Blog do Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva (UFSC/UFS/UFSJ)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Avaliação?
Pessoal, está navegando e achei esse texto da Secretaria de comunicação da UNB, tematizando o fim da 1a. (CONFECOM)
Abraço
Daniel
Apesar da resistência por parte do empresariado, professores da UnB ressaltam a necessidade de órgãos reguladores para o setor
João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB
Para especialistas da Universidade de Brasília, no entanto, a volta da proposta representa um passo à frente rumo à democracia. O professor Murilo César Ramos, da Faculdade de Comunicação (FAC), especialista em políticas públicas, afirma que há uma visão reducionista da função dos conselhos ligados à comunicação. “Existe um discurso hipócrita de censura que já não cabe mais. A implementação de um órgão que elabore e formule políticas de comunicação e regulamente o setor deve ser amplamente debatida, mas concretizada se quisermos um modelo mais justo.”
Murilo cita, por exemplo, que o combate ao monopólio dos meios de comunicação por parte de grandes empresários e da desvalorização das produções regionais no Brasil – ambas situações que desrespeitam a Constituição – poderia se mais efetivo com as ações dos conselhos. “Nos Estados Unidos, onde há a liberdade de imprensa, existe um conselho semelhante desde 1934. Temos uma visão histórica imposta por um modelo que restringe a comunicação como um bem comercial e não um direito social da república”.
O professor da FAC e jornalista Fernando Paulino acredita que o processo de implantação de mecanismos de regulação sobre a comunicação brasileira é uma questão de tempo. “Está claro que, do jeito que está, não pode continuar. Com o debate e o esclarecimento em busca das melhor legislação para o setor esses ‘fantasmas’ de um modelo de censura tendem a desaparecer para dar lugar a um sistema mais aberto e democrático”, ressaltou ele, que trabalhou na Comissão Nacional Organizadora da Confecom.
DIVERGÊNCIAS - Além dos conselhos, a plenária da conferência aprovou outras medidas polêmicas na visão de representantes de empresas que se negaram a participar do debate, como a Associação Brasileira de Rádio e Televisão e a Associação Nacional dos Jornais. Entre elas, a elaboração de um Código de Ética do Jornalismo e a criação de um Observatório Nacional de Mídia e Direitos Humanos. “São todas medidas contrárias ao sistema que mantém a comunicação no Brasil. Todo processo de mudança envolve resistência. O debate já é uma vitória”, ponderou Paulino.
CONGRESSO - Disputas voto a voto e debates acalorados pela escolha das melhores propostas marcaram o último dia da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), nesta quinta-feira. Encerrado o encontro que reuniu membros da sociedade civil, do empresariado e do poder público, começa a luta junto ao Congresso Nacional – que em 2010 deve se concentrar nas eleições - para transformar os itens debatidos em leis que representem mudanças reais para na comunicação brasileira.
O professor Fernando Paulino ressalta, no entanto, que nem todas as 700 propostas aprovadas dependem da aprovação do Congresso. “A criação de ouvidorias nas empresas de comunicação e a realização de pesquisas e estudos sobre o tema podem ser feitos pela sociedade civil. Mas é preciso manter a mobilização e assegurar a realização de outras conferências – uma das propostas aprovadas – pois as principais propostas, como o acesso universal à internet, dependem diretamente do poder público”, comentou Paulino.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Eu não sou Hommer Simpson!
Está acontecendo a Conferencia Nacional de Comunicação e o editor-chefe, que um dia já disse que pensa o JN para o brasileiro médio, como o H. Simpson, levou mais tempo tentando justificar o boicote que a grande imprensa/empresa está fazendo à Conferência, Globo à frente, do que dando a noticia do evento (15 seg. no total, sem imagens!).
Em nome dos empresarios do setor, ele tentou confundir a opinião publica (além de sonegar a informação), dizendo que controle social da mídia é censura!
Do que eles tem medo? Os donos de televisão e rádio, por exemplo, deve ter medo que alguém se lembre de estabelecer critérios socialmente referenciados para a consessão do direito de difusão; que alguém estabeleça que a contrapartida, em prestação de serviço de natureza educativa-cultural, tem estar garantida na grade de programação, em horário decente, etc.
Resta pra gente acompanhar, pela tv por assinatura, o Canal Brasil, correndo o risco, por outro lado, do chapa-branquismo tipico da rede estatal.
Só esse dilema já justificaria a importancia da conferencia nacional e da instalação definitiva do conselho nacional de comunicação!
domingo, 13 de dezembro de 2009
Enquete encerrada - O Saci é nosso!!!
Portanto...
...Aha-Uhu, o Saci é noooosso!!!!
Não deixem de participar de nossa enquete sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016.
Abração
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Pontão de Cultura UFSC
Oficinas oferecidas:
Dia: 11/12 (sexta)
Horário: 19h às 21h
Processo de Licitação e Cuidados para Prestação de Contas
Local: Sala Azaléia/ Centro de Cultura e Eventos da UFSC.
Palestrante: Mario Barbosa - Assessor Jurídico do Centro Cultural Escrava Anastácia.
Dia: 12/12 (sábado)
Horário: 9h às 12h e das 13h às 17h
1) Mídia e Cultura: memória, criação e circulação.
Palestrantes:
Gilka Girardello - Doutora em Ciências da Comunicação;
Fábio Lessa Peres - Mestre em Educação;
Iracema Munarim - Mestre em Educação;
Gislene Natera Azor - Mestranda em Educação;
Juliane Di Paula Queiroz Odinino - Doutora em Ciências Humanas;
Silvio Costa Pereira - Mestre em Educação.
Local: Auditório do Departamento de Informática e Estatística da UFSC.
2) Software Livre
Palestrantes: José Eduardo De Lucca – Mestre em Ciências da Computação e Wagner Saback Dantas – Mestre em Engenharia Elétrica.
Local: Auditório do Departamento de Informática e Estatística da UFSC.
As oficinas são gratuitas e a presença deve ser confirmada até quinta-feira, dia 10/12.
As inscrições devem ser efetivadas através de pontaoufsc@hotmail.com. Os participantes receberão certificados.
A plataforma de socialização é www.pontao.ufsc.br.
O site ainda não está pronto, mas ficará até sexta. Na plataforma de socialização as pessoas poderão se informar das atividades do Pontão de Cultura da UFSC e até mesmo se inscrever e participar das discussões.
Blog ativo: www.pontao.ufsc.br/pg/blog/Patricia
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Programa Ver TV - TV Câmara

Na última quinta-feira, 03/12, houve um programa na TV Câmara dedicado a discutir o futebol na TV pública. Dentre os entrevistados por Lalo Leal, nosso coordenador do Labomídia, Giovani Pires.
No link abaixo dá para acompanhar o programa inteiro, e quem quiser, também poderá baixar os três vídeos (o programa ocorre em três blocos).
http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/default.asp?selecao=MATDATA&veiculo=1&programa=153&dtInicio=07/12/2009&dtFim=07/12/2009
A sinopse do programa foi a seguinte:

Projeto de lei na Câmara quer acabar com o monopólio nas transmissões dos campeonatos de futebol e de outras modalidades esportivas. Segundo o deputado Edson Duarte (PV-BA), autor da proposta, apenas 30% do campeonato brasileiro de futebol de 2002 foi exibido na TV aberta, o restante foi mostrado apenas nas TVs por assinatura. Para ele, quando se trata de esporte não devem ser consideradas apenas as questões comerciais, já que uma emissora pode comprar os direitos de exibição e decidir não mostrar. Nesse caso, a transmissão poderia ser feita pelas emissoras públicas.Recentemente, a Argentina aprovou lei com medida semelhante. Será que isso é bom para o esporte? Como ficam os direitos de imagem dos clubes, vendidos a peso de ouro para as emissoras privadas? E até que ponto o esporte deve se adequar aos padrões das TVs? O projeto pode favorecer os campeonatos regionais? Esse é debate desta edição do Ver TV.
Jornalismo esportivo (nas férias)...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A tentação do Marshmalon
domingo, 6 de dezembro de 2009
Incitar o debate sobre o impacto dos mega-eventos na Educação Física
Semana passada, mais precisamente no dia 04 de Dezembro, encerramos a 7ª Semana de Educação Física da UFS, aqui em Aracaju-SE. A última fala do evento foi proferida pelo grande Valter Bracht, um dos principais nomes da Educação Física brasileira. Entre outras coisas, Valter apresentou suas reflexões sobre o distanciamento entre os saberes acadêmicos e as intervenções escolares, considerando um dos pontos fundamentais desse hiato a divergência da lógica de incentivo, regulação e controle da produção do conhecimento em nível de pós-graduação, pelas normas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior), e as necessidades imanentes da escola e da educação brasileira. Segundo o pesquisador, quanto mais a área se aproxima da Capes, mais se distancia da escola. O fato que me chamou a atenção, no entanto, foi o alarde feito pelo palestrante sobre suas preocupações com relação ao impacto dos grandes eventos no cotidiano das escolas, em especial na Educação Física (e sobre o debate superficial que vem se desenrolando sobre o tema em toda a mídia). Tais preocupações já foram também apresentadas e debatidas em nosso blog. Mas Valter vem propondo em todos os eventos que tem participado que a academia amplie esse debate como a única possível forma de resistência contra uma colonização generalizada das aulas de Educação Física pela lógica da seleção de talentos.
Dias atrás travei um debate sobre o tema no Blog do José Cruz, fui massacrado ao defender que à escola compete educar e à educação física escolar o mesmo. Pensei então em propor um eco desse debate não apenas nos eventos acadêmicos, mas também na blogosfera...e ai, quem vai encarar? Já estou com meu barco pronto para navegar pelos blogs esportivos...içar velas!!!
sábado, 5 de dezembro de 2009
debate sobre TICs na educação (ao vivo)
Tenho andado ausente do blog, pura falta de tempo.
Mas achei que valia a pena socializar essa informação que rolou no CEV:
"Pessoal, a Nova Escola vai transmitir o parecer dos maiores especialistas em Educaçao e Novas Tecnologias. É uma ótima oportunidade para conhecer e ouvir esses mestres sem sair de casa ou da escola. Laércio.
O computador e a internet na escola pública. Lea Fagundes (UFRGS), Fredric Michael Litto (Abed), Nelson de Luca Pretto (Ufba) e Fernando José de Almeida (TV Cultura/PUC) comentam os resultados da pesquisa ´O uso dos computadores e da internet nas escolas públicas de capitais brasileiras`, realizada pela Fundação Victor Civita em parceria com a LSI-TEC e o Ibope Inteligência".
É na segunda, dia 07, as 9 horas. Acesso pelo endereço abaixo
http://revistaescola.abril.com.br/fvc/estudos-e-pesquisas/cobertura.shtml
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
PROFISSÃO REPÓRTER AGENDA A FINAL DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2009
moçada, espero que vcs tenham assistido ao programa Profissão Repórter desta 3a feira, na Globo, dia 1/12, foi um prato cheio não só pra quem estuda linguagem telejornalística, mas para quem se debruça sobre o agenda-setting.
Previsivelmente, o programa preparou o espectador, até mesmo o mais "alienado" das narrativas midiáticas futebolísticas, para tornar-se um torcedor do Flamengo ou São Paulo ou Internacional...e sofrer ou gozar por antecipação pelo seu time ou pelo time do outro...
Esta mensagem sintética aqui consiste apenas numa provocação pra extrair as impressões dos nossos observadores sobre o programa...
grande abraço a todos
jaquíssimos abraços
sábado, 28 de novembro de 2009
Mulheres na luta... de boxe!!
Com o objetivo de aumentar, ainda mais, o número de mulheres na corrida pelo ouro, o Comitê Olímpico Internacional (COI) está agraciando os ringues com a presença das damas. Mesmo tendo sua participação vetada nos próximos jogos olímpicos, o Boxe Feminino terá presença garantida na olimpíada de 2012. E o Brasil, claro, já está de olho nesse novo filão de mercado.
A notícia de que a seleção brasileira de boxe feminino foi campeã geral do Campeonato Pan-Americano da modalidade, realizado em outubro na cidade de Guayaquil, no Equador, e, melhor, que todas as boxeadoras do Brasil voltaram para casa com medalhas, não foi lá tão divulgada. Mas, assim, devagar, o boxe feminino brasileiro vai adentrando os noticiários esportivos. E não demorará muito, será apontado, como todos os esportes que são praticados no Brasil, como esperança de medalhas nos Jogos do Rio 2016.
Na edição de setembro da revista Piauí, preferida por dez entre dez jornalistas descolados (e, a julgar pela quantidade de anúncios, pela publicidade de empresas públicas também), foi publicada uma matéria bem bacana sobre o assunto. Começa assim:
"Depois do esfarelamento do Muro de Berlim, em 1989, foi também na capital alemã, no mês passado, que veio abaixo outra barreira aparentemente inamovível. Reunidos na capital da Alemanha em 13 de agosto, os quinze integrantes da comissão executiva do Comitê Olímpico Internacional, o coi, aprovaram em votação secreta a inclusão do boxe feminino entre os esportes olímpicos. Das 26 modalidades que compõem o cardápio dos Jogos, o boxe era o único que permanecia blindado à participação feminina. Agora, já a partir de 2012, em Londres, moças estarão trocando socos.
O anacronismo machista, por andar na contramão do discurso oficial do coi, vinha embrulhado em arrazoados de natureza cultural e pseudomédica: o boxe feminino, assim como a maratona antes de 1984, poderia ser excessivamente lesivo para a saúde de damas e demoiselles."
Exercitando meu lado futuróloga, creio que, já, já, as academias estarão (mais) abarrotadas de meninas em uma trocação frenética (no bom sentido, ou melhor, no sentido esportivo da palavra). Em relação aos incentivos financeiros às atletas... Bem, esse já é outro assunto.
Leia a matéria na íntegra no site da Piauí.
Fontes consultadas: Site De olho em 2016 (Boxe feminino é promessa de ouro); UOL Esporte (COI rejeita inclusão do boxe feminino em Pequim 2008); Revista Piauí (Damas, ao Ringue!)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Evento na UFSC - Cultura infantil
Participação de Gilles Brougère, Nathalie Roucous e Tisuko Morchida Kishimoto.
Dia: 04 de dezembro de 2009.
Local: Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – Florianópolis
Maiores informações
http://www.ca.ufsc.br/jornada/index.htm
As incrições sem apresentação de trabalho têm prazo até dia 25/11, esta quarta-feira... vamos nos apressar! É gratuito e é só preencher o formulário de inscrição (no site) e enviar por e-mail.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
"Há ruídos demais no mundo..."
Ele nos chama atenção a algo muito interessante, principalmente, em nosso caso, à questão dos "ruídos visuais" a que estamos expostos constantemente.
Abaixo copio apenas um trecho da entrevista e na sequência deixo o link para quem se interessar lê-la na íntegra. Ela é curtinha, mas mesmo assim, vale a pena conferir!
"Há ruídos demais no mundo, o senhor admite. Mas de onde eles vêm? Vêm do excesso de informações com que somos bombardeados, o tempo todo, pelas formas mais diversas, e isso atordoa. Os ruídos não são só auditivos mas também visuais, linguísticos e sensoriais. São os sons indesejáveis, que gostaríamos de ignorar para poder atender aos sinais que nos são importantes. No livro que escrevi, cito que no meio da balbúrdia generalizada queremos ouvir a voz que nos chama. A voz é o sinal. Tome-se como exemplo uma entrevista em que os repórteres se juntam todos a disparar perguntas. Quem vai responder, das inúmeras perguntas feitas, só vai entender uma. O restante atrapalha. Quanto ao excesso de informação, no jornal que se lê diariamente, ocorre o mesmo. É preciso selecionar os sinais em meio ao ruído. Quem lê pede “Silêncio, por favor!”. Se quero extrair informações sobre um filme num site, tenho dados em torno sobre todo o restante do mundo. As que realmente podem ser de interesse são poucas. Isso é ruído e é preciso saber escolher, tirar a mosca da sopa. Afinal, não queremos comer a mosca!"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Educação à distância - Verdades e mitos

Theodor Adorno - Educação para o pensar autônomo

Clarice Lispector e futebol??? é isso mesmo...

E o título sairia muito maior, só que não caberia numa única linha.
Não leio todos os dias Armando Nogueira – embora todos os dias dê pelo menos uma espiada rápida – porque “meu futebol” não dá pra entender tudo. Se bem que Armando escreve tão bonito (não digo apenas “bem”), que às vezes, atrapalhada com a parte técnica de sua crônica, leio só pelo bonito. E deve ser numa das crônicas que me escaparam que saiu uma frase citada pelo Correio da Manhã, entre frases de Robert Kennedy, Fernandel, Arthur Schlesinger, Geraldine Chaplin, Tristão de Athayde e vários outros, e que me leram, por telefone. Armando dizia: “De bom grado eu trocaria a vitória de meu time num grande jogo por uma crônica...” e aí vem o surpreendente: continua dizendo que trocaria tudo isso por uma crônica minha sobre futebol.
Meu primeiro impulso foi o de uma vingança carinhosa: dizer aqui que trocaria muita coisa que me vale muito por uma crônica de Armando Nogueira sobre digamos a vida. Aliás, meu primeiro impulso, já sem vingança, continua: desafio você, Armando Nogueira, a perder o pudor e escrever sobre a vida e você mesmo, não posso perdoar que você trocasse, o que significaria a mesma coisa.
Mas, se seu time é Botafogo, não posso perdoar que você trocasse, mesmo por brincadeira, uma vitória dele nem por um meu romance inteiro sobre futebol.
Deixe eu lhe contar minhas relações com futebol, que justificam o coitada do título. Sou Botafogo, o que já começa por ser um pequeno drama que não torno maior porque sempre procuro reter, como as rédeas de um cavalo, minha tendência ao excessivo. É o seguinte: não me é fácil tomar partido em futebol – mas como poderia eu me isentar a tal ponto da vida do Brasil? – porque tenho um filho Botafogo e outro Flamengo. E sinto que estou traindo o filho Flamengo. Embora a culpa não seja toda minha, e aí vem uma queixa contra meu filho: ele também era Botafogo, e sem mais nem menos, talvez só para agradar o pai, resolveu um dia passar para o Flamengo. Já então era tarde demais para eu resolver, mesmo com esforço, não ser de nenhum partido: eu tinha me dado toda ao Botafogo, inclusive dado a ele minha ignorância apaixonada por futebol. Digo “ignorância apaixonada” porque sinto que eu poderia vir um dia apaixonadamente a entender de futebol.
O jogo qual era? Sei que era Botafogo, mas não me lembro contra quem. Quem estava comigo não despregava os olhos do campo, como eu, mas entendia tudo. E eu de vez em quando, mesmo sentindo que estava incomodando, não me continha e fazia perguntas. As quais eram respondidas com a maior pressa e resumo para eu não continuar a interromper.
Quanto a assistir por televisão, meu filho botafoguense assiste comigo. E quando faço perguntas, provavelmente bem rolas como leiga que sou, ele responde com uma mistura de impaciência piedosa que se transforma depois em paciência quase mal controlada, e alguma ternura pela mãe que, se sabe outras coisas, é obrigada a valer-se do filho para essas lições. Também ele responde bem rápido, para não perder os lances do jogo. E se continuo de vez em quando a perguntar, termina dizendo embora sem cólera: ah, mamãe, você não entende mesmo disso, não adianta.
O que me humilha. Então, na minha avidez por participar de tudo, logo de futebol que é Brasil, eu não vou entender jamais? E quando penso em tudo no que não participo, Brasil ou não, fico desanimada com minha pequenez. Sou muito ambiciosa e voraz para admitir com tranqüilidade uma não participação do que representa vida. Mas sinto que não desisti. Quando a futebol, um dia entenderei mais. Nem que seja, se eu viver até lá, quando eu for velhinha e já andando devagar. Ou você acha que não vale a pena ser uma velhinha dessas modernas que tantas vezes, por puro preconceito imperdoável nosso, chega à beira do ridículo por se interessar pelo que já devia ser um passado? É que, e não só em futebol, porém em muitas coisas mais, eu não queria só ter um passado: queria sempre estar tendo um presente, e alguma partezinha de futuro.
Clarice Lispector – crônica 30 março 1968. In: A descoberta do mundo, p. 89-91.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
To falando!!! Opinião internacional sobre o apagão é destaque no Estadão
Blecaute leva Rio-2016 e Copa do Mundo à mídia internacional
Jornais estrangeiros destacaram falha em Itaipu e lembraram que cidades afetadas serão sedes dos eventos
SÃO PAULO - O blecaute que atingiu nove Estados brasileiros na noite da terça-feira, 10, por conta de uma falha nos equipamentos da hidrelétrica de Itaipu foi assunto nos principais jornais internacionais e nas agências de notícias nesta quarta-feira, 10. O caos no trânsito e possíveis problemas durante a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 e da Copa do Mundo de 2014 foram os principais pontos abordados pela imprensa estrangeira.
A agência francesa Reuters enviou reportagens em inglês a jornais de todo o mundo em dizendo que o apagão levou o Brasil ao caos. A reportagem lembrava que o Rio, que estava às escuras, sediaria a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.
O jornal inglês Financial Times publicou que as ruas de São Paulo enfrentaram o caos após o apagão e que no Rio, "uma cidade turística que receberá os Jogos Olímpicos de 2016 e deve receber a final da Copa do Mundo de 2014", havia cenas semelhantes.
A primeira agência internacional a reportar o apagão, entretanto, foi a Associated Press. A notícia citava o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, esclarecendo que o problema não estava na geração de energia, mas sim na rede de distribuição da usina. O texto ainda apontava que, coincidentemente, o problema ocorreu três dias após o programa 60 Minutes, da rede CBS, mostrar uma reportagem dizendo que apagões no Brasil teriam sido causados por hackers.
[...]o argentino Clarín, o título da notícia era "Apagão deixa metade do Brasil no escuro". O destaque do diário eram as cidades do Rio, de São Paulo e de Belo Horizonte, as três principais cotadas para sediar a abertura e a final da Copa do Mundo de 2014.
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Deu na mídia, nóis agita!!!
Para ver a matéria completa acesse:
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,blecaute-leva-rio-2016-e-copa-do-mundo-a-midia-internacional,464626,0.htm
Apagão reacende dicussão sobre os Jogos no Brasil

Deu na imprensa internacional, galera. O apagão ocorrido semana passada (dia 12/11) em parte do Brasil acendeu na imprensa internacional desconfiança sobre a realização dos Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de Futebol no país. A falha de energia que atingiu 18 dos 27 Estados do Brasil permanece uma incognita. O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, enfatiza que o ocorrido foi causado por "problemas atmosféricos" que atigiram a usina hidrelétrica de Itaipu, cuja produção é partilhada pelo vizinho Paraguai, e afetaram também as linhas de comunicação dessa com a usina de Furnas, responsável pelo abastecimento de energia em parte do sudeste. Na imprensa americana o blecaute brasileiro está associado à ataque de hackers(sabotadores da rede mundial de computadores e sistemas informatizados). Rumores à parte, é interessante notar, como destaca o site Times.com ou outras agências de informação internacionais, que a falta de energia em terras tupiniquins afetou a credibilidade do país para sediar grandes eventos como as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol. Parece que a instabilidade de credibilidade que afeta alguns poucos pesquisadores dos esportes, jornalistas e cidadãos brasileiros, tachados de pessimistas apologetas, começa a se impregnar também na opinião internacional. Vejamos como os "Iluminadores" desses eventos vão se safar dessa.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Tese sobre EF, esporte e TICs
Nesta quinta-feira, dia 19/11, vou participar da banca examinadora da tese de doutorado do Welington Araujo Silva, nosso parceiro de GTT e orientando da Celi Taffarel, na LEPEL/UFBA. Seu tema: uma análise crítica, de corte marxista, sobre as propostas de inserção das TICs na educação e na educação física, especialmente "no trato com o conhecimento esporte".
Na banca, além de mero coadjuvante aqui, tem Luiz Carlos de Freitas e Gaudêncio Frigoto.
É uma alegria para mim estar presente em mais este momento importante da formação do Welington, a quem já tive a oportunidade de acompanhar na defesa da dissertação de mestrado. Aliás, em experiência até agora única para mim, por ter sido realizada a distância, com o proprio Welington na Bahia, o orientador no Equador (se não me falha a memória) e os demais membros da banca na UFSC, no laboratório de ensino a distância. Lembro que o Marcio estava lá também, assistindo.
Depois eu conto aqui o que rolou por lá.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Seminário Filosofia da Educação
O tema é O CONCEITO DE FORMAÇÃO HUMANA EM KANT, NIETZCHE E ADORNO, e vai acontecer na Sala 618 do CED/UFSC, com início às 17hs.
Acho que vale a pena dar uma conferida quem estiver por Floripa...
Abração e ótimo final de semana!
LaboMidia e Rede CEDES
Vida longa ao LaboMidia!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
CONECOM/SC: inscreva-se já!
As inscrições podem ser feitas até a meia noite de hoje, no site da Comunica-SC (clique aqui), onde também estão publicados o regimento e a programação completa. Quem se inscrever dentro do prazo acima, terá direito a voz e voto na conferência.
O tema da CONECOM/SC, preparatória para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), marcada para ser realizada em dezembro, em Brasília, é "Comunicação: meios para construção de direitos e de cidadania na era digital".
Na CONECOM/SC, também serão eleitos os delegados que irão representar o estado na CONFECOM
Os eixos temáticos discutidos serão três: Produção de conteúdo, meios de distribuição e cidadania- direitos e deveres.
Vamos todos!!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Já acessaram???
Quem ainda não foi, aproveite o caminho:
http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0043409DPY6FR1
Dá-lhe LaboMídia!!!
Cinema e Debate na ALESC/Florianópolis

domingo, 8 de novembro de 2009
prestando contas...
Três ações do Grupo nos ocuparam no ultimo mes de outubro e foram decorrentes de decisões do I ENOME.
Aproveito para informar-lhes a respeito delas:
1. Tranferencia da nossa pagina para o domínio próprio no servidor LaboMidia: a pagina já está no ar, faltando apenas ajustes e complementos que estão a caminho.
2. Coletanea de textos das dissertações: pre-editoriais e originais entregue à editora, faltando apenas o texto da 4a. capa.
3. Registro do grupo no CNPq. Já estamos registrados e certificados pela UFSC. Para visualizar, agora voces podem acessar opção Grupo quando entrarem em seus lattes...
Sobre o registro da produção de 2009, amanha serão transferidos todos os arquivos para que o Digão possa abastecer a pagina. Nosso ponto de corte foram os textos publicados nos anais do ENAREL/2009.
Bom domingo a todos/todas. Abraço. Gio
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Lévi-Strauss



segunda-feira, 2 de novembro de 2009



Pessoal,
olha que interessante que eu achei!
Estilo memorial resumido sobre a Teoria Crítica e Escola de Frankfurt!
Podem clicar que não é vírus, é apenas um link do youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=0XfrUPWet68
Viajando pelo youtube, encontramos muitos outros, inclusive sobre Walter Benjamim, alguns em inglês, e aí o camaracada Sérgio nos ajuda...rs
Bjão!!!!
Alguns dos representantes da Escola, por ordem das fotos:
- Habermas
- Benjamim e
- Adorno e Horkheimer;
Bjos
Copa 2014: eu voto no folclore brasileiro!!
Mas não é dessa data tipicamente européia, largamente apropriada, comercializada e difundida pelos americanos, e que invadiu nosso país, que quero falar. Pelo menos não agora.
Aproveitando o dia do saci (data que não é oficial) me lembrei de outro “embate” entre o negrinho magrinho de uma perna só que pita um cachimbo e faz traquinagens com outro negrinho tão habilidoso quanto, mas muito mais, vamos dizer, politicamente correto.
Pelezinho e Saci foram cogitados como mascotes da Copa
Apesar de a empresa responsável pela identidade visual do mega-evento não ter sido escolhida ainda, as duas opções parecem não agradar aos que querem passar uma ideia moderna do Brasil aos gringos.
Em entrevista ao portal Copa 2014, o designer Alexandre Wollner afirmou que nem Pelezinho, por ser uma caricatura e “caricaturas não expressam significado nenhum do nosso país”, nem o Saci, que poderia não ser entendido ou, até mesmo, bem aceito pelo público internacional uma vez que “o Brasil não é conhecido internacionalmente por seu folclore”, seriam boas alternativas.
Claro. Entender nosso folclore pode ser uma tarefa bem difícil. Fácil é entender, ou engolir, que a abóbora tem cara-de-cão-chupando-manga e que se deve pedir doces nas casas, vestido de monstro, bruxa ou Elvis Presley, para que os mortos não te levem para o além.
Outras opções já foram cogitadas. Para o designer uma boa alternativa seria apresentar elementos brasileiros que fossem amplamente conhecidos fora do país como, por exemplo, a música brasileira.
Pensei que poderia ser o samba e a mascote uma mulata de biquíni (como sugeriu Ziraldo para mascote da Olimpíada 2016); a bossa nova e a mascote um copo de whisky (o melhor amigo do homem segundo o Poetinha Vinícius); ou ainda, a lambada, afinal o sucesso fora do país foi tanto que rendeu até um filme, de gosto bastante duvidoso, no qual o enredo juntou índios jogando capoeira na Amazônia e uma bela morena, um tanto burrinha, mas com um corpão, como protagonista.
E por falar em Ziraldo, me lembrei da Turma do Pererê, uma criação muito bacana desse cartunista de primeira. Com seu traço inconfundível, ele reuniu figuras clássicas do folclore brasieliro em histórias divertidas e coloridas. Seria uma boa opção.
Além de esperto, gente boa, defensor das florestas e divertido, o negrinho é habilidoso, muito habilidoso. Com uma perna só ele dá rasteiras, anda de bicicleta, como assim retratou o grafiteiro Thiago Vaz com seu "Saci Urbano" e joga futebol, muito bem por sinal. E por causa desse talento é mascote de alguns clubes do país.
Escolher um expressivo personagem do folclore brasileiro como mascote da Copa 2014, seja o Saci ou qualquer outro dos tantos que existem na rica cultura brasileira seria um modo de mostrar o país em sua plenitude. Abrir o debate para toda a população então, seria uma atitude sensata em um evento no qual as atitudes sensatas, e a participação popular, são, ou serão, muito mais difíceis de ver, e entender, do que o mito do Saci. Oxalá não!
Ah, e o Saci já escolheu o que fazer com a abóbora. Comer!!!
(Campanha da ONG Sosaci)
Ilustrações: Pelezinho by Mauricio de Sousa Produções; Menina carioca by Ziraldo em Globo.com; Saci Urbano by Thiago Vaz; Saci e Ralouim by José Luiz Ohi/Reprodução Sosaci