sou eu!!!

Amigos,

Depois de informar por e-mail aos colegas do LaboMidia, resolvi deixar registrado aqui também a confusão ou brincadeira de mau-gosto (ou má-fé?) que está me envolvendo.
Alguém registrou no yahoo um e-mail com um nome de usuário muito parecido com o meu nome: giovanidelorezi!
E pior: enviou mensagem para um camarada do grupo como se fosse eu, anunciando o novo endereço e perguntando pelos contatos do colega para um possível doutorado!
Trato de passar essa informação "a quem interessar possa" para evitar situações que possam causar algum constrangimento ou conflito. E também pedindo que, se alguém receber mensagem desse endereço, por favor me repasse porque já abri um denuncia junto ao atendimento do yahoo.
Muito chato isso, né? Desculpem a chateação, por favor.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sobre a experiência de blogar

Olá amigos,

para voltar a minha atividade por aqui resolvi escrever sobre a experiência de blogar. Meu contato com os blogs foi tardio, meus amigos já falavam em fotolog, segunda vida na internet e tantas outras ferramentas. Foi uma aproximação lenta, no início pensava nos blogs apenas como diários. As primeiras tentativas de aproximação foram chatas, confesso - tudo me soava muito parecido com um site qualquer. Com o tempo conheci alguns blogs sobre educação, desses linkei para outros. Me arrisquei em alguns comentários.Alguns sem eco, perdidos no mar de informação da net. Outros, no entanto, foram respondidos. Acompanhei e participei de debates acalourados. Descobri o facínio da ferramenta. Interação! Palavra manjada na net e banalizada em nossas experiências cotidianas. Muitos dizem que a interação é sinônimo da internet, discordo. No msn, orkut, entre outros sites de relacionamento interagi pouco, no máximo falei com conhecidos ou exibi uma identidade virtual. troquei pouco com desconhecidos e não tive acesso a conteúdos que fugissem as fugacidades que me circundavam. Nos blogs, no entanto, acessei pessoas com as quais jamais encontrei ou acredito que vou encontrar, além dos grandes amigos, claro, tudo por um assunto em comum. Argumentei, fui contra-argumentado. Encontrei milhares de opiniões empobrecidas, outras que me colocaram em êxtase. A cada post comentado, uma possibilidade ilimitada de conhecer com a colaboração de outras pessoas, saberes coletivos. Nem nos trabalhos em grupos da escola encontrei tamanha parceria. A cada contato conhecia novos blogs e salvava aqueles com os quais me identifiquei. Descobri que o blog só faz sentido com a participação de outras pessoas. Não pode ser degustado na lógica da individualidade. Um blog sem seguidores, sem comentários, sem interlocutores é uma árvore morta, sem frutos. Essa experiência me tocou, hoje conheço e debato mais sobre esporte, mídia, entre outros assuntos que me interessam com pessoas do mundo inteiro. Exponho minha opinião onde jamais ela chegaria e acesso opiniões que jamais circulariam nos meios de comunicação comerciais. Democrático? Sim, de mais. Colaborativo? Também. Perigoso? Pode ser, há quem faça de tudo nesses meios. Mas é nesse emaranhado todo de contradições que reside seu encanto, nas multiplas possibilidades de interagir e elaborar saberes coletivos.

Ufa! ainda bem que resolvemos nos lançar nessa idéia

Steve Fuller na Globo News: as crianças deveriam ter aula de mídia na escola

O Programa Milênio, da Globo News, apresentou ontem entrevista com o sociológo norteamericano radicado na Inglaterra, Steve Fuller.
Na primeira parte, ele discute a importância do sistema educacional preparar as crianças para o consumo midiático consciente.
Ele enfatizou a importância de os alunos terem acesso à compreensão de como são produzidas as publicidades, para que possam fazer suas escolhas de consumo (ou não). Nenhuma novidade, mas é legal ver o tema sendo tratado de forma séria na mídia.
A entrevista está no endereço abaixo. http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1453458-17665-314,00.html

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

II Conferência Nacional da Cultura e a Mídia

Mas algumas ações do governo federal são mesmo só para incomodar a grande imprensa comercial do país, né? Ao mesmo é isso que ela pensa...

Depois de chiar (e boicotar) com a CONFECOM e se esconder atrás dos militares e latifundiários para atacar o plano nacional de direitos humanos, agora a mídia já está mirando a II Conferencia Nacional de Cultura, que acontece em março próximo (texto preparatório está disponível em http://blogs.cultura.gov.br/cnc/files/2009/08/Texto-Base.pdf - há também videos e alguns textos complementares).

A grande midia comercial teme que se discuta o monopólio da informação e a falta de democracia na produção e veiculação de conteúdo.

Entre outras coisas, o texto diz que "as TVs e rádios comerciais vendem sua audiência (o público) para os anunciantes", e propõe um "controle social" na gestão das TVs e rádios que são, antes de tudo, concessões públicas.

Tem matéria na FSP de hoje, dia 18/1. Vamos acompanhar!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Caros Amigos: O macaco não soube esconder o rabo

A chiadeira da grande midia contra o III Programa Nacional de Direitos Humanos do Governo Lula, acusando mal-estar entre os militares e reclamações dos latifundiários de sempre, parece que decorre mesmo dos interesses corporativos e golpistas dos donos de empresas de comunicação...
Vejam trecho da entrevista de Fábio Konder Comparato em Caros Amigos (jan/2010), a ìntegra está em http://carosamigos.terra.com.br/
"Como se vê, de ambos os lados o macaco não soube esconder o rabo. As classes dominantes demonstraram que sua maior arma política é a dominação empresarial dos meios de comunicação de massa. Uma democracia autêntica só pode existir quando as diferentes camadas do povo têm liberdade de se comunicar entre si. Entre nós, porém, os canais públicos de comunicação foram apropriados pela classe empresarial, em seu próprio benefício, deixando o povo completamente à margem. O presidente da República, por sua vez, seguindo seus hábitos consolidados, resolveu abafar as disputas e negociar um acordo. Esqueceu-se, porém, que nenhum acordo político decente pode ser feito à custa da dignidade da pessoa humana".

Vale a pena!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Está no UOL: Espanha proíbe anúncios que exaltem 'culto ao corpo'

Olhem só que interessante! Vamos discutir?

"O Parlamento da Espanha aprovou, nesta quinta-feira, uma lei que proíbe a exibição na TV de anúncios que ´exaltem o culto ao corpo` das 6h às 22h."

Texto completo em http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/2010/01/07/espanha-proibe-anuncios-que-exaltem-culto-ao-corpo.jhtm

O uso do computador e da internet na escola pública

"A Fundação Victor Civita, em parceria com o Ibope Inteligência e a LSI-TEC, realizou em 2009 pesquisa sobre o uso da informática na escola pública das capitais. Foram ouvidos representantes de 400 escolas de todas as regiões do país".
Não lembro se essa noticia já circulou por aqui , se estiver duplicado desconsiderem...
Vale sobretudo pelos dados sobre a realidade das escolas. Interessante que os três eixos apontados como prioritários são muito semelhantes aos do estudo da Paulinha Bianchi: infraestrutura, planejamento e formação docente.

A partir do link abaixo, é possível fazer download da apresentação com os principais dados da pesquisa e ainda da edição especial da revista Nova Escola, produzida sobre o tema.

http://revistaescola.abril.com.br/fvc/estudos-e-pesquisas/computador-internet-escola.shtml

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Avaliação?

Olá observadores
Como a pesquisa /ciência devem ser socializadas, ou seja devem se compromissadas com o esclarecimento da sociedade,
nada mais justo que socializarmos nossos conquistas, trabalhos e alegrias, "a receita do sucesso"
Então aí segue a avaliação do nosso guru Gio.


Pessoal,
Estou aproveitando o domingo, enquanto nao chega
a hora de começar o churrasco, para fazer um breve
balanço do LaboMidia neste ano que se encerra.
Como qualquer balanço, sei que vou deixar coisas
importantes de fora (desculpem o interessados); nem
vou me arriscar a quantificar, porque ai a encreca
seria ainda maior. Mas vamos lá!
Em 2009, tivemos:
- colegas aprovados em concursos públicos em IFES
e outras (e já temos/tivemos coordenadores de
curso)
- colegas aprovados para ingresso em programas
de pós (mestrado e doutorado)
- colegas que concluiram seus estudos de pós
(mestrado e doutorado); outros, qualificaram seus
projetos
- colegas que concluiram seus estudos de graduação
- publicamos em anais (muitos), periódicos (dá pra
melhorar!) e capitulos
- produzimos e veiculamos videos no CONBRACE
e em outros espaços
- publicamos nosso segundo livro (e o terceiro já
está a caminho)
- ministramos conferencias, palestras, minicursos,
oficinas, em vários lugares, no Brasil inteiro
- participamos com destaque em muitos eventos
cientificos
- tivemos participação em várias bancas examinadoras
- consolidamos o LaboMidia/UFS e estamos agora
construindo o LaboMidia do centro da Terra e da
beira da floresta, em Macapa,
- realizamos o I ENOME (baita sucesso!) e fortalecemos
nosso ponto de observação no projeto Orla
- participamos efetivamente do GTT/CBCE, onde
ampliamos nossa participação no comite cientifico e
na subcoordenação
- consolidamos o LaboMidia como grupo autonomo
no CNPq
- firmamos parceria com a SNDEL para criar, hospedar
e pilotar o repositório digital da rede CEDES;
- com isso, passamos a ter nosso proprio servidor de
internet (e já temos pagina nova)
- retomamos o nosso blog
- fomos aprovados em editais de pesquisa, PIBIC e
outras coisas mais
- criamos o movimento epistemológico, filosófico,
axiológico, teórico metodológico e contente, que
vai ajudar a mudar o mundo, o movimento
jaca-libertário!
- etc.
- antes e acima de tudo, continuamos a ser um
grupo de amigos que fazemos-com, na certeza
de que assim faz mais sentido para a nossa
formação como humanos e profissionais.
Portanto, temos muito o que comemorar neste
final de ano; e temos que estar preparados para
continuarmos a sermos-mais, como ensinou
Paulo Freire.
Para todos nós, que fazemos cotidianamente o
melhor grupo de amigos que faz pesquisa/ensino/
extensão com compromisso social, desejo neste
final de ano muitas alegrias, sorrisos, descansos,
cochilos, baladas, etc .
Que nossas férias sejam reconfortantes, para
começarmos 2010 com ainda mais vontade.
Beijo a todos/as, camaradas!
Gio

Pessoal, está navegando e achei esse texto da Secretaria de comunicação da UNB, tematizando o fim da 1a. (CONFECOM)

Abraço

Daniel


Apesar da resistência por parte do empresariado, professores da UnB ressaltam a necessidade de órgãos reguladores para o setor
João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB


A criação dos conselhos Nacional de Comunicação (CNC) e Federal de Jornalismo (CFJ) está entre as 700 propostas aprovadas pela 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), encerrada nesta quinta-feira, 17 de dezembro. Ponto polêmico nas discussões sobre novas políticas públicas para o setor, o CFJ, já proposto na Constituição Federal de 1988, acabou afastado da pauta do Congresso Nacional em 2004. À época, o CFJ foi visto como uma forma de intervenção e cerceamento da liberdade de imprensa no Brasil por parte do governo federal.

Para especialistas da Universidade de Brasília, no entanto, a volta da proposta representa um passo à frente rumo à democracia. O professor Murilo César Ramos, da Faculdade de Comunicação (FAC), especialista em políticas públicas, afirma que há uma visão reducionista da função dos conselhos ligados à comunicação. “Existe um discurso hipócrita de censura que já não cabe mais. A implementação de um órgão que elabore e formule políticas de comunicação e regulamente o setor deve ser amplamente debatida, mas concretizada se quisermos um modelo mais justo.”

Murilo cita, por exemplo, que o combate ao monopólio dos meios de comunicação por parte de grandes empresários e da desvalorização das produções regionais no Brasil – ambas situações que desrespeitam a Constituição – poderia se mais efetivo com as ações dos conselhos. “Nos Estados Unidos, onde há a liberdade de imprensa, existe um conselho semelhante desde 1934. Temos uma visão histórica imposta por um modelo que restringe a comunicação como um bem comercial e não um direito social da república”.

O professor da FAC e jornalista Fernando Paulino acredita que o processo de implantação de mecanismos de regulação sobre a comunicação brasileira é uma questão de tempo. “Está claro que, do jeito que está, não pode continuar. Com o debate e o esclarecimento em busca das melhor legislação para o setor esses ‘fantasmas’ de um modelo de censura tendem a desaparecer para dar lugar a um sistema mais aberto e democrático”, ressaltou ele, que trabalhou na Comissão Nacional Organizadora da Confecom.

DIVERGÊNCIAS -
Além dos conselhos, a plenária da conferência aprovou outras medidas polêmicas na visão de representantes de empresas que se negaram a participar do debate, como a Associação Brasileira de Rádio e Televisão e a Associação Nacional dos Jornais. Entre elas, a elaboração de um Código de Ética do Jornalismo e a criação de um Observatório Nacional de Mídia e Direitos Humanos. “São todas medidas contrárias ao sistema que mantém a comunicação no Brasil. Todo processo de mudança envolve resistência. O debate já é uma vitória”, ponderou Paulino.

CONGRESSO - Disputas voto a voto e debates acalorados pela escolha das melhores propostas marcaram o último dia da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), nesta quinta-feira. Encerrado o encontro que reuniu membros da sociedade civil, do empresariado e do poder público, começa a luta junto ao Congresso Nacional – que em 2010 deve se concentrar nas eleições - para transformar os itens debatidos em leis que representem mudanças reais para na comunicação brasileira.

O professor Fernando Paulino ressalta, no entanto, que nem todas as 700 propostas aprovadas dependem da aprovação do Congresso. “A criação de ouvidorias nas empresas de comunicação e a realização de pesquisas e estudos sobre o tema podem ser feitos pela sociedade civil. Mas é preciso manter a mobilização e assegurar a realização de outras conferências – uma das propostas aprovadas – pois as principais propostas, como o acesso universal à internet, dependem diretamente do poder público”, comentou Paulino.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eu não sou Hommer Simpson!

Foi dificil não me sentir um Hommer Simpson hoje, vendo o Jornal Nacional da Rede Globo.
Está acontecendo a Conferencia Nacional de Comunicação e o editor-chefe, que um dia já disse que pensa o JN para o brasileiro médio, como o H. Simpson, levou mais tempo tentando justificar o boicote que a grande imprensa/empresa está fazendo à Conferência, Globo à frente, do que dando a noticia do evento (15 seg. no total, sem imagens!).
Em nome dos empresarios do setor, ele tentou confundir a opinião publica (além de sonegar a informação), dizendo que controle social da mídia é censura!
Do que eles tem medo? Os donos de televisão e rádio, por exemplo, deve ter medo que alguém se lembre de estabelecer critérios socialmente referenciados para a consessão do direito de difusão; que alguém estabeleça que a contrapartida, em prestação de serviço de natureza educativa-cultural, tem estar garantida na grade de programação, em horário decente, etc.
Resta pra gente acompanhar, pela tv por assinatura, o Canal Brasil, correndo o risco, por outro lado, do chapa-branquismo tipico da rede estatal.
Só esse dilema já justificaria a importancia da conferencia nacional e da instalação definitiva do conselho nacional de comunicação!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Enquete encerrada - O Saci é nosso!!!

Nossa enquete sobre qual deveria ser o mascote da Copa do Mundo de 2014 no Brasil foi encerrada. 66% dos eleitores votaram no Saci como mascote ideal e 11% ficaram com o Pelezinho (personagem de Mauricio de Souza). Já 22% do público não gostou de nenhuma das duas opções.

Portanto...

...Aha-Uhu, o Saci é noooosso!!!!

Não deixem de participar de nossa enquete sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016.

Abração

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pontão de Cultura UFSC


Convite para a primeira oficina do Pontão de Cultura da UFSC!

O Pontão de Cultura da UFSC é formado por vários núcleos: Núcleo Infância, Educação e Arte(NICA);GeNESS: Laboratório de inovação e incubadora da UFSC; Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Gestão da Produção e Custos(NIEPC); Núcleo de Estudos e Práticas em Socioeconomia Solidária (NESOL); Núcleo de Estudos Poético-Musicais (NEPOM); Núcleo de Pesquisa Educaçao Intercultural e Movimentos Sociais(MOVER) e Biblioteca Universitária.

Oficinas oferecidas:
Dia: 11/12 (sexta)
Horário: 19h às 21h
Processo de Licitação e Cuidados para Prestação de Contas
Local: Sala Azaléia/ Centro de Cultura e Eventos da UFSC.
Palestrante: Mario Barbosa - Assessor Jurídico do Centro Cultural Escrava Anastácia.

Dia: 12/12 (sábado)
Horário: 9h às 12h e das 13h às 17h
1) Mídia e Cultura: memória, criação e circulação.
Palestrantes:
Gilka Girardello - Doutora em Ciências da Comunicação;
Fábio Lessa Peres - Mestre em Educação;
Iracema Munarim - Mestre em Educação;
Gislene Natera Azor - Mestranda em Educação;
Juliane Di Paula Queiroz Odinino - Doutora em Ciências Humanas;
Silvio Costa Pereira - Mestre em Educação.
Local: Auditório do Departamento de Informática e Estatística da UFSC.

2) Software Livre
Palestrantes: José Eduardo De Lucca – Mestre em Ciências da Computação e Wagner Saback Dantas – Mestre em Engenharia Elétrica.
Local: Auditório do Departamento de Informática e Estatística da UFSC.

As oficinas são gratuitas e a presença deve ser confirmada até quinta-feira, dia 10/12.
As inscrições devem ser efetivadas através de pontaoufsc@hotmail.com. Os participantes receberão certificados.
A plataforma de socialização é www.pontao.ufsc.br.
O site ainda não está pronto, mas ficará até sexta. Na plataforma de socialização as pessoas poderão se informar das atividades do Pontão de Cultura da UFSC e até mesmo se inscrever e participar das discussões.
Blog ativo: www.pontao.ufsc.br/pg/blog/Patricia